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Em Davos, Dilma reforça que Brasil precisa de investimento privado

Presidente participou pela primeira vez do Fórum Econômico Mundial e citou programas brasileiros de concessões de rodovias, aeroportos e ferrovias

DAVOS - Em sua primeira participação no Fórum Econômico Mundial, em Davos, Suíça, a presidente Dilma Rousseff destacou que o Brasil vive um cenário de estabilidade econômica e inflação sob controle. "A inflação está dentro do regime de metas e buscamos convergência ao centro com determinação", afirmou.

A presidente reforçou que o Brasil está aberto ao investimento privado dentro do projeto de crescimento e melhoria da infraestrutura. "O Brasil mais que precisa e mais que quer uma parceria com o investimento privado", disse.

A presidente citou o recente programa de concessões privadas de rodovias, assim como os leilões de aeroportos em 2013. Dilma também lembrou que neste ano será realizado o primeiro leilão de ferrovia no País.

"Temos respeito aos contratos e compromisso com o ambiente para atrair investimentos", afirmou. "Sempre recebemos bem o investimento externo e adotamos medida para melhorar mais". O discurso durou cerca de 30 minutos.

Inflação. Dilma lembrou que o descontrole de preços no passado mostrou aos brasileiros o poder destrutivo da inflação para empresas e para a população.

"A estabilidade da moeda é um valor central do nosso País. Não transigimos com a inflação", afirmou. Segundo a presidente, o Brasil, que ainda sofre com algumas condições de desigualdade social, está sendo construído sem abdicar dos fundamentos macroeconômicos. "O controle da inflação e o equilíbrio das contas públicas são essenciais para assegurar a estabilidade", disse.

Crise e emergentes. Dilma começou seu discurso no Fórum Econômico Mundial falando sobre a recuperação da crise financeira global de 2008. Segundo ela, a confiança é indispensável para que o mundo se recupere completamente.

"A saída definitiva da crise requer enfoque que não privilegia apenas o curto prazo. É imprescindível resgatar horizonte de médio e longo prazos em nossas avaliações", afirmou a presidente.

Dilma disse ainda que mesmo que as economias desenvolvidas mostrem sua importância para a recuperação global, "os emergentes continuarão a desempenhar um papel estratégico". Segundo ela, são os emergentes os países com maior capacidade de investimento e consumo. Para a presidente, "é apressada a tese segundo a qual economias emergentes serão menos dinâmicas". "Os emergentes serão dinâmicos porque têm grandes oportunidades", disse.

Contas públicas. Dilma falou sobre o que ela considera o controle das contas públicas no Brasil. Segundo ela, houve uma "melhora qualitativa" das contas públicas nos últimos anos, com a redução da dívida líquida e da dívida bruta. "A meta de superávit do governo será condizente com essa diminuição do endividamento", afirmou a presidente, citando que a dívida bruta federal passou de 60,9% para 58,5% do Produto Interno Bruto (PIB) em 2013.

"Creio que temos um dos menores endividamentos públicos do mundo", comparou. Ela também disse que a responsabilidade fiscal é um princípio basilar da visão de desenvolvimento econômico e social defendida pelo governo. Ela afirmou que em breve o governo definirá a meta fiscal para o ano de 2014, sem, no entanto, especificar uma data para o anúncio.

Fonte: Estadão Msn

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