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Na Mesma Moeda - Movimento de protesto contra o alto preço do combustível

Mais de cem motoristas saíram em carreata, na tarde de ontem, em protesto contra a alta de até R$ 0,50 no preço dos combustíveis em Curitiba, ocorrida na quarta-feira. Para mostrar sua indignação contra os valores cobrados e o peso dos impostos embutidos, os manifestantes pararam nos postos da Avenida Victor Ferreira do Amaral, no Tarumã, e abasteceram R$ 0,50 ou R$ 1, muitas vezes pagos com cartão de crédito. E ainda pediram nota fiscal.

A mobilização começou nas redes sociais e foi compartilhada por mais de 25 mil internautas, dos quais 1,5 mil confirmaram presença. Em alguns postos os proprietários se recusaram a receber menos de R$ 5 no cartão de crédito ou a entregar a nota fiscal. “Isso é sonegação”, reclama o autônomo Leandro Faquim, 25 anos, que organizou a manifestação “para protestar contra o aumento abusivo dos combustíveis antes do feriado, sem motivo algum”. “Tem um posto no Xaxim onde a gasolina está R$ 2,49 e o dono disse que não vai subir porque não quis entrar nessa, o que mostra que tem combinação”, acusa.

O presidente do Sindicato do Comércio Varejista de Combustíveis do Paraná (Sindicombustíveis-PR), Roberto Fregonese, não atendeu as ligações do Paraná Online para comentar a manifestação. Se os postos não baixarem os valores da gasolina e do etanol, Faquim pretende realizar novos atos na próxima semana.

Multa

Na última quinta-feira, o Procon-PR e o Ministério Público do Paraná multaram o Sindicombustíveis-PR em R$ 1.177.277,00 pela alta no preço dos combustíveis. Em alguns locais, o aumento chegou a 20%, com o litro da gasolina chegando a R$ 2,89. Para advogada do Procon-PR Cila de Fátima Mendes, o aumento foi oportunista, já que “aplicado às vésperas de um feriado nacional, pegando os consumidores de surpresa”.

Em nota divulgada na quinta-feira, o Sindicombustíveis-PR alegou “que não compra ou vende combustíveis e que não tem nenhuma responsabilidade por aumento ou redução de preço, sendo que tal política de preços cabe individualmente a cada posto revendedor”.



Fonte:
O Estado do Parana

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