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Protestos em São Paulo: Uma Apresentação da Agenda do Estado Policial

Já discutimos em artigos anteriores neste site sobre a indústria do entretenimento estar promovendo e normalizando o conceito de um estado policial, aos olhos dos jovens, em vídeos de música pop. Um estado policial é um estado no qual o governo exerce controles rígidos e repressivos sobre a vida social, econômica e política da população.

Um estado policial tipicamente apresenta elementos de totalitarismo e controle social e, geralmente, há pouca ou nenhuma distinção entre a lei e o exercício do poder político pelo executivo.

A população de um estado policial experimenta restrições em seu direito de ir e vir, em sua liberdade de se expressar ou comunicar opiniões políticas, ou outras visões, que são sujeitas a um controle rígido policial; e o controle político pode ser exercido por meio de uma força de uma polícia secreta que opera fora dos limites normalmente impostos pela constituição de um Estado.

O estado policial é um das principais agendas para o governo totalitário que a Elite pretende implantar em um futuro próximo. Aos poucos, essa agenda vem sendo preenchida, e suas características vêm ganhado forma nos acontecimentos diários. O pesadelo distópico descrito no romance "1984" de George Orwell tem silenciosamente se revelado em forma de projetos de lei, sistemas de monitoramento, SOPA, PIPA, CISPA, Lei Marcial e blá, blá, blá...

Os últimos protestos civis ao redor do mundo, como na Turquia, por exemplo, estão cada vez mais sendo atendidos com a polícia anti-motim; e violência, repressão, prisões brutais e armas sofisticadas estão sendo usadas ​​com cada vez menos contenção, tornando-se na verdade uma norma.

Os protestos dos últimos dias em São Paulo podem se enquadrar perfeitamente dentro desse contexto, pois eles puderam oferecer ao Brasil uma doce amostra da Agenda do Estado Policial da Elite. Estudantes e trabalhadores que protestaram contra o aumento das passagens de ônibus bloqueando avenidas da cidade foram duramente reprimidos pela Polícia Militar, alvejados com tiros de borracha, bombas de gás lacrimogêneo etc.

A PM prendeu centenas de pessoas no ato e as levaram para a delegacia em vans montadas justamente com o fim de recolher as pessoas e prendê-las. Até mesmo os jornalistas dos grandes órgãos de imprensa foram reprimidos com balas de borracha no rosto ou outro tipo de agressão.

Veja neste vídeo abaixo a polícia alvejando cinegrafistas.



Este policial joga spray de pimenta em direção a esse jornalista. Por quê?

 Há depoimentos ainda de pessoas que não estavam participando do ato e
 foram alvejadas dentro do apartamento. Será que foi apenas um erro de mira?
A questão então é: por que a polícia alvejou, quase que descontroladamente uma população de estudantes e trabalhadores desarmada, até mesmo a imprensa, sendo que é altamente notório que protesto não é crime e ainda se faz um direito assegurando pelos documentos legislativos?

A função da polícia ali não seria apenas acompanhar o protesto para que ninguém se "machucasse"? Por que a Avenida Paulista pode ser bloqueada para se protestar contra a "homofobia" e tantos outros tópicos, mas não pode ser palco de protesto contra as medidas do governo?

Por que você acha então que a polícia tentou impedir o protesto de forma tão violenta? Resposta: Porque o maior medo de um governo é uma revolta civil de grandes proporções. Mas não é só isso. Uma polícia altamente repressora está dentro dos planos dos donos do mundo para os próximos anos.

O governo então formulou seu contra-ataque de forma imediata: Uma boa parcela da mídia brasileira, sua geralmente amiga, não perdeu tempo e começou a mostrar depoimentos de vários policiais afirmando que foram primeiramente agredidos com pedradas, obviamente para poder então justificar suas atitudes de repressão e mostrar para os telespectadores que aquilo não foi um protesto e sim uma "bagunça" ou um "ato de vandalismo".

Foi exatamente com esses termos que os jornalistas mais importantes do país descreveram a manifestação. Há dezenas de depoimentos de PM que dizem que grupo queria 'caos' e pedia 'morte' em ato em SP. Se você vasculhar os sites de notícias, dificilmente encontrará aquelas com um discurso a favor dos manifestantes. Os telespectadores provavelmente, após assistirem aos jornais mais populares, disseram: "Eu sou a favor de manifestos, mas não a essa bagunça que estão fazendo em SP".

De fato, houve "bagunça" e "vandalismo" por parte dos manifestantes sim. Não estou dizendo que sou a favor do caos.

No entanto, o que muitos talvez não percebem é que certos protestos pacíficos são muitas vezes propositalmente sabotados por agentes pagos que incitam a violência, a fim de "legitimar" a repressão policial. Será que a violência e o vandalismo nos atos em São Paulo não foram provocados por esses agentes?

Ordem à partir do Caos

Quando uma manifestação de grandes proporções acontece (ou quando a elite fabrica a manifestação), é possível que ela a use a seu próprio favor. O lema Ordo Ad Chao, que significa "Ordem à partir do Caos", é bastante comum nesse tipo de contexto. De tempos em tempos, situações caóticas são "permitidas" - se não totalmente fabricadas - pela elite, a fim de criar medo, pânico e revolta entre a população geral.

As massas desesperadas, em seguida, pedem aos governantes por uma intervenção e uma solução rápida. O resultado dessas intervenções é quase inequivocamente o mesmo: a introdução de regras e regulamentos prejudicando o cidadão comum, dando mais poderes (antidemocráticos) para a elite.

Nos dias que se seguem, todos os meios de comunicação constantemente lembram a população dessa situação particular. Esse martelar constante torna a situação insuportável por parte da população, que não aguenta mais ouvir sobre isso continuamente na televisão e ler sobre isso nos jornais e na internet.

Depois de um tempo, o telespectador vai querer apenas uma coisa: que isso acabe logo. Depois que o problema se arrasta por muito tempo, os meios de comunicação apresentam uma ou várias soluções. Não compreendendo plenamente essa solução, mas cansada e aborrecida, a maioria das pessoas pensa: "Bem, se isso é o que é preciso para que eles calem a boca e falem de outra coisa, então eu concordo." Será que o governo brasileiro está usando os protestos em SP para a adoção de políticas específicas que, previsivelmente, irão contra os interesses do público em geral?

Ou será ainda que os protestos em São Paulo estão sendo fabricados pelo próprio governo, além da confusão? Talvez seja verdade, e esse caos pode servir exatamente para que a classe dominante promova algumas de suas agendas. Os vários dias seguidos de noticiários na televisão de policiais afirmando terem sido agredidos por manifestantes, e os jornalistas mais influentes descrevendo o protesto como um ato de vandalismo podem ainda servir para uma outra agenda importante: a aceitação, e até mesmo as boas-vindas ao estado policial.

As pessoas podem se acostumar com esse tipo de tratamento por parte da polícia. Cada dia adicional de tumulto que a televisão transmite faz com que o cidadão com menos senso crítico torne-se cada vez mais favorável ao uso de medidas drásticas por parte do governo, dizendo: "É isso mesmo que eles têm que fazer para acabar com essa bagunça!".

Contra ou a Favor?

Se os protestos em São Paulo trarão algum resultado positivo para a população manifestante, eu não sei. Também, ser "a favor" ou "contra" os protestos é um debate praticamente irrelevante. A coisa mais importante a considerar é o rescaldo e as mudanças que afetarão nossas nações para os próximos anos.

Os protestos em SP estão servindo o interesse de alguém? Será que foi uma manobra política para justificar a repressão? Será que esses protestos poderão fazer a elite dominante querer justificar mais controle da população? Eles estão acostumando os nossos olhos com o estado policial?

Não se surpreenda se, em um futuro próximo, você encontrar a notícia de agentes sendo contratados para incitar violência aparecer no noticiário. Violência justifica a repressão. Em outras palavras, a elite precisa da violência para fazer suas políticas aceitáveis.

Então, cuidado com esses protestos! Mais alguns dias de "confusão" e a população estará pronta para concordar com o governo usando táticas normalmente utilizadas em países opressivos do terceiro mundo. Pelo menos é sabido que essa é uma de suas agendas.

Fontes: Knowledge is Power , O Mensageiro do Fim

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