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Os mistérios do 11 de setembro "porque a versão oficial não pode ser verdadeira"

Por Dr. David Ray Griffin

Em The New Pearl Harbor: Disturbing Questions about the Bush Administration and 9/11 (2004), sumariei dúzias de factos e relatórios que lançam dúvidas sobre a estória oficial acerca do 11/Set. A seguir, em The 9/11 Commission Report: Omissions and Distortions (2005a), discuti o modo como estes vários factos e relatórios foram tratados pela Comissão do 11/Set, nomeadamente através da distorção ou simplesmente da sua omissão. Também adoptei a abordagem do grande quadro geral, com acumulação de argumentos, nos meus ensaios e palestras anteriores sobre o 11/Set (Griffin, 2005b e 2005d). [1] Esta abordagem, que mostra serem problemáticos todos os aspectos da estória oficial, proporciona o mais efectivo desafio à mesma.

Mas este modo de apresentar a evidência tem uma grande limitação, especialmente quando utilizado em palestras e ensaios. Significa que o tratamento de toda questão particular deve ser bastante breve, portanto superficial. Com isso as pessoas podem ser levadas a suspeitar que um tratamento mais completo de qualquer questão particular poderia mostrar, afinal de contas, ser plausível a estória oficial.

Neste ensaio, vou concentrar-me numa questão: porque as Twin Towers e o edifício 7 do World Trade Center entraram em colapso. Uma vantagem desta concentração, além do facto de permitir entrar em consideráveis pormenores, é que a destruição do World Trade Center proporciona-nos uma das melhores janelas para a verdade acerca do 11/Set. Uma outra vantagem desta focalização é que nos permitirá olhar para as revelações contidas nas histórias orais do 11/Set, as quais foram registadas pelo New York Fire Department logo após o 11/Set mas divulgadas para o público só em Agosto de 2005.

Começarei com a questão de porque as Twin Towers entraram em colapso, a seguir levantarei a mesma questão acerca do edifício 7.

1. O COLAPSO DAS TWIN TOWERS

Logo após o 11/Set, o presidente Bush aconselhou o povo a não tolerar "ultrajantes teorias conspiratórias acerca dos ataques do 11 de Setembro" (Bush, 2001). [2] Philip Zelikow, que dirigiu o trabalho da Comissão 11/Set, advertiu igualmente contra "ultrajantes teorias conspiratórias" (Hansen, 2005). O que querem estes homens significar com tal expressão? Eles não podem querer dizer que deveríamos rejeitar todas as teorias da conspiração acerca do 11/Set, porque a própria prestação de contas do governo é uma teoria da conspiração, em que os conspiradores são todos membros da al-Qaeda. Eles querem dizer apenas que deveríamos rejeitar teorias ultrajantes.

Mas o que distingue uma teoria ultrajante de uma não ultrajante? Esta é uma das questões centrais em filosofia da ciência. Quando confrontados por teorias rivais — digamos a evolução neo-darwiniana e a concepção inteligente — cientistas e filósofos da ciência perguntam qual teoria é melhor e porque. A marca de uma boa teoria é que ela pode explicar, de um modo coerente, todos ou pelo menos a maior parte dos factos relevantes e não é contraditada por qualquer deles. Uma má teoria é aquela que é contraditada por alguns dos factos relevantes. Uma teoria ultrajante seria aquela que fosse contraditada por virtualmente todos os factos relevantes.

Tendo esta definição em mente, vamos olhar para a teoria oficial acerca da Twin Towers, a qual diz que eles entraram em colapso devido ao efeito combinado do impacto dos aviões e dos incêndios resultantes. O relatório publicado pelo FEMA diz: "O dano estrutural recebido por cada torre devido ao impacto, combinado com os incêndios que se seguiram, resultaram no colapso total de cada edifício" (FEMA, 2002). [3] Esta teoria pertence claramente à categoria das teorias ultrajantes, porque é contraditada por virtualmente todos os factos relevantes. Embora esta declaração possa parecer extrema, explicarei porque não é.

NENHUM COLAPSO ANTERIOR INDUZIDO POR INCÊNDIO

A teoria oficial verificou-se implausível devido a dois grandes problemas. O primeiro é o simples facto de que o fogo nunca — antes ou depois do 11/Set — levou edifícios altos com estrutura de aço a entrarem em colapso. Os defensores da estória oficial raramente, se é que alguma vez, mencionam este simples facto. Na verdade, o relatório supostamente definitivo publicado pelo NIST — o National Institute for Standards and Technology (2005) — insinua mesmo que colapso de grandes edifícios com estrutura de aço induzidos por incêndios são acontecimentos normais (Hoffman, 2005). [4] Contudo, longe de serem normais: tais colapsos nunca ocorreram, excepto para os alegados casos do 11/Set.

Os defensores da teoria oficial, naturalmente, dizem que os colapsos foram provocados não simplesmente pelo fogo e sim pelo fogo combinado com os danos provocados pelos aviões. As torres, entretanto, foram concebidas para aguentarem o impacto de aviões aproximadamente da mesma dimensão dos Boeing 767s. [5] Hyman Brown, o administrador da construção das Twin Tower, afirmou: "Elas foram super-projectadas (over-designed) para aguentarem quase qualquer coisa, incluindo furacões, ... bombas e um choque de avião [sobre elas]" (Bollyn, 2001). E mesmo Thomas Eagar, um professor do MIT de engenharia dos materiais que apoia a teoria oficial, diz que o impacto dos aviões não teria sido significativo, porque "o número de colunas perdidas com o impacto inicial não foi grande as cargas eram comutadas pelas colunas remanescentes nesta estrutura altamente redundante" (Eagar e Musso, 2001, pp. 8-11). Da mesma forma, o Relatório NIST, ao discutir como o impacto dos aviões contribuiu para o colapso, foca primariamente a afirmação de que os aviões removeram (dislodged) um bocado da protecção anti-fogo (fire-proofing) do aço. [6]

A teoria oficial do colapso é, portanto, essencialmente uma teoria do incêndio, assim não pode ser demasiado enfatizado que incêndios nunca provocaram colapsos de grandes edifícios com estruturas de aço — nunca, seja antes do 11/Set ou após o 11/Set, ou em qualquer lugar do mundo, excepto alegadamente na Cidade de Nova York.

Alguém pode dizer, naturalmente, que há uma primeira vez para todas as coisas, e que um incêndio verdadeiramente extraordinário pode induzir um colapso. Vamos examinar esta ideia. O que significaria um incêndio extraordinário? Dadas as propriedades do aço, um incêndio precisaria ser muito quente, muito quente e de muito longa duração. Mas os incêndios das torres não tiveram nenhuma destes características, e muito menos todas as três.

Tem havido afirmações, certamente, de que os fogos foram muito quentes. Alguns especiais da televisão afirmaram que as torres entraram em colapso porque o incêndio era suficientemente quente para fundir o aço. Exemplo: um especial da BBC News citou Hyman Brown como tendo dito: "o aço funde, e 24 mil galões [90,7 mil litros] de combustível de aviação fundiram o aço". Outra pessoa, apresentada como engenheiro de estruturas, disse: "Foi o fogo que matou os edifícios. Não há nada sobre a terra que possa sobreviver àquelas temperaturas com aquela quantidade de combustível a queimar ... As colunas teriam fundido" (Barter, 2001). [7]

Estas afirmações, contudo, são absurdas. O aço nem mesmo começa a fundir antes de atingir 2800º Fahreinheit [1538º Celsius] [8] E mesmo assim incêndios abertos alimentados por hidrocarbonetos como o querozene — que é o jet fuel — podem no máximo elevar-se a 1700ºF [927ºC], temperatura que está quase 1100 graus F [593ºC] abaixo do ponto de fusão do aço. [9] Podemos, consequentemente, afastar a afirmação de que as torres entraram em colapso porque as suas colunas de aço fundiram-se. [10]

A maior parte dos defensores da teoria oficial não faz, de facto, esta afirmação absurda. Ele dizem simplesmente que o fogo aqueceu o aço até o ponto em que este perdeu tanto da sua resistência (strenght) que envergou (buckled) . [11] Thomas Eagar, por exemplo, diz que o aço perde 80 por cento da sua resistência quando aquecido a 1300ºF e argumenta que foi isto o que aconteceu. Mas para esta afirmação ser plausível, os fogos ainda teriam tido de ser bastante quentes.

Mas não foram. Foram feitas afirmações, como vimos, acerca do jet fuel. Mas grande parte dele queimou-se muito rapidamente nas enormes bolas de fogo produzidas quando os aviões bateram nos edifícios, e o resto consumiu-se dentro de 10 minutos, [12] após os quais as chamas extinguiram-se. Fotografias das torres tiradas 15 minutos após terem sido batidas mostram poucas chamas e bocados de fumo negro, um sinal de que os fogos estavam a morrer por falta de oxigénio. Thomas Eagar, reconhecendo este facto, diz que os fogos estavam "provavelmente apenas a cerca de 1200 ou 1300ºF" [649 ou 704ºC] (Eagar, 2002).

Além disso, há razões para acreditar que os fogos não estavam sequer àquela temperatura. Como mostram as fotografias, os fogos não romperam vidraças e nem mesmo se espalharam muito para além dos seus pontos de origem (Hufschmid, 2002, p. 40). Esta evidência fotográfica é apoiada por estudos científicos executados pelo NIST, os quais descobriram que das 16 colunas do perímetro examinadas, "apenas três tinham evidência de que o aço atingira temperaturas acima dos 250°C [482°F],” e nenhuma evidência de que qualquer das colunas centrais tivesse mesmo atingido aquelas temperaturas (2005, p. 88).

O NIST (2005) afirma que "não generalizou estes resultados, uma vez que as colunas examinadas representavam apenas 3 por cento das colunas do perímetro e 1 por cento das colunas centrais dos pisos incendiados". Que apenas uma porcentagem tão diminuta das colunas estivesse disponível deveu-se, claro, ao facto de responsáveis governamentais terem imediatamente vendido e embarcado para o estrangeiro a maior parte das colunas. Em qualquer caso, as descobertas do NIST, com base nesta diminuta porcentagem das colunas, não são irrelevantes. Elas significam que quaisquer especulações de que algumas das colunas centrais atingiram temperaturas muito mais elevadas seriam apenas isso — pura especulação não suportada por qualquer evidência empírica.

Além disso, mesmo se o fogo tivesse atingido 1300º F [704º C], como supõe Eagar, isto não significa que qualquer parte do aço teria atingido tal temperatura. O aço é um excelente condutor de calor. Aplique um fogo numa parte de uma longa barra de aço e o calor rapidamente espalhar-se-á às outras partes e a quaisquer outras peças de aço com as quais aquela barra esteja conectada. [13]

Para fogos terem aquecido algumas das colunas de aço a qualquer coisa próxima à sua própria temperatura, eles precisariam ser muito grandes, relativamente à dimensão dos edifícios e à quantidade de aço dentro deles. As torres, naturalmente, eram enormes e tinha uma enorme quantidade de aço. Um fogo pequeno, localizado, de 1300ºF [704ºC] nunca teria aquecido quaisquer das colunas de aço mesmo a uma temperatura próxima daquela, pois o calor ter-se-ia dispersado rapidamente por todo o edifício.

Alguns defensores da estória oficial afirmaram que os incêndios na verdade foram muito grandes, transformando os edifícios em "infernos grandiosos". Mas toda a evidência vai contra esta afirmação, especialmente em relação à torre sul, que entrou em colapso primeiro. Esta torre foi batida entre os pisos 78 e 84, de modo que esta é a região onde o fogo teria sido mais intenso. E mesmo assim Brian Clark, um sobrevivente, disse que quando desceu ao 80º piso: "Podia-se olhar através da parede e das fendas e ver chamas ... apenas lambidelas, não um inferno barulhento, apenas chamas tranquilas e algum fumo a alongar-se através da parede". [14] De igual modo, um dos chefes de bombeiros que alcançou o 78º piso descobriu apenas "dois bolsões isolados de fogo". [15]

A torre norte, certamente, tinha fogos que eram suficientemente grandes e quentes para levar muitas pessoas a saltarem para a morte. Mas como sabe qualquer um com uma lareira ou forno, o fogo que não danifica o aço ou mesmo o ferro queimará a carne humana. Em muitos casos também pode ter sido mais o fumo do que o calor o que levou pessoas a saltarem.

De qualquer forma, os fogos, para enfraquecerem as colunas de aço, teriam precisado ser não apenas muito grandes e muito quentes como também muito duradouros. [16] Disseram ao público que as torres tinham tais fogos, com a CNN a dizer que fogos "muito intensos queimaram durante um longo tempo". [17] Mas não foi assim. A torre norte entrou em colapso uma hora e 42 minutos depois de ser batida, a torre sul entrou em colapso depois de apenas 56 minutos.

Para verificar quão ridícula é a afirmação de que os incêndios de curta duração nas torres poderiam ter induzido um colapso estrutural, podemos compará-los com alguns outros incêndios. Em 1988, um incêndio no First Interstate Bank Building em Los Angeles ardeu durante 3,5 horas e destruiu 5 dos 62 andares do edifício, mas não houve dano estrutural significativo (FEMA, 1088). Em 1991, um enorme incêndio no One Meridian Plaza, de Filadélfia, perdurou por 18 horas e destruiu 8 dos 39 andares do edifício, mas, afirma o relatório do FEMA, embora "traves e vigas mestras tenham-se vergado e deformado ... sob severas exposições ao fogo ..., as colunas continuaram a suportar suas cargas sem dano óbvio" (FEMA, 1991). Em Caracas, em 2004, um incêndio num edifício de 50 andares ardeu durante 17 horas, destruindo completamente os 20 andares superiores do edifício, e mesmo assim ele não entrou em colapso (Nieto, 2004). E contudo nós somos supostos acreditar que um incêndio de 56 minutos levou a torre sul a entrar em colapso.

Além disso, ao contrário dos incêndios nas torres, os incêndios em Los Angeles, Filadélfia e Caracas foram suficientemente quentes para partir vidraças.

Uma outra importante comparação é proporcionada por uma série de experimentos efectuados na Grã-Bretanha em meados da década de 1990 a fim de verificar que espécie de danos podiam ser infligidos a edifícios com estrutura de aço sujeitando-os a incêndios extremamente quentes, todos eles a consumi-los durante muitas horas. O FEMA, tendo examinado aqueles experimentos, afirmou: "Apesar de a temperatura das vigas de aço ter atingido 815-927ºC (1500-1700ºF) em três dos testes ..., não foi observado colapso em nenhum dos seis experimentos" (1988, Apêndice A).

Estas comparações revelam o absurdo da afirmação do NIST de que as torres entraram em colapso porque os aviões golpearam a protecção contra o fogo das colunas de aço. A protecção anti-fogo proporciona defesa durante apenas umas poucas horas, assim o aço nos edifícios em Filadelfia e Caracas foi directamente exposto ao fogo durante 14 horas ou mais e mesmo assim não vergou. O NIST afirma, no entanto, que o aço na torre sul vergou porque foi exposto directamente às chamas durante 56 minutos. [18]

Uma afirmação produzida por alguns defensores da teoria oficial é especular que havia algo nas Twin Towers que as tornaria singularmente vulneráveis ao fogo. Mas estas especulações não são apoiadas por qualquer prova. E, como destacou Norman Glover: "Quase todos os grandes edifícios serão local para um grande incêndio durante a sua vida útil. Nenhum edifício de grande altura alguma vez entrou em colapso devido ao fogo. O WTC foi o local de um incêndio em 1975, entretanto o edifício sobreviveu com danos menores, foi reparado e retornou ao serviço" (Glover, 2002).

MÚLTIPLAS EVIDÊNCIAS DE DEMOLIÇÃO CONTROLADA

Há uma verdade reversa para o facto de que, além dos alegados casos do 11/Set, o fogo nunca ter provocado colapsos em grandes edifícios com estrutura de aço. Esta verdade reversa é que todos os colapsos totais anteriores foram provocados pelo procedimento conhecido como "demolição controlada", no qual explosivos capazes de cortar aço foram colocados em lugares cruciais por todo o edifício e a seguir deflagrados numa ordem particular. Justamente por saber que as torres entraram em colapso, a suposição natural portanto seria que elas foram deitadas abaixo por explosivos.

Esta suposição a priori é, além disso, suportada por um exame empírico da natureza particular dos colapsos. Aqui chegamos ao segundo grande problema com a teoria oficial, nomeadamente de que os colapsos tinham pelo menos onze características que seriam de esperar se, e apenas se, fossem utilizados explosivos. Descreverei brevemente estas onze características.

Início súbito: Numa demolição controlada, o início do colapso é súbito. Num primeiro momento, o edifício está perfeitamente imóvel; no momento seguinte ele subitamente começa a entrar em colapso. Mas o aço, quando aquecido, não verga nem se parte subitamente. Assim, em colapsos induzidos por incêndios — se tivéssemos quaisquer exemplos dos mesmos — o início seria gradual. Vigas horizontais e pilastras (trusses) começariam a perder firmeza, colunas verticais, se sujeitas a forças fortes, começariam a vergar. Mas como mostram os vídeos das torres, [19] não havia sinais de envergamento ou perda de firmeza, mesmo sobre os andares exactamente acima dos danos provocados pelo impacto dos aviões. Os edifícios estavam perfeitamente imóveis até o momento em que começaram os seus colapsos.

Caimento a pique (Straight Down): A coisa mais importante numa demolição controlada de um edifício alto próximo a outros edifícios é que ele venha cair a direito, dentro, ou pelo menos próximo, do seu próprio terreno, de modo a que não danifique os outros edifícios. Toda a arte da ciência da demolição controlada é orientada primariamente em torno deste objectivo. Como explicou Mark Loizeaux, presidente da Controlled Demolition, Inc., "para deitar [um edifício] abaixo como queremos, de modo a que ... nenhuma outra estrutura seja danificada", a demolição deve ser "totalmente planeada", utilizando "o explosivo correcto [e] o padrão correcto de disposição das cargas" (Else, 2004). [20] Se os 110 andares das Twin Towers houvessem caído mal, eles teriam provocado uma enorme quantidade de danos a edifícios que cobriam muitos quarteirões da cidade. Mas as torres caíram a direito. Consequentemente, a teoria oficial, ao implicar que o incêndio produziu colapsos que imitavam perfeitamente aqueles que normalmente se verificam somente por explosivos colocados com precisão, exige um milagre. [21]

Velocidade quase de queda livre: Edifícios deitados abaixo por explosão controlada colapsam à velocidade quase de queda livre. Isto pode ocorrer porque os apoios para os pisos mais baixos são destruídos, de modo que quando os pisos superiores vêm abaixo eles não encontram resistência. O facto de que os colapsos da torres imitassem esta característica da demolição controlada foi mencionada indirectamente pelo Relatório da Comissão do 11/Set (The 9/11 Commission Report), o qual afirmou que a "Torre Sul colapsou em 10 segundos" (Kean e Hamilton, 2004, p. 305). [22] Os autores do relatório evidentemente pensaram que a rapidez deste colapso não entrava em conflito com a teoria oficial, conhecida como a teoria "panqueca". De acordo com esta teoria, os pisos acima dos pisos que foram enfraquecidos pelo impacto do avião caíram sobre o piso de baixo, o que provocava uma reacção em cadeia, de modo que os pisos "panquecaram" todo o caminho abaixo.

Mas se foi isto que aconteceu, os pisos inferiores, com todo o seu aço e betão, teriam proporcionado resistência. Os pisos superiores não podiam ter caído através deles à mesma velocidade que cairiam através do ar. Contudo, os vídeos dos colapso mostram que o entulho a cair dentro do perfil do edifício caia à mesma velocidade que o entulho do lado de fora [23] (Jones, 2006). Como arquitecto e físico, Dave Heller (2005) explica:

os andares não podiam ter estado a cair como panquecas. Os edifícios caíram demasiado rapidamente. Os andares devem ter caído todos simultaneamente para atingir o chão num espaço de tempo tão curto. Mas como? ... No método conhecido como demolição controlada, cada piso de um edifício é destruído justamente no momento em que o piso de cima está prestes a cair sobre ele. Assim, os andares caem simultaneamente, e em virtual queda livre. (Garlic e Glass 6)

Colapso total: A teoria oficial é ainda mais decisivamente rejeitada pelo facto de que os colapsos foram totais. Estes edifícios de 110 andares colapsaram em pilhas de entulho com apenas uns poucos andares de altura. Como foi isto possível? O núcleo de cada torre continha 47 colunas em caixa de aço maciças. [24] De acordo com a teoria da panqueca, os suportes horizontais de aço escaparam das colunas verticais. Mas se foi isto que aconteceu, as 47 colunas centrais teriam permanecido de pé. A Comissão do 11/Set sugeriu uma solução ousada para este problema. Ela simplesmente negou a existência das 47 colunas centrais, dizendo: "O núcleo interior dos edifícios era um poço de aço vazio (a hollow steel shaft), no qual foram agrupados elevadores e escadas" (Kean e Hamilton, 2004, 541 note 1). Voila! Sem quaisquer 47 colunas centrais, o problema principal está removido.

O Relatório NIST manipulou este problema muito difícil ao afirmar que quando os pisos entraram em colapso os mesmos puxaram as colunas, levando a que as do perímetro se tornassem instáveis. Esta instabilidade aumentaria então o peso da carga sobre as colunas centrais, as quais teriam sido enfraquecidas pelos incêndios tremendamente quentes no núcleo, os quais, afirma o NIST, atingiriam 1832ºF (1000ºC), e esta combinação de factores de algum modo produziu o "colapso global" (NIST, 2005, pp. 28, 143).

Esta teoria defronta-se com dois problemas. Primeiro, a afirmação do NIST acerca de incêndios tremendamente quentes no núcleo está completamente desapoiada pela evidência. Como vimos anteriormente, os seus próprios estudos não descobriram qualquer prova de que quaisquer das colunas centrais tivesse atingido temperatura de mesmo 482ºF (250ºC), de modo que a sua teoria envolve um acréscimo puramente especulativo de mais de 1350ºF (732ºC). [25] Segundo, mesmo que esta sequência de eventos tivesse ocorrido, o NIST não apresenta explicação da razão porque teria provocado colapso global — isto é, total. O Relatório NIST assevera que a "falência das colunas" ocorreu tanto nas do centro como nas do perímetro. Mas isto permanece uma afirmação vazia. Não há explicação plausível da razão porque as colunas se teriam rompido ou mesmo vergado de modo a produzir colapso global à velocidade virtual de queda-livre, mesmo que tivessem atingido tais temperaturas. [26]

Aço cortado (Sliced Steel): Nas demolições controladas de edifícios com estrutura de aço são utilizados explosivos para cortar em pedaços colunas e vigas de aço. Um representante da Controlled Demolition, Inc., afirmou que o RDX, um dos explosivos poderosos utilizados habitualmente, corta o aço em fatias tal como uma "lâmina de navalha atravessa um tomate". O aço é, além disso, não simplesmente cortado em fatias, é cortado em fatias com comprimentos manejáveis. Como diz a Controlled Demolition, Inc. na sua publicidade: "Nosso sistema DREXSTM ... segmenta componentes de aço em pedaços que cumprem a capacidade de elevação do equipamento [guindastes] disponível". [27]

Os colapsos das Twin Towers, aparentemente, de certo modo também conseguiram imitar esta característica das demolições controladas. Jim Hoffman (2004), depois de estudar várias fotos do sítio do colapso, disse que grande parte do aço parecia estar "cortado em pequenos pedaços ... secções que podiam ser facilmente carregadas para cima do equipamento que estava a limpar o terreno (Ground Zero) ". [28]

Pulverização do betão e outros materiais: Outra característica da demolição controlada é a produção de um bocado de poeira, porque explosivos suficientemente poderosos para cortar aço pulverizarão betão e a maior parte das outras substâncias não-metálicas em micro partículas. E Hoffman (2003) relata: "aproximadamente todos os constituintes não-metálicos das torres foram pulverizadas em um pó fino". [29] Esta observação também foi feita pelo coronel John O'Dowd, do U.S. Army Corps of Engineers. "Nos sítios do World Trade Center", disse ele ao History Channel, "parecia como se tudo estivesse pulverizado" (History Channel, 2002).

Este facto cria um problema para a teoria oficial, segundo a qual a única energia disponível era a gravitacional. Esta energia teria sido suficiente para partir a maior parte do betão em peças bastantes pequenas. Mas ela não teria estado de modo algum próxima da quantidade de energia necessária para transformar o betão e virtualmente todos os conteúdos não-metálicos dos edifícios em micro partículas de pó.

Nuvens de pó: Uma outra característica comum às demolições controladas é ainda a produção de nuvens de pó, as quais resultam das explosões quando ejectam a poeira a partir do edifício com grande energia. E, como se pode ver ao comparar vídeos na web, os colapsos das torres produziram nuvens que são muito semelhantes àquelas provocadas por demolições controladas de outras estruturas, tais como o Kigdome de Seattle. A única diferença é que as nuvens produzidas durante os colapsos das torres foram proporcionalmente muito maiores. [30]

A questão da fonte de energia necessária levanta-se outra vez. Hoffman (2003), focando a expansão da nuvem de pó da Torre Norte, calcula que a energia exigida para esta expansão — ignorando a energia necessária para cortar o aço e pulverizar o betão e outros materiais — excedeu em pelo menos 10 vezes a energia gravitacional disponível.

O conto oficial, portanto, envolve uma enorme violação das leis da física — uma violação que se torna ainda mais gigantesca quando consideramos a energia exigida para pulverizar o betão (e quem dirá a energia exigida para romper o aço).

Além da quantidade absoluta (sheer) de energia necessária, um outro problema com a teoria oficial é que a energia gravitacional é totalmente inadequada para explicar a produção destas nuvens de pó. Isto é mais obviamente o caso nos primeiros poucos segundos. Palavras de Hoffman: "Você pode ver espessas nuvens de betão pulverizado a serem ejectadas dentro dos primeiros dois segundos. Isto é quando o movimento relativo do topo da torre para a porção intacta era de apenas uns poucos pés por segundo". [31] Jeff King (2003), na mesma linha, afirma: "[Uma grande quantidade de] pó de betão muito fino é ejectado do topo do edifício muito antes do colapso ... [quando] fatias grossas de betão [teriam estado] a chocar-se umas contra as outras a [apenas] 20 ou 30 mph" (32 ou 48 km/h).

A importância da questão de King pode ser apreciada justapondo-a à afirmação de Shyam Sunder, investigador principal do NIST, de que embora as nuvens de pó criadas durante os colapsos das Twin Towers possam dar a impressão de uma demolição controlada, "é o desmoronamento (pancaking) dos pisos que leva àquela percepção" ( Popular Mechanics, 2005). O desmoronamento, segundo a teoria oficial defendida por Sunder, começou no piso debaixo dos buracos criados pelo impacto dos aviões. Como destaca King, esta teoria não pode lidar com o facto, revelado pelas fotografias e pelos vídeos, de que as nuvens de pó foram criadas muito acima das zonas de impacto.

Ejecções horizontais: Outra característica comum das demolições controladas é a ejecção horizontal de outros materiais, além do pó, daquelas áreas do edifício nas quais são deflagrados explosivos. No caso das Twin Towers, fotos e vídeos revelam que "pesadas peças de aço foram ejectadas em todas as direcções a distâncias de mais de 500 pés (152 metros), enquanto a cobertura de alumínio era atirada a mais de 700 pés (213 m) das torres" (Paul e Hoffman, 2004, p. 7). Mas a energia gravitacional é, naturalmente, vertical, de modo que não pode nem mesmo começar a explicar estas ejecções horizontais.

Cadeias (rings) de demolição: Ainda outra característica comum aos colapsos induzidos por explosivos são cadeias de demolição, nas quais séries de pequenas explosões desencadeiam-se rapidamente por um edifício. Esta característica também se manifestou nos colapsos das torres. [32]

Sons produzidos pelas explosões: A utilização de explosivos para induzir colapsos produz, naturalmente, sons provocados pelas explosões. Tal como todas as características anteriores exceptuado o corte das colunas de aço dentro do edifício, esta pôde ser observada pelas testemunhas. E, como veremos abaixo, há testemunhos abundantes da existência de tais sons antes e durante os colapsos das torres.

Aço fundido: Uma décima primeira característica que só seria de esperar se fossem utilizados explosivos para cortar as colunas de aço seria aço fundido, e a sua existência no sítio do WTC foi na realidade relatada por várias testemunhas, incluindo as duas principais figuras envolvidas na limpeza, Peter Tully, presidente da Tully Construction, e Mark Loizeaux, presidente da Controlled Demolition, Incorporated. Tully afirma que viu poças de "aço literalmente fundido" no sítio. Loizeaux afirmou que várias semanas após o 11/Set, quando o entulho estava a ser removido, "pontos quentes de aço fundido" foram descobertos "nas bases dos poços dos elevadores das torres principais, sete níveis abaixo [porão]" (ambas as declarações citadas em Bollyn, 2004). [33]

Leslie Robertson, o engenheiro chefe de estruturas das Twin Towers, também afirmou: "Até 21 dias após o ataque, os fogos ainda estavam a arder e aço fundido ainda corria" (Williams, 2001). A jornalista Jennifer Lin, da Knight-Ridder, abordando Joe "Toolie" O'Toole, um bombeiro do Bronx que trabalhou durante muitos meses nos esforços de resgate e limpeza, escreveu: "Fogos subterrâneos arderam durante meses. O'Toole recorda-se que em Fevereiro viu um guindaste puxar verticalmente uma trave de aço das profundidades no interior das catacumbas do Piso Zero. "Ela estava a pingar de aço fundido", afirmou ele"' (Lin, 2002). Greg Fuchek, vice-presidente de vendas da LinksPoint, Inc., que forneceu algum alguns dos equipamentos de computação utilizados para identificar restos humanos no local, descreveu as condições de trabalho como "infernais", parcialmente porque durante seis meses a temperatura do chão variou entre 600 graus Fahrenheit e 1500 graus ou mais (316 a 816ºC). Fuchek acrescentou que "por vezes, quando um trabalhador puxava uma trave de aço das ruínas, a ponta da trave pingava aço fundido" (Walsh, 2002). E ainda mais testemunhas falam de aço fundido. [34]

Estes testemunhos são de grande significado, uma vez que seria difícil imaginar o que, além de explosivos potentes, poderia ter levado uma parte do aço a fundir.

A importância da natureza dos colapsos, como resumidos nestas 11 características, é mostrada pelo fato de que tentativas de defender a teoria oficial tipicamente ignoram a maior parte delas. Exemplo: um artigo em Popular Mechanics (2005), procurando desmascarar aquilo a que chama alguns dos mitos mais predominantes acerca do 11/Set fabricado por "teóricos da conspiração", ignora totalmente a subitaneidade, a verticalidade, a rapidez e a totalidade dos colapsos e também deixa de mencionar os testemunhos acerca do aço fundido, das cadeias de demolição e dos sons de explosões. [35]

2. TESTEMUNHOS ACERCA DE EXPLOSÕES E FENÓMENOS RELATADOS NAS HISTÓRIAS ORAIS DO 11/SET

A maior parte destas 11 características — quase todas excepto o corte das colunas centrais e o aço fundido nos porões —, se tivessem ocorrido antes ou durante os colapsos das torres, podia ter sido observada pelas pessoas na área. E, de facto, testemunhos acerca de alguns destes fenómenos têm estado disponíveis, logo após o 11/Set, de repórteres [36] , bombeiros [37] , oficiais da polícia [38] , pessoas que trabalhavam nas torres [39] e um eminente técnico em explosivos, Van Romero [40] , que afirmou no próprio dia, depois de ver os videotapes, que os colapsos não só se assemelhavam àqueles produzidos por implosões controladas como deviam, de facto, ter sido provocados por "alguns dispositivos explosivos dentro dos edifícios" porque eles eram "demasiado metódicos" para terem sido resultados casuais de choques de aviões (Uytterbrouck, 2001) [41] . Alguns destes testemunhos foram muito impressionantes. Houve, contudo, apenas uns poucos deles e foram dispersos aqui e ali. Nenhum grande corpo de testemunhos esteve imediatamente acessível.

Mas esta situação mudou dramaticamente. Logo após o 11/Set, o New York Fire Department registou mais de 500 histórias orais, nas quais bombeiros e trabalhadores da emergência médica contaram suas experiências daquele dia [o Emergency Medical Services tornou-se uma divisão dentro do Fire Department (Dwyer, 2005a).] A administração de Bloomberg, presidente da municipalidade, contudo, recusou-se a divulgá-los. Mas então o New York Times, juntamente com várias famílias vítimas do 11/Set, abriu processo e, após uma longa tramitação, o Tribunal de Apelo de Nova York (New York Court of Appeals) ordenou à cidade que divulgasse a maior parte destas histórias orais, o que foi feito em Agosto de 2005 [42] (Dwyer, 2005b). The Times a seguir fê-las publicamente disponíveis (NYT, 2005). [43]

Estas histórias orais contem muitas dúzias de testemunhos que falam de explosões e fenómenos característicos relacionados com demolição controlada. Darei alguns exemplos.

EXPLOSÕES

Vários indivíduos relataram terem testemunhado uma explosão imediatamente antes de uma das torres entrar em colapso. O chefe de Batalhão John Sudnik afirmou: "ouvimos ... o que soava como uma explosão surda e levantando os olhos vi a torre dois começar a vir abaixo" (NYT, Sudnick, p. 4).

Várias pessoas relataram explosões múltiplas. O paramédico Kevin Darnowski afirmou: "Ouvi três explosões, e a seguir ... a torre dois começou a vir abaixo" (NYT, Darnowski, p. 8).

O bombeiro Thomas Turilli afirmou: "quase soava como bombas a explodirem, como bum, bum, bum, algo como sete ou oito" (NYT, Turilli, p. 4).

Craig Carlsen afirmou que ele e outros bombeiros "ouviram explosões a virem da ... torre sul ... Houve cerca de dez explosões ... Percebemos então que o edifício começou a vir abaixo" (NYT, Carlsen, pp. 5-6).

O bombeiro Joseph Meola afirmou, "parecia como se o edifício estivesse a arrebentar por todos os quatro lados. Nós realmente ouvimos as detonações" (NYT, Meola, p. 5).

O paramédico Daniel Rivera também mencionou "detonações." Perguntado de como soube que a torre sul estava a vir abaixo, afirmou:

Era um ruído maldito (frigging). A princípio pensei que era — como quando se vê demolição profissional em que eles colocam as cargas em certos pisos e a seguir você ouve 'pop, pop, pop, pop, pop'? ... Pensei que era isso. (NYT, Rivera, p. 9)

O colapso principiou abaixo da zona de impacto e de incêndio de acordo com o relato oficial, o "panquequeamento" começou quando os pisos acima do buraco provocado pelo avião caíram sobre os pisos abaixo. Algumas testemunhas, contudo, relataram que o colapso da torre sul começou um pouco mais abaixo.

Timothy Burke afirmou que "o edifício estourou, mais abaixo do que o local do incêndio .. Eu estava a ir, oh meu deus, há um dispositivo secundário devido ao modo como o edifício estourou. Pensei que era uma explosão" (NYT, Burke, pp. 8-9).

O bombeiro Edward Cachia afirmou: "Aquilo realmente deu-se num piso mais baixo, não no piso em que o avião bateu ... Nós inicialmente pensámos que era como uma detonação interna, explosivos, porque foi em sucessão, bum, bum, bum, bum, e a seguir a torre veio abaixo" (NYT, Cachia, p. 5).

A importância destas observações é reforçada pelo facto de que o autores do Relatório NIST, depois de terem divulgado um minuta para o público, sentiram a necessidade de acrescentar a seguinte declaração ao Sumário Executivo:

O NIST não descobriu prova que corroborasse hipóteses alternativas sugerindo que as torres WTC foram deitadas abaixo por demolição controlada utilizando explosivos instalados antes do 11 de Setembro de 2001 ... Ao contrário, fotos e vídeos de vários ângulos mostraram claramente que o colapso iniciou-se nos andares do incêndio e do impacto e que o colapso progrediu para baixo a partir dos andares em que tiveram início.

Os bombeiros Burke e Cachia agora presumivelmente precisam perguntar-se: Em que é que vamos acreditar, nos nossos próprios olhos ou num relatório oficial do governo?

CHISPAS E CADEIAS DE DEMOLIÇÃO

Algumas das testemunhas falam de chispas (flashes) e de fenómenos que sugerem cadeias (rings) de demolição. O comissário assistente Stephen Gregory afirmou: "Pensei ... antes ... de a Nº 2 vir abaixo, que vi chispas de baixo nível ... eu ... vi uma chispa chispa chispa ... [no] nível mais baixo do edifício. Sabe, como quando eles demolem um edificio?" (NYT, Gregory, pp. 14-16).

O capitão Karin Deshore afirmou: "Em algum lugar em torno do meio ... havia esta chispa laranja e vermelha a sair. Inicialmente era apenas uma chispa. Então esta chispa continuou a estourar a toda volta do edifício e aquele edifício começou a explodir ... Com cada som de estouro havia inicialmente uma chispa inicialmente laranja e a seguir vermelha para fora do edifício e então ela contornava exactamente todo o edifício em ambos os lados, tanto quanto eu podia ver. Estes sons de estouro e as explosões foram ficando maiores, indo tanto para cima como para baixo e então contornando todo o edifício" (NYT, Deshore, p. 15).

O bombeiro Richard Banaciski afirmou: "Houve apenas uma explosão. Parecia como na televisão quando eles explodem estes edifícios. Parecia como se estivesse a contornar como um cinturão, todas estas explosões" (NYT, Banaciski, pp. 3-4).

O vice-comissário Thomas Fitzpatrick afirmou: "Parecia como uma cintilação em torno de uma camada específica do edifício ... Minha reacção inicial foi que isto era exactamente do modo que aparece quando eles lhe mostram aquelas implosões na TV" (NYT, Fitzpatrick, pp. 13-14).

EJECÇÔES HORIZONTAIS

Umas poucas testemunhas falam de ejecções horizontais. O chefe Frank Cruthers afirmou: "Havia o que parecia ser ... uma explosão. Apareceu no topo extremo, simultaneamente de todos os quatro lados, materiais cuspidos horizontalmente. E então pareceu haver um retardamento momentâneo antes que você pudesse ver o princípio do colapso" (NYT, Cruthers, p. 4).

Este testemunho é importante, porque a teoria oficial sustenta que as ejecções foram produzidas pelos andares a entrarem em colapso. Assim, ouçamos o bombeiro James Curran, que afirmou: "Olhei para trás e ... ouvi como todo o andar estalava. Olhei para trás e devido à pressão todas as coisas estavam a pôr-se fora dos pisos antes de ele realmente entrar em colapso" (NYT, Curran, pp. 10-11).

O chefe de batalhão Brian Dixon afirmou, "o piso mais abaixo do incêndio na torre sul parecia realmente como se alguém houvesse plantado explosivos em torno porque ... tudo estourava num único piso" (NYT, Dixon, p. 15).[44]

EXPLOSÕES SINCRONIZADAS

Algumas testemunhas afirmam que as explosões pareciam estar sincronizadas. O bombeiro Kenneth Rogers, por exemplo, afirma: "houve uma explosão na torre sul ... Continuei a observar. Piso após piso após piso. Um piso sob um outro sob um outro ... Parecia como uma sincronizada e deliberada espécie de coisa" (NYT, Rogers, pp. 3-4). [45]

Por que o público nada sabe deste relatos? Se todos estes bombeiros e trabalhadores médicos testemunharam todos estes fenómenos sugestivos de demolição controlada, pode-se querer saber porque o público não os conhece. Parte da resposta é fornecida pelo tenente bombeiro auxiliar Paul Isaac. Tendo dito que "houve definitivamente bombas nos edifícios, mas eles receiam pelos seus empregos se admitirem isto porque as altas patentes ('higher-ups') proíbem discussões deste facto" (Lavello, n.d.). Uma outra parte da resposta é que quando umas poucas pessoas, como Isaac e William Rodriguez falaram, a imprensa de referência (mainstream press) não relatou suas declarações.

3. IMPLICAÇÕES

A teoria oficial acerca do colapso das torres, como sugeri, torna-se extremamente implausível por dois factos principais: Primeiro, à parte a alegada excepção do 11/Set, edifícios de grande altura com estrutura de aço nunca entraram em colapso devido a incêndios; todos os colapsos dos mesmos foram produzidos por explosivos cuidadosamente colocados. Segundo, os colapsos da Twin Towers manifestaram pelo menos 11 características distintivas de explosões controladas. A probabilidade de que qualquer destas características pudesse ocorrer na ausência de explosivos é extremamente baixa. A probabilidade de que todas as 11 ocorressem é essencialmente zero. [46]

Podemos afirmar, portanto, que a teoria oficial acerca das torres está tão perfeitamente refutada quanto uma teoria poderia ser, ao passo que toda a evidência pode ser explicada pela teoria alternativa, segundo a qual as torres foram deitadas abaixo por explosivos. A teoria oficial é, consequentemente, uma teoria ultrajante, ao passo que a teoria alternativa é, de um ponto de vista científico, a única teoria razoável disponível. [47]

4. OUTROS FACTOS SUSPEITOS

Além disso, embora já tenhamos considerado evidência suficiente para a teoria de que as torres foram deitadas abaixo por explosivos, ainda há mais.

Remoção do aço: Antes de mais, o aço dos edifícios foi removido rapidamente antes que pudesse ser examinado adequado [48] , sendo todo ele virtualmente vendido a sucateiros, os quais embarcaram-no em navios para a Ásia [49] . Remover qualquer evidência da cena de um crime é geralmente um delito federal. Mas neste caso, responsáveis federais facilitaram a remoção. [50]

Esta remoção provocou protestos. No dia do Natal de 2001, o New York Times afirmou: "A decisão de reciclar rapidamente as colunas de aço, traves e pilastras do WTC nos dias imediatamente a seguir ao 11/Set significa que respostas definitivas nunca poderão ser encontradas" [51] . Na semana seguinte, a revista Fire Engineering afirmou: "Estamos literalmente a tratar o aço removido do local como lixo, não como evidência crucial da cena do incêndio (Brannigan, Corbett, e Dunn, 2002). ... A destruição e remoção da evidência devem cessar imediatamente" (Manning, 2002).

Contudo, Bloomberg, presidente da municipalidade, defendendo a decisão de descartar o aço, afirmou: "Se quiser dar uma olhadela em métodos de construção e concepção, é isto que fazem os computadores neste dia e era. [52] Apenas olhar para uma peça de metal geralmente não lhe conta grande coisa". [53] Mas isto não é verdade. Um exame do aço podia ter revelado se ele foi cortado por explosivos.

Esta remoção de uma quantidade de material sem precedentes da cenas de um crime sugere que um crime sem precedentes estava a ser encoberto. [54]

A prova de que este encobrimento foi continuado pelo NIST é proporcionada pelo seu tratamento de uma descoberta provocante relatada pelo FEMA, a qual era de que alguns dos espécimes de aço foram "rapidamente corroídos pela sulfidação" (FEMA, 2002, Apêndice C). Este relatório é significativo, porque a sulfidação é uma consequência de explosivos. O FEMA, correctamente, exigiu nova investigação desta descoberta, a qual o New York Times classificou como "talvez o mais profundo mistério desvelado na investigação" (Killough-Miller, 2002). Um problema estreitamente relacionado, expresso logo após o 11/Set pelo dr. Jonathan Barnett, Professor de Engenharia de Protecção de Incêndios (Fire Protection Engineering) no Worcester Polytechnic Institute, é que "o incêndio e o dano estrutural ... não explicariam pedaços de aço nas ruínas que parecem ter sido parcialmente evaporados" (Glanz, 2001). Mas o relatório NIST, na sua secção intitulada "A aprender com o aço recuperado", deixa de mencionar tanto a sua evaporação como a sua sulfidação. [55] Por que deveriam os cientistas do NIST partilhar o aparente desdém de Bloomberg por estudos empíricos do aço recuperado?

Queda da antena da Torre Norte: Outro problema observado pelo FEMA é que os vídeos mostram, nas palavras do Relatório FEMA, que "a torre de transmissão sobre o topo da torre norte começou a mover-se para baixo e ligeiramente de lado antes que fosse evidente movimento na parede exterior. Isto sugere que o colapso começou com uma ou mais falhas na área central do núcleo do edifício" (FEMA, 2002, cap. 2). [56] Esta queda também foi mencionada num artigo no New York Times de James Glanz e Eric Lipton, os quais disseram: "Vídeos do colapso da torre norte parecem mostrar que a sua antena de televisão começou a cair uma fracção de segundo antes do resto do edifício. As observações sugerem que o núcleo de aço do edifício de certa forma cedeu primeiro" (Glanz and Lipton, 2002). No supostamente definitivo NIST Report não descobrimos qualquer menção a este facto. Isto é uma outra omissão conveniente, uma vez que a explicação mais plausível, e talvez a única possível, seria que as colunas do núcleo foram cortadas pelos explosivos — uma explicação que se ajustaria ao depoimento de várias testemunhas.

Inclinação (tipping) e desintegração da Torre Sul: Se a queda da torre norte foi anómala (da perspectiva da teoria oficial), o colapso da torre sul conteve uma anomalia ainda mais estranha. Os andares mais altos — acima do nível batido pelo avião — começou a inclinar-se em direcção ao lado (corner) mais danificado pelo impacto. De acordo com as leis de conservação-de-momento, este bloco de aproximadamente 34 pisos deveria ter caído ao chão muito fora do terreno do edifício. "Contudo", observam Paul e Hoffman, "quando o topo então começou a cair, a rotação desacelerou. Então reverteu a direcção [embora] a lei da conservação do momento angular declare que um objecto sólido em rotação continuará a rodar à mesma velocidade a menos que influenciado por uma força de torção (torque) " (Paul and Hoffman, 2004, p. 34).

E assim, nas palavras de Steven Jones, professor de física na BYU, "este bloco transformou-se principalmente em pó no meio do ar!" Esta desintegração parou a inclinação e permitiu que os andares mais altos caíssem a prumo, ou pelo menos próximo disso, no terreno do edifício. Como observa Jones, este comportamento extremamente estranho foi uma das muitas coisas que o NIST conseguiu ignorar em virtude do facto de que a sua análise, nas suas próprias palavras, "realmente não incluíram o comportamento estrutural da torre depois de as condições para o início do colapso terem sido atingidas" (NIST 2005, p. 80, n. 12). Isto é conveniente porque significa que o NIST não tem resposta à pergunta de Jones: "Como podemos entender este estranho comportamento, sem explosivos?" (Jones, 2006).

Este comportamento, contudo, não é estranho para peritos em demolição controlada. Mark Loizeaux, responsável da Controlled Demolition, Inc., afirmou: "Controlando diferencialmente a velocidade da derrubada (failure) nas diferentes partes da estrutura, você pode faze-la passear, faze-la girar, faze-la dançar ... Nós tivemos estruturas inicialmente voltadas para norte e acabaram virando para noroeste". (Else, 2004)

Mais uma vez, algo que é inexplicável nos termos da teoria oficial torna-se algo natural se a teoria da demolição controlada for adoptada.

Segurança do WTC: A sugestão de que possam ter sido utilizados explosivos levanta a questão de como alguém desejoso de colocar explosivos nas torres poderia ter passado através dos exames de segurança. Esta questão conduz-nos a um facto possivelmente relevante acerca de uma companhia — agora chamada Stratesec mas então chamada Securacom — que estava como responsável pela segurança do World Trade Center. De 1993 a 2000, período em que a Securacom instalou um novo sistema de segurança, Marvin Bush, o irmão do presidente, foi um dos directores da companhia. E de 1999 até Janeiro de 2002, o seu primo Wirt Walker III foi o presidente (CEO, Chief Executive Office) (Burns, 2003).[57] Alguém poderia pensar que estes factos deveriam ter constado no noticiário da noite — ou pelo menos no Relatório da Comissão do 11/Set.

Estes factos, em todo o caso, podem ser relevantes de acordo com alguns relatos feitos por pessoas que trabalharam no World Trade Center. Alguns deles disseram que embora nas semanas anteriores ao 11/Set tivesse havido um alerta de segurança que obrigou a utilizar cães farejadores de bomba, aquele alerta foi suspenso cinco dias antes do 11/Set 9/11 (Taylor and Gardiner, 2001).

Além disso, um homem chamado Scott Forbes, que trabalhou para o Fiduciary Trust — a companhia para a qual trabalhou o marido de Kristen Breitweiser — escreveu:

No fim da semana [de 8-9 de Setembro de 2001] houve uma condição de desligamento de energia ("power down") na ... torre sul. Esta condição de desligamento significou que não houve abastecimento eléctrico durante aproximadamente 36 horas desde o piso 50 para cima ... A razão apresentada pelo WTC para o desligamento era que a cablagem na torre estava a ser melhorada (upgraded) ... Naturalmente, sem energia não havia câmeras de segurança, nem fechaduras de segurança nas portas [enquanto] muitos, muitos "engenheiros" [estavam] a entrar e a sair da torre. [58]

Além disso, um homem chamado Ben Fountain, que foi analista financeiro do Fireman's Fund na torre sul, foi citado na People Magazine como tendo dito que, durante as semanas anteriores ao 11/Set, as torres foram evacuadas "um certo número de vezes" ( People Magazine, 2001).

Conhecimento prévio do colapso: Outro facto possivelmente relevante é que o então presidente da municipalidade Rudy Giuliani, falando à ABC News acerca do seu centro de comando de emergência temporária na Barkley Street 75, afirmou:

Estávamos a operar fora dali quando nos disseram que o World Trade Center estava a ir para o colapso, e ele entrou em colapso antes de podermos sair do edifício. [59]

Isto é uma declaração espantosa. Antes do 11/Set um incêndio nunca deitou abaixo uma estrutura de aço de grande altura. Os bombeiros que atingiram o 78º piso da torre sul certamente não acreditavam que estivesse a entrar em colapso. Mesmo a Comissão do 11/Set relatou que, no seu conhecimento, "nenhum dos chefes [de bombeiros] presentes acreditou que um colapso total de qualquer das torres fosse possível" (Kean e Hamilton, 2004, p. 302). Assim, por que alguém contaria a Giuliani que pelo menos uma das torres estava prestes a entrar em colapso?

A resposta mais razoável, especialmente à luz da nova evidência, é que alguém sabia que explosivos haviam sido postos na torre sul e estavam prestes a serem descarregados. É mesmo possível que os explosivos estivessem a ser descarregados mais cedo do que o planeado originalmente porque os fogos na torre sul estavam a apagar-se mais rapidamente do que o esperado, pois demasiado jet fuel do avião havia queimado na bola de fogo do lado de fora do edifício. [60] Isto poderia explicar porque a torre sul, embora tenha sido batida em segundo lugar, sofreu menos danos estruturais, e teve incêndios mais pequenos, entrou em colapso primeiro — depois de apenas 56 minutos. Isto é, se a estória oficial fosse aquela de que o incêndio provocou o colapso, o edifício tinha de ser deitado abaixo antes de o fogo extinguir-se completamente. [61]

Além disso, sabemos agora através de histórias orais que Giuliani não foi o único a quem foi dito que o colapso estava para vir. Pelo menos quatro dos testemunhos indicam que pouco antes do colapso da torre sul o Office of Emergency Management (OEM) havia previsto o colapso de pelo menos uma torre. [62] O director do OEM relatou directamente a Giuliani. [63] Assim, embora Giuliani tenha dito que ele e ouros "foram avisados" de que as torres estavam para entrar em colapso, era o seu próprio pessoal quem estava a avisar.

Como destacou o repórter do New York Times Jim Dwyer, a Comissão do 11/Set tinha acesso às histórias orais [64] . Ela deveria ter discutido estes factos, mas não o fez.

A negligência para com a maior parte dos factos relevantes acerca dos colapsos, manifestada pelo Relatório da Comissão do 11/Set, foi continuada pelo Relatório NIST, o qual afirmou, espantosamente:

O foco da investigação incidiu na sequência de eventos desde o instante do impacto do avião ao início do colapso de cada torre. Para brevidade neste relatório, esta sequência é mencionada como "provável sequência do colapso", embora realmente não inclua o comportamento estrutural da torre depois de as condições para o início do colapso terem sido alcançadas. ... [Nossa simulação trata apenas] a deterioração estrutural de cada torre desde o momento do impacto do avião até aquele em que o edifício ... estava prestes ao colapso (80n, 140).

Steven Jones comenta, adequadamente:

O que há acerca dos colapsos subsequentes, completos, rápidos e simétricos dos edifícios? ... O que há acerca da antena a cair primeiro na Torre Norte? O que há acerca do metal fundido observado nas áreas do porão ...? Não importa de todo que o NIST não discuta de modo algum quaisquer dados ocorridos depois de os edifícios estarem "prontos para o colapso" ("poised for collapse"). Bem, alguns de nós querem ver todos os dados, sem simulações de computadores que são "ajustadas" para faze-las combinar com resultado desejado. (Jones, 2006)

Sumário: Quando acrescentamos estes cinco factos suspeitos adicionais às onze características que os colapsos das Twin Towers tiveram em comum com demolições controladas, temos um total de dezasseis factos acerca dos colapsos destes edifícios que, apesar de serem inexplicáveis em termos da teoria oficial, são plenamente compreensíveis com a teoria de que a destruição das torres foi um trabalho interno.

5. O COLAPSO DO EDIFÍCIO 7

Como vimos, a Comissão do 11/Set simplesmente ignorou os factos discutidos acima. Ainda outro assunto não discutido pela Comissão foi o colapso do edifício 7. Mas a estória oficial acerca dele é, se possível, ainda mais problemática do que a estória oficial acerca das torres — como foi sugerido pelo título de um artigo do New York Times, "Engenheiros estão confusos sobre o colapso do WTC 7" ("Engineers Are Baffled over the Collapse of 7 WTC"( (Glanz, 2001). [65]

AINDA MAIS DIFÍCIL DE EXPLICAR

O colapso do edifício 7 é ainda mais difícil de explicar do que o colapso da torres em parte porque não foi batido por um avião, de modo que nenhuma das teorias acerca de como os impactos dos aviões contribuíram para os colapsos das torres pode ser aplicada em relação a ele.

Além disso, toda a evidência fotográfica sugere que os incêndios neste edifício foram pequenos, não muito quentes, e limitados a uns poucos pisos. Fotografias do lado norte do edifício mostram fogos apenas no 7º e 12º pisos deste edifício de 47 andares. Assim, se o lado sul, que estava virado para as torres, tivesse incêndios em muitos outros andares, como afirmam os defensores do conto oficial, eles não eram suficientemente grandes para serem vistos a partir do outro lado do edifício. [66]

Não seria surpreendente, naturalmente, que os incêndios neste edifício fossem mesmo mais pequenos do que aqueles nas torres, porque não havia jet fuel para ter o início de um grande incêndio. Alguns defensores da estória oficial afirmaram, temos de admitir, que o diesel armazenado neste edifício de alguma forma incendiou-se e criou um inferno. Mas se o edifício 7 tivesse sido engolfado em chamas, porque nenhum dos muitos fotógrafos e equipes de cameras da TV no local capturou esta imagem?

A extrema dificuldade de explicar o colapso do edifício 7 — assumindo que não é permissível mencionar a demolição controlada — foi reconhecida pelos corpos oficiais. O relatório preparado sob a supervisão do FEMA propôs um cenário empregando o combustível diesel, a seguir admitiu que este cenário tinha "apenas uma baixa probabilidade de ocorrência"[67]. Mesmo esta declaração é generosa, porque a probabilidade de que alguma versão da estória oficial do edifício 7 ser verdadeira é a mesma das torres, essencialmente zero, porque violaria várias leis da física. Em qualquer caso, a Comissão do 11/Set, talvez devida a esta admissão pelo FEMA, evitou o problema simplesmente não mencionando o facto de que este edifício entrou em colapso.

Esta foi uma das mais espantosas omissões da Comissão. De acordo com a teoria oficial, o edifício 7 demonstrava, ao contrário da convicção universal anterior ao 11/Set, que grandes edifícios com estrutura de aço podiam entrar em colapso a partir de incêndios autónomos (fire alone), mesmo sem terem sido batidos por um avião. Esta demonstração deveriam ter significado que os códigos de construção e prémios de seguros para edifícios com estrutura de aço em todo o mundo precisariam ser alterados. E mesmo assim a Comissão do 11/Set, ao preparar o seu relatório de 571 páginas, não dedica uma única frase a este histórico evento.

AINDA MAIS SEMELHANTE A IMPLOSÕES CONTROLADAS

Outra razão adicional porque o colapso do edifício 7 é especialmente problemático é que ele foi mesmo mais parecido com os tipos de demolição convencional mais conhecidos — nomeadamente, uma implosão, a qual começa na base (enquanto o colapso de cada torre originou-se em grande altura, próximo à região batida pelo avião). Como escreveu Eric Hufschmid:

O edifício 7 colapsou na sua base. ... O interior caiu primeiro. ... O resultado foi uma pilha muito pequena de entulho, com o lado externo do edifícios a colapsar sobre o topo da pilha. [68]

Implosion World.com, um sítio web acerca da indústria da demolição, declara que uma implosão é "de longe o tipo mais manhoso de projecto explosivo, e há apenas um punhado de companhias de explosão no mundo que possuem suficiente experiência. ... para executar as verdadeiras implosões de edifícios". [69] Poderá alguém acreditar que o incêndio teria acontecido apenas para produzir a espécie de colapso que pode ser produzido confiavelmente por apenas umas poucas companhias de demolição no mundo? O edifício tinha 24 colunas centrais e 57 colunas perimetrais. Asseverar que o incêndio levou este edifício a entrar em colapso a prumo (straight down) significaria acreditar que o incêndio levou todas as 81 colunas a falirem exactamente ao mesmo tempo. Aceitar a estória oficial é, por outras palavras, aceitar um milagre. O físico Steven Jones concorda, dizendo:

A probabilidade de um colapso quase simétrico do WTC7 devido a fogos aleatórios (a teoria "oficial") — a exigir a falha quase simultânea de muitas colunas de sustentação — é infinitesimal. Concluo que a evidência da utilização no 11/Set de explosivos pré-posicionados no WTC7 (assim como nas Torres 1 e 2) é verdadeiramente irrefutável. [70]

CONHECIMENTO PRÉVIO MUITO MAIS VASTO

Outra razão porque o colapso do edifício 7 cria problemas especiais envolve o conhecimento prévio do seu colapso. Sabemos de apenas umas poucas pessoas com conhecimento antecipado de que as Twin Towers estavam para entrar em colapso, e a informação que temos seria consistente com a suposição de que este conhecimento foi adquirido apenas uns poucos minutos antes de a torre sul ter entrado em colapso. As pessoas podem imaginar, portanto, que alguém viu alguma coisa a sugerir que o edifício estava prestes a entrar em colapso. Mas o conhecimento prévio do colapso do edifício 7 foi mais generalizado e de maior duração. Isto é sabido há longo tempo, pelo menos pelas pessoas que lêem revistas de bombeiros. [71] Mas agora as histórias orais proporcionaram um quadro mais completo.

Notificação ampla: Pelo menos 25 dos bombeiros e trabalhadores médicos relataram que, em algum momento daquele dia, souberam que o edifício 7 estava para entrar em colapso. Bombeiros que estiveram a combater os incêndios no edifício disseram que lhes foi ordenado deixar o edifício, após o que foi estabelecida uma zona de colapso. Como trabalhador médico Decosta Wright colocou isto: "eles mediram quão longe o edifício estava a preparar-se para vir, assim nós sabíamos exactamente onde podíamos permanecer", o que era a "5 quarteirões de distância" (NYT, Wright, pp. 11-12).

Advertência antecipada: Quando exactamente a expectativa do colapso começou a circular difere conforme as testemunhas. Mas a maior parte da evidência sugere que a expectativa do colapso foi comunicada com 4 ou 5 horas de avanço. [72]

A razão alegada para a expectativa: Mas por que haveria esta expectativa de ser levantada? Os incêndios no edifício 7 foram, conforme toda a evidência fotográfica, poucos e pequenas. Assim por que os decisores no departamento decidiram retirar os bombeiros para fora do edifício 8 e eles simplesmente permaneceram em torno à espera de que entrasse em colapso?

Os chefes deram uma explicação dupla: danos mais fogo. O chefe Frank Fellini afirmou: "Quando [a torre norte] caiu, ela desgarrou aço para fora entre o terceiro e sexto andares através da fachada sobre a Vesey Street. Estávamos preocupados porque os incêndios em vários pisos e o aço faltante resultaria no colapso do edifício" (NYT, Fellini, p. 3).

Há pelo menos dois problemas com cada parte desta explicação. Um problema com a descrição do dano estrutural é que eles variam muito. Segundo o testemunho de Fellini, havia um buraco no andar quatro entre o terceiro e o sexto pisos. Na narração do capitão Chris Boyle, contudo, o buraco estava a "20 andares de altura" (2002). Aparentemente Shyam Sunder, o investigador principal do NIST, ajustou algo como um compromisso entre estas duas visões, contando à Popular Mechanics que, "Sobre cerca de um terço da frente até o centro e até a base — aproximadamente 10 andares — cerca de 25 por cento da profundidade do edifício foi despejada (scooped out) " ( Popular Mechanics, Março 2005).

As diferentes descrições do problema no lado sul do edifício não são, além disso, limitadas à questão da dimensão do buraco. Segundo o vice-chefe Peter Hayden, o problema não era de todo um buraco mas uma "saliência", e esta era "entre os pisos 10 e 13" (Hayden, 2002).

O segundo problema com estas descrições dos danos é que se havia um buraco que estava a 10 ou 20 andares de altura, ou mesmo um buraco (ou saliência) que estava a 4 andares de altura, porque este facto não foi registado sobre filme por qualquer dos fotógrafos ou operadores de vídeo na área naquele dia?

Em relação às afirmações acerca do incêndio, as descrições mais uma vez variam muito. O chefe Daniel Nigro falou de "incêndio muito pesado em muitos andares" (NYT, Nigro, p. 10). Segundo Harry Meyers, assistente chefe, "Quando o edifício veio abaixo estava completamente envolvido no incêndio, todos os quarenta e sete andares" (citado em Smith, 2002, p. 160). Este exagero óbvio também foi declarado por um bombeiro que afirmou: "O edifício 7 estava completamente engolfado. ... Você podia ver as chamas indo directamente de um lado do edifício para o outro" (NYT, Cassidy, p. 22).

Vários dos testemunhos, contudo, não apoiam a linha oficial. O técnico médico Decosta Wright, por exemplo, disse: "Penso que o quarto andar estava em chamas. ... Vocês rapazes estão a ir extinguir aquele fogo?" (NYT, Wright, p. 11). O chefe Thomas McCarthy disse: "Eles estavam à espera de que o World Trade 7 viesse abaixo. ... Eles tinham ... incêndios em três pisos separados ..., apenas a queimar alegremente. Era admiravelmente bonito, você sabe, é a tarde na parte baixa de Manhattan, um grande prédio está a queimar, e eles dizem 'nós sabemos' " (NYT, McCarthy, pp. 10-11).

O segundo problemas com a descrição oficial aqui é que se havia "incêndio muito intenso em muitos pisos", por que este facto não ficou registado em qualquer filme? O fotógrafo que temos no lado norte do edifício apoia a visão do chefe McCarthy de que havia incêndio em três pisos. Mesmo se houvesse incêndios pisos adicionais no lado sul do edifício, não há suporte fotográfico para a afirmação de que "as chamas [nestes pisos adicionais] iam directamente de um lado ao outro do edifício.

Além disso, mesmo que a estória oficial do departamento acerca do colapso do edifício 7 não fosse contraditada pela evidência física e algumas das histórias orais, ela não explicaria porque o edifício entrou em colapso, porque nenhuma magnitude de incêndio e de danos estruturais, a menos que provocados por explosivos, alguma vez provocou o colapso total de um grande edifício com estrutura de aço. [73] E isto certamente não explicaria a natureza particular do colapso — que o edifício implodiu e caiu a prumo ao invés de cair de lado em alguma direcção, como aparentemente esperavam aqueles que deram a ordem para criar uma grande zona de colapso. O chefe de batalhão John Norman, por exemplo, afirmou: "Esperávamos que caísse para o sul" (Norman, 2002). Nem tão pouco a teoria do dano-mais-incêndio explicaria o colapso deste edifício à velocidade virtualmente de queda-livre ou a criação de uma enorme quantidade de pó — características adicionais dos colapsos que são tipicamente ignoradas pelos defensores da descrição oficial.

A grande dificuldade apresentada pelo colapso do edifício 7 à teoria oficial acerca do WTC é ilustrada por um livro recente, 102 Minutes: The Untold Story of the Fight to Survive Inside the Twin Towers , um dos autores do qual é o repórter do New York Times Jim Dwyer, que escreveu os artigos no Times acerca da divulgação das histórias orais do 11/Set. Em relação à Twin Towers, Dwyer e o seu co-autor, Kevin Flynn, apoiam a teoria publicada pelo NIST segundo a qual as torrer entraram em colapso porque os aviões chocaram-se com a protecção de incêndios das colunas de aço, tornando-as vulneráveis ao "calor intenso" dos fogos que se seguiram. [74] Quando eles chegam ao edifício 7, contudo, Dwyer e Flynn não perguntam porque entraram em colapso, uma vez que não foi batido por um avião. Eles dizem simplesmente: "Os bombeiros decidiram deixar o fogo a arder ali" (Dwyer e Flynn, 2005, p. 258). Mas isto, naturalmente, não foi o que aconteceu. Ao invés disso, dentro em breve, após as 5:20 daquele dia, o edifício 7 subitamente entrou em colapso, essencialmente no mesmo dia em que entraram as Twin Towers.

Não deveria este facto ter levado Dryer e Flynn a questionar a teoria do NIST de que as Twin Towers entraram em colapso porque as suas protecções anti-incêndios haviam sido perdidas com os choques? Eu pensaria que Dwyer, que relatou acerca da divulgação das histórias orais do 11/Set, deveria reavaliar a teoria do NIST à luz da abundante evidência de explosões nas torres proporcionada por aqueles testemunhos. [75]

Uma outra explicação: Há, em qualquer caso, apenas uma teoria que explica tanto a natureza como a expectativa do colapso do edifício 7. Explosivos haviam sido colocados, e alguém que sabia isto espalhou o boato para os chefes dos bombeiros.

De forma bastante surpreendente, uma versão desta teoria foi declarada publicamente por um conhecedor profundo (insider), Larry Silverstein, que possuía o edifício 7. Num documentário da PBS difundido em Setembro de 2002, Silverstein, discutindo o edifício 7, disse:

Recordo ter recebido um telefonema do comandante do departamento de bombeiros a contar-me que eles não estavam certos de que fossem capazes de conter o fogo, e eu disse: "Tivemos tão terríveis perdas de vida, talvez a coisa mais inteligente a fazer seja derrubá-lo (the smartest thing to do is pull it) ". [76] E eles tomaram aquela decisão de derrubá-lo e nós observámos o edifício a entrar em colapso. (PBS, 2002) [77]

É muito desconcertante, sem dúvida, que Silverstein, que estava pronto para receber milhares de milhões de dólares em pagamentos de seguros pelo edifício 7 e pelo resto do complexo do World Trade Center, na suposição de que haviam sido destruído por actos de terrorismo, tivesse feito uma tal declaração em público, especialmente com câmaras de TV a filmarem. Mas esta afirmação de que o edifício 8 foi deitado abaixo pelos explosivos, qualquer que seja o motivo por trás, explica porque e como entrou em colapso.

Ainda temos, contudo, a questão de porque o departamento de bombeiros ficou à espera de que o edifício entrasse em colapso. Seria interessante, naturalmente, se esta informação viesse da mesma agência, o Office of Emergency Management, que informou antecipadamente o departamento de que uma das torres estava prestes a entrar em colapso. E temos isso na boa autoridade que o fez. O capitão Michael Currid, presidente da Uniformed Fire Officers Association, disse que algum tempo após o colapso da Twin Towers, "Alguém do Office of Emergency Management da cidade" contou-lhe que o edifício 7 era "basicamente uma causa perdida e não deveríamos perder ninguém a tentar salvá-lo", após o que foi dito aos bombeiros no edifícios para se afastarem. (Murphy, 2002, pp. 175-76). [78]

Mas esta resposta, assumindo ser correcta, deixa-nos com mais questões, principiando por: Quem no Office of Emergency Management sabia antecipadamente que as torres e o edifício 7 estavam a ir para o colapso? Como souberam eles disto? E assim por diante. Estas questões só poderiam ser respondidas por uma investigação real, a qual ainda tem de começar.

6. CONCLUSÃO

De qualquer modo, já é possível saber, para além de qualquer dúvida razoável, uma coisa muito importante: a destruição do World Trade Center foi um trabalho a partir de dentro, orquestrado por terroristas internos. Terroristas estrangeiros não podiam ter conseguido acesso aos edifícios para colocar os explosivos. Eles provavelmente não teriam tido a cortezia de assegurar que os edifícios colapsassem a prumo (straight down), ao invés de cair sobre edifícios em torno. E eles não poderiam ter orquestrado um encobrimento, desde a rápida retirada do aço conforme o FEMA Report, o The 9/11 Commission Report e o NIST Report. Todas estas coisas só poderiam ter sido orquestradas por forças dentro do nosso próprio governo.

A evidência deste conclusão até agora tem sido amplamente ignorada pela imprensa de referência (mainstream), talvez sob o pretexto de obedecer ao conselho do presidente Bush de não tolerar "ultrajantes teorias conspiratórias". Vimos, entretanto, que é a teoria da conspiração do presidente Bush que é ela própria ultrajante, porque é violentamente contraditada por numerosos factos, incluindo algumas leis básicas da física.

Há, naturalmente, uma outra razão porque a imprensa de referência não apontou estas contradições. Como disse uma carta recente ao Los Angeles Times:

O número de contradições na versão oficial do ... 11/Set é tão esmagador que ... ela simplesmente não pode ser acreditada. Mas ... a versão oficial não pode ser abandonada porque a implicação de rejeitá-la é muitíssimo perturbadora: que estamos sujeitos a uma conspiração do governo das proporções e insídia dos 'X-Files'. [79]

As implicações são na verdade perturbadoras. Muitas pessoas que sabem ou pelo menos suspeitam da verdade sobre o 11/Set provavelmente acreditam que revelá-la seria tão perturbador para a psique americana, para forma de governo americana e para a estabilidade global que é melhor fingir acreditar na versão oficial. Eu sugeriria, contudo, que seja qual for o mérito que este argumento possa ter tido anteriormente ele foi ultrapassado pelos acontecimentos e percepções mais recentes. Pois muito mais devastadora para a psique americana, para a forma de governo americana e para o mundo como um todo será o domínio continuado daqueles que nos trouxeram o 11/Set, porque os valores reflectidos naquele horrendo evento também foram reflectidos nas mentiras da administração Bush para justificar o ataque ao Iraque, no seu desprezo pelo ciência ambiental e a Bill of Rights, na sua negligência criminosa tanto antes como após o Katrina, e agora no seu plano evidente de não só armar o espaço como também de autorizar a utilização de armas nucleares num ataque antecipativo (preemptive).

À luz desta situação e dos factos discutidos neste ensaio — bem como em dúzias de problemas adicionais no relato oficial do 11/Set discutidos nos meus livros — apelo ao New York Times para tomar a dianteira e finalmente expor ao povo americano e ao mundo a verdade sobre o 11/Set. Tomar a dianteira numa tal notícia, naturalmente, envolverá riscos enormes. Mas se há alguma organização de notícias com o poder, o prestígio e a credibilidade para romper [o silêncio] é o Times. Ele efectuou o serviço miúdo de recolher a histórias orais do 11/Set e registá-las. Mas agora o bem estar da nossa república e talvez mesmo a sobrevivência da nossa civilização depende de conseguir que a verdade sobre o 11/Set seja exposta. Conclamo o Times a que não perca a ocasião.

29/Janeiro/2006

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O original encontra-se em http://www.globalresearch.ca/ . Tradução de JF

Fontes: Resistir , Revista Das Conspirações

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