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Admirável Mundo Novo - Livro em PDF

O cérebro privilegiado de Huxley e sua viva imaginação produziram nesta obra prima uma visão de um futuro surpreendente e ameaçador, onde a aspiração de simplificar e estabilizar um mundo novo, o culto à máquina e à racionalização, criam uma humanidade que não conhece o esforço nem a dor, mas que suprime também o amor, as emoções e até mesmo a liberdade. Daí um tremendo e trágico contraste entre a Utopia e a Realidade.

Uma das ações que mantêm a humanidade em movimento é a busca pela compreensão de si mesma. O ser humano quer saber quem é, quer a resposta às proposições básicas: de onde venho?, quem sou? e pra onde vou? Tal busca nos impele, nos toca no íntimo, nos comove. E o que nos comove é aquilo que nos move. Ao longo de toda história humana, a arte tem sido a expressão mais perceptível dessa busca, por isso ela nos toca e nos comove.

A literatura é uma das mais abrangentes formas dessa expressão, e muitos autores fizeram dela veículo de suas inquietações.

Em Admirável Mundo Novo, escrito na década de 30, Aldous Huxley (1894-1963), cria uma obra de ficção onde questiona o direcionamento que a civilização moderna está dando a si mesma, caminhando em direção à completa mediocridade, ao artificialismo, à sublimação dos sentimentos, à banalização dos relacionamentos, à desvalorização dos aspectos humanos, numa sociedade em que tudo se resolve com um comprimido de meio grama de soma, a droga redentora da civilização moderna – “cristianismo sem lágrimas” – na definição dos personagens do livro. Admirável Mundo Novo é uma sátira da sociedade moderna, muito mais do que obra profética.

A sociedade que emerge das páginas do romance de Huxley é uma sociedade completamente destituída de valores humanos em que as pessoas são produtos de uma linha de montagem em que são clonadas e tratadas como meras peças de reposição para a manutenção de um sistema global asséptico e totalmente artificializado. Condição alcançada em função de pseudos avanços e conquistas da ciência. Huxley aborda assim, uma questão que sempre esteve atrelada às conquistas científicas: o medo de sua utilização desvirtuada pelo poder dominante. Esse tema, aliás, é fonte de origem para várias distopias famosas na literatura universal, notadamente no ramo da literatura denominado science fiction.

Sinopse

Ano 634 df (depois de Ford). O Estado científico totalitário zela por todos. Nascidos de proveta, os seres humanos (pré-condicionados) têm comportamentos (pré-estabelecidos) e ocupam lugares (pré-determinados) na sociedade- os alfa no topo da pirâmide, os ípsilons na base. A droga soma é universalmente distribuída em doses convenientes para os usuários. Família, monogamia, privacidade e pensamento criativo constituem crime. Os conceitos de 'pai' e 'mãe' são meramente históricos. Relacionamentos emocionais intensos ou prolongados são proibidos e considerados anormais. A promiscuidade é moralmente obrigatória e a higiene, um valor supremo. Não existe paixão nem religião. Mas Bernard Marx tem uma infelicidade doentia- acalentando um desejo não natural por solidão, não vendo mais graça nos prazeres infinitos da promiscuidade compulsória, Bernard quer se libertar. Uma visita a um dos poucos remanescentes da Reserva Selvagem, onde a vida antiga, imperfeita, subsiste, pode ser um caminho para curá-lo.

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Fontes: Visão Apocalíptica , O Mundo é Um Palco

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