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O que fazem as companhias petroleiras na COP20 em Lima?

Published at: 15:30, December 13, 2014 By Luis R. Miranda
(Imagem: www.gqrr.com)
A COP20, patrocinada pelas Nações Unidas e as corporações transnacionais, emite a maior quantidade de CO2 do que nunca.

LIMA - Você poderia pensar que o encontro COP20 em Lima seria um debate entre cientistas e políticos ou que eles teriam conversas francas sobre como melhorar o uso de energia e reduzir significativamente a poluição ambiental.

Bem, isso terá que ser deixado para o próximo encontro ou, talvez, para uma outra época na história humana.

Mesmo sendo os mais poluidores do mundo, representantes das empresas de energia mais poderosas estão e sempre têm estado em todas as reuniões do meio ambiente desde Rio 1992.

Você provavelmente está se perguntando o que fazem os representantes da indústria mais perigosa do mundo, que rivaliza com os poluidores da geo-engenharia e os transgénicos, nas negociações sobre o clima no Peru.

Será que é mesmo possível negociar maneiras de ter um planeta mais limpo quando os poluidores, aqueles que só buscam o lucro para seus acionistas e eles mesmos, estão na mesa de negociação?
Para começar, as empresas petroleiras não estão lá para negociar, mas para cuidar de seus interesses.
O petróleo será a principal fonte de energia para as indústrias do mundo por muito tempo, mas as petroleiras não deveriam estar participando na discussão sobre como ter um planeta mais limpo.
Os petroleiros não estão interessados em um planeta mais limpo. Se estivessem, não teriam causado tanto dano ao meio ambiente, como têm feito.

Se eles estivessem realmente interessados em um planeta mais limpo, estariam investindo tanto dinheiro quanto gastam para opor-se ao surgimento de novas tecnologias e campanhas ambientais falsas - como o falso alarmismo do aquecimento global.

Agora, é importante entender por que eles estão lá.

A razão é que eles financiam o falso movimento ambientalista. Aquelas pessoas que pedem uma redução significativa das emissões de CO2 e que culpam os seres humanos pelo aquecimento global estão associados com BP, Shell, Exxon e Chevron, entre outros. O ambientalismo é um grande negócio e é financiado e dirigido pelos chefes de indústria que controlam os monopólios mais importantes.

“Nas publicações do movimento ambiental, afirma-se que o mesmo surgiu a partir de grupos locais. A verdade, porém, é que o financiamento e as políticas vêm das mais prestigiadas instituições de estabelecimento liberal ocidental, centrado em torno do Council on Foreign Relations, a Comissão Trilateral, o Instituto Aspen e uma série de fundações familiares privadas, ” relatam Rogelio A. Maduro e Ralf Schauerhammer no capítulo 10 do seu livro Os Buracos na Camada de Ozônio: A Evidência Científica de que o Céu Não está Caindo.

Surpreendido? Essa é a natureza do monopólio corporativo e da burocracia.

Mas há mais. Segundo os autores, o movimento ambientalista atual, que é seguido por milhões de pessoas, simplesmente porque eles não sabem mais o que fazer, tem intenções muito claras para o presente e o futuro do mundo ocidental. Infelizmente, essas intenções não são as melhores para a humanidade. “Esta rede de fundações tornou o ambientalismo atual em um movimento de massa para apoiar a institucionalização da anticiencia e as políticas de não-crescimento em todos os níveis de governo e da vida pública. Conforme previsto pelo Projeto de 1980 do Council on Foreign Relations, o ambientalismo tem sido usado contra a economia dos Estados Unidos, contra metas tais como a agricultura de alta tecnologia e a indústria de energia nuclear. Este movimento é fundamentalmente uma religião pagãverde’.

Embora os líderes das negociações do clima no Peru e em eventos anteriores patrocinados pela Organização das Nações Unidas utilizam o lema do movimento ambientalista salvemos a Terra” e, enquanto se disfarçam como organizações “sem fins lucrativos” que procuram representar o “interesse público”,  eles são exatamente o oposto.

Todas as organizações ambientais estão compostas de milhares de pequenos grupos ambientalistas que estão direta ou indiretamente financiadas por verbas da ONU ou grandes corporações. Como é que eles consegueriam arrecadar bilhões de dólares por ano se não fosse pelas grandes contribuições de interesses corporativos?

Tomemos por exemplo a Coalition Global Tomorrow, que é composta por mais de 100 grupos ambientais e de controle populacional. Nenhum desses grupos tem um orçamento inferior a 3 milhões de dólares por ano.

Uma pesquisa compilada por Maduro e Schauerhammer mostra que, já em 1980, 35 fundações eram responsáveis por investir fortemente e, literalmente, financiar as operações de dois poderosos grupos ambientais: O Fundo de Defesa do Meio Ambiente e o Conselho de Defesa dos Recursos Naturais.
No início de 1990, fontes públicas disponíveis mostraram que as receitas totais do movimento ambientalista foram mais de 8.500 milhões dólares americanos por ano. Quanto você acha que é o seu orçamento hoje?

Simplificando, o movimento ambientalista é propriedade de um clube de bilionários e suas fundações isentas de impostos que, com suas contribuições financeiras, controlam o movimento ambientalista a um ponto onde até mesmo as agências governamentais parecem incapazes de fazer o seu trabalho de forma independente.

No verão de 2014, um relatório divulgado pelo Comitê do Meio Ambiente e Obras Públicas do Senado confirmou a noção de que as organizações  tais como a WWF e, Greenpeace, Earthjustice, a National Wildlife Federation dos Estados Unidos, The Nature Conservancy, a Fundação Sierra Club e a União dos Cientistas Preocupados receberam quase 8 mil milhões de dólares destes mesmos grupos.

Enquanto os céticos do movimento ambientalista são rotulados como marionetes das corporações petroleiras, aqueles que são efetivamente controlados pela indústria do petróleo, a ONU e as fundações isentas de imposto são os líderes do movimento ambientalista. As acusações infundadas fixadas em qualquer um que se opõe à farsa do aquecimento antropogênico é simplesmente uma projeção de sua própria ganância.

Enquanto os alarmistas do clima apelam para que as grandes massas ignorantes exijam mudanças dos seus líderes políticos, os ambientalistas estão sendo pagos para apoiar o falso movimento ambientalista parasalvar a Terra”, com o único objetivo de limitar o desenvolvimento, manter as pessoas pobres e reduzir drasticamente a população.

Como Chris Williams, do Climate and Capitalism explica, a atual onda de ambientalistas falsos é apenas um grupo de grandes estrategistas que são ótimos com a ciência e a arte de tirar o melhor proveito de uma campanha falsa” em grande escala contra as mesmas massas de pessoas que eles recrutam para exercer pressão sobre os líderes políticos para que eles aprovem legislação que favorece às grandes corporações petroleiras transnacionais.

Se você não entendeu isso antes, agora você sabe porque as grandes corporações petroleiras estão na ‘mesa de negociações’ em Lima, Peru.

Cada documento assinado em reuniões sobre o clima no passado tinha o selo de aprovação dessas corporações. Sem a sua autorização, os acordos não teriam acontecido. Eles são donos do movimento ambientalista. Não haverá decisões que favoreçam o planeta até que essas pessoas sejam expulsas das negociações e, a menos que as organizações ambientais, especialmente as mais importantes, parem de aceitar fundos de doadores corporativos e fundações filantrópicas isentas de impostos.

Fonte: Real Agenda

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