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Paralisação do governo dos EUA pode afetar economia mundial, diz Cameron

Cameron, conservador, aproveitou para defender os cortes nos orçamentos
Foto: AFP
A paralisação parcial da administração federal dos Estados Unidos pode prejudicar a recuperação econômica mundial, advertiu nesta terça-feira (1º) o primeiro-ministro britânico, David Cameron.

"Se os Estados Unidos não puderem resolver apropriadamente seus planos de gasto e de redução do déficit, será um risco para a economia mundial", disse Cameron à emissora de rádio pública BBC depois que o Congresso não entrou em acordo sobre o novo orçamento, obrigando a paralisação de parte dos serviços federais pela primeira vez em 17 anos.

Os economistas advertiram que o fechamento, que deixou momentaneamente sem trabalho 800.000 funcionários federais e forçou o fechamento de museus e parques, pode frear o crescimento da primeira economia mundial.

Cameron, conservador, aproveitou para defender os cortes nos orçamentos: "acredito que é um lembrete de que é preciso contar com um plano plurianual e a longo prazo para reduzir os déficits públicos".

A coalizão de governo britânica, conservadora-liberal, reduziu o gasto público desde que chegou ao poder, em 2010.

Na segunda-feira, o ministro das Finanças, George Osborne, afirmou que alcançará um orçamento com superávit se os conservadores vencerem as eleições de 2015, mas admitiu que isso poderia obrigar o governo a estender seu programa de austeridade até 2020.

Paralisação do governo deve custar US$ 1 bi por semana à economia americana

Impactos econômicos - Além dos salários perdidos, os impactos econômicos deste quadro advêm dos negócios relacionados às operações federais – muitas empresas poderão cortar ou interromper suas operações. Isso poderá levar a uma retração nos gastos dos funcionários das empresas afetadas. Logo, o impacto econômico deve ser dez vezes maior do que o simples cálculo das perdas salariais dos trabalhadores federais, segundo o economista Brian Kessler, da Moody Analytics, ouvido pela CNN. Sua empresa estima que entre três e quatro semanas de paralisação custem à economia cerca de 55 bilhões de dólares.

Contexto – Diversos setores do governo americano precisam de financiamento anual para continuar operando. Por essa razão, a cada ano, o Congresso deve votar um projeto de orçamento estabelecendo prioridades e o valor de financiamento a ser liberado. Contudo, com o Senado e a Câmara dos Representantes dominados por partidos opostos, um impasse tem se tornado constante na hora de definir o orçamento.

Mecanismos foram criados para permitir, de forma automática, que o orçamento para financiar tais setores fosse ampliado ao longo do ano. Contudo, o último mecanismo possível termina em 30 de setembro. Assim, se democratas e republicanos não chegarem a um acordo, não haverá recursos para financiar o governo até o final de 2013.

A grande moeda de troca é o Obamacare, o plano de saúde criado pelo governo de Barack Obama. O plano foi aprovado há cerca de três anos e sua entrada em vigor está prevista para outubro. Contudo, os republicanos, em troca da aprovação do financiamento emergencial do estado, querem vetar determinados pontos do Obamacare, por meio de emendas ao plano orçamentário. Tais mudanças não são admitidas pelo Senado, de maioria democrata. E aí se dá o impasse: republicanos da ala mais conservadora, o chamado Tea Party, querem usar a paralisação do estado como artifício para pressionar os democratas a postergarem ainda mais a implantação do Obamacare.

Teto da dívida – O Congresso deve votar, além disso, um aumento do limite legal do endividamento do país, atualmente em 16,7 trilhões de dólares, sem o qual os EUA se arriscam à primeira moratória de sua história a partir de 17 de outubro.

No momento, o governo federal funcionou graças a "medidas extraordinárias" adotadas pelo Departamento do Tesouro, mas o titular da pasta, Jacob Lew, advertiu que em meados de outubro os fundos acabarão.

Militares – Mesmo com a paralisação dos pagamentos federais, o presidente Barack Obama assinou nesta segunda-feira uma lei que permitirá que todos os militares continuem recebendo seus salários durante o "fechamento" do governo. A lei foi aprovada unanimemente no domingo pela Câmara dos Representantes e confirmada na segunda-feira pelo Senado.

A medida garante o pagamento dos militares ativos, da Guarda Litorânea e os civis e prestadores de serviço que dão apoio aos departamentos de Defesa e Segurança Nacional, durante o período que durar a paralisação temporária do governo. No entanto, se estima que 50% dos 800 mil funcionários civis do Pentágono serão enviados para casa, muitos deles sem receber, enquanto durar a crise.



Referência: Lado Oculto Nova Ordem Mundial , Libertar

Fontes: Veja ; Net10

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