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Sem escapatória: boa parte dos seus emails pode estar nas mãos da Google

Se você está preocupado com sua privacidade, deve saber que usar o Gmail não é exatamente a melhor maneira de manter suas informações pessoais em “segurança” ou longe dos olhos digitais que existem internet afora. O serviço da Google admitidamente explica que não é o melhor lugar para privacidade e, por isso, alguns usuários como Benjamin Mako Hill chegam ao extremo de criarem seus próprios servidores de email para escapar dessa condição. Contudo, todo o esforço de Hill foi praticamente em vão.

Em uma análise recente sobre o destino de suas conversas por email, ele constatou que a maior parte dos emails que ele enviou e recebeu acabou sendo armazenada nos servidores do Gmail. Isso porque sempre que você se comunica com alguém que tem uma conta Google para enviar e receber emails, todas as mensagens e respostas ficam disponíveis para a empresa direcionar anúncios, captar informações de interesse comercial e outros.

Gráfico mostra total de emails (parte de cima) e parcial de respostas (parte de baixo)

Dessa maneira, como muita gente utiliza o serviço da Google, pouco adiantou Hill criar seu próprio servidor para escapar do grande olho do Gmail. De acordo com as estimativas que ele mesmo calculou, no ano passado, 57% das respostas de emails que ele enviou acabou nas mãos da Google. Contando todas as mensagens dele desde 2006, mais de um terço ficou armazenada nos servidores do Gmail. Se a mesma estimativa for feita a partir de 2010, são mais de 50% das mensagens armazenadas pela empresa. Contudo, a porcentagem do total de emails armazenados pela gigante das buscas está caindo, sendo que, neste ano, “apenas 51%” foi registrado até agora.

Ele não atribui nenhuma causa a essa linha decadente, mas seu gráfico mostra que o total dos emails armazenados pela empresa começou a diminuir desde 2012. É possível que isso se deva ao aumento da concorrência, principalmente por parte da Microsoft e do Yahoo!, o que não é necessariamente animador.


Fontes: Tecmundo , Flowing Data , Benjamin Mako Hill

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