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Da ficção para realidade: O Sexto Dia

Relembre quais foram as previsões do filme O Sexto Dia, com Arnold Schwarzenegger, e saiba quais delas saíram da ficção para se tornar realidade.

No final dos anos 90, os filmes de ação estavam se tornando escassos. Depois de uma enxurrada de títulos ao longo da década, astros do gênero como Sylvester Stallone e Arnold Schwarzenegger começavam a entrar em um período de baixa. Uma das saídas encontradas era mesclar o gênero com a ficção científica. Afinal, com o avanço da informática qualquer situação futurista chamava a atenção do público e poderia garantir uma boa bilheteria.

Lançado em 2000, o filme O Sexto Dia foi um grande sucesso de público e até hoje ganha reprises na televisão. A trama se passa em um futuro não muito distante e acompanha o drama de Adam Gibson, um piloto de helicóptero que, de maneira inesperada, chega em casa e encontra um clone em seu lugar e precisa descobrir porque e por quem foi clonado para ter sua vida de volta.

Ação e efeitos especiais à parte, o filme apresenta uma série de aparatos tecnológicos e imagens conceituais que à época não passavam de ficção. Hoje em dia muito do que é mostrado no filme já se tornou realidade. Selecionamos algumas das tecnologias apresentadas na produção para você conhecer melhor.

Clonagem de animais e seres humanos

Uma das maiores discussões que o filme O Sexto Dia proporciona é a questão ética em torno da clonagem. De um lado existem grupos de cientistas que defendem o avanço nas pesquisas com clones de animais e até mesmo seres humanos como forma de utilizá-los como “peças de reposição” para os seus semelhantes.

Da mesma forma existem grupos que se posicionam veementemente contra a clonagem ou mesmo o as pesquisas sobre o tema, alegando que não cabe ao ser humano o direito de dispor sobre a vida de outros seres humanos ou animais. A questão é polêmica e se acirrou no final da década de 90, quando cientistas anunciaram a criação de um clone de ovelha.

Fonte: Wikipedia

O animal conhecido como Dolly viveu durante sete anos e foi a primeira criação bem-sucedida a partir de uma célula adulta. No filme esse cenário ampliado com os “repets”, uma espécie de segunda vida para os animais de estimação. Ao morrerem os animais são clonados e reconstituídos em forma adulta em questão de poucas horas.

Situações iguais às do filme não são possíveis e, ainda que fossem, nenhuma legislação permite que experiências do gênero sejam colocadas em prática. No entanto, em linhas gerais, a clonagem, ao menos de animais, é um processo possível em que a partir de uma célula de um animal adulto um novo animal, em fase embrionária, é criado.


Alguns cientistas defendem que, se o processo é possível com animais mamíferos, em tese também é possível com seres humanos. A teoria, no entanto, nunca foi posta em prática já que há severos limites éticos para que as pesquisas avancem até esse ponto. E enquanto isso não acontece, se é que um dia virá a acontecer, tudo o que podemos levantar são hipóteses e teorias sobre como esse procedimento poderia funcionar ou não.

Propagandas em 3D

Em uma das sequências do filme Adam Gibson se dirige ao shopping para visitar uma loja de clonagem de animais. Em meio às lojas, enquanto passeia pelos corredores, Adam é bombardeado por propagandas em 3D que além de exibir imagens fazem parecer que as marcas estão suspensas no ar.

Desde o ano passado o 3D definitivamente se tornou a nova aposta da indústria. Cinema, televisão, computadores, videogames e até celulares apostam nessa novidade para conquistar o espectador e oferecer uma possibilidade de maior imersão no conteúdo que é exibido.


ssas novidades, contudo, para serem apreciadas em toda a sua riqueza de detalhes ainda necessitam de óculos especiais e você não vai encontrar espaço publicitários como esse nos shoppings, pelo menos por enquanto. Depois de apresentar a tecnologia para o público a próxima aposta da indústria são os aparelhos que permitem visão em 3D sem a utilização de óculos especiais.

Alguns televisores e o videogame portátil Nintendo 3DS já contam com essa tecnologia. Imagine-se que com elas em pleno desenvolvimento seja possível criar painéis maiores e mais flexíveis capazes de projetar imagens em 3D. Enquanto isso não acontece, as propagandas em 3D se adaptam aos meios existentes.

Telas em superfice de vidro

É uma manhã como qualquer outra na vida de Adam Gibson, mas no futuro não há tempo para parar para ler as notícias nos jornais enquanto se está escovando os dentes os fazendo a barba. Assim, a superfície do espelho se transforma em uma tela onde é exibida a agenda do dia e o noticiário.

Essa prática ideia conceitual apresentada no filme ainda não se transformou em realidade. No entanto, segundo a TAT, empresa sueca especialista no desenvolvimento de tecnologias para softwares e design, a partir de 2014 dispositivos como esse devem se tornar parte do nosso cotidiano.



Pelo que é visto no vídeo conceitual, até mesmo o espelho transforma-se em tela e, com a utilização de elementos de reconhecimento facial, disponibiliza notícias e outras informações de acordo com o interesse do usuário.

Resta saber se essa possibilidade não será substituída por outras mais atrativas ao público e menos dispendiosas no meio do caminho. Um exemplo: os novos painéis de televisores disponíveis nos aparelhos mais modernos hoje em dia chegam a ser tão finos e transparentes e agregam tantas funções que é possível questionar a real utilidade de novos dispositivos vinculados ao espelho.

Veículos com controle remoto ou inteligente

Em O Sexto Dia duas situações relacionadas aos veículos chamam a atenção. A primeira delas é o piloto automático em veículos automotores. No filme motorista e passageiro conversam tranquilamente no carro enquanto o veículo se encaminha para o destino traçado, ativando um piloto automático.

Embora já existam tecnologias similares, ainda não há nenhum veículo que consiga se locomover em meio ao trânsito da cidade, de maneira segura, sem que o condutor interfira em nenhum momento. A possibilidade de traçar rotas e identificar obstáculos, no entanto, há muita já se tornaram realidade.


Outro dispositivo mostrado em alta escala são os helicópteros controlados externamente via dispositivo manual, como se fossem de brinquedo. Por se tratar de uma projeção de futuro é até possível imaginar que um dia seja possível controlar com segurança aeronaves de maneira externa, da mesma forma como é feito com miniaturas de aeromodelismo. Para iPhone inclusive, existe um aplicativo capaz de controlar pequenas aeronaves de modelismo, mas obviamente em escala menor, sem passageiros e em distâncias mais curtas.

Produtos inteligentes com controle biométrico

No mundo apresentado no filme O Sexto Dia os eletrodomésticos da casa são inteligentes. A geladeira, por exemplo, possui um display na porta que anuncia quando determinado produto está no fim. Em outro momento ela informa a agenda do casal, substituindo aqueles costumeiros imãs e mensagens.

Eletrodomésticos como esse já existem e, embora não estejam tão aperfeiçoados, é possível programá-los para informarem qual é o status do conteúdo atual da geladeira. Os resultados são exibidos em uma tela de LED, na porta da geladeira. Conectada à internet, ela permite acessar todas as funções básicas que um smartphone dispõe.



Outro item mostrado em diversas situações é controle biométrico, ou seja, a utilização da impressão digital como forma de reconhecimento e identificação. Os táxis de O Sexto Dia são equipados com dispositivos que, quando acionados vi impressão digital, debitam automaticamente o valor gasto na conta do portador.

Essa funcionalidade parece ser uma evolução natural para os cartões de crédito. Atualmente os leitores biométricos são utilizados em larga escala para identificação pessoal em diversas empresas e instituições públicas. No Brasil, o Tribunal Superior Eleitoral colocará em teste, nas próximas eleições, urnas eletrônicas com identificação digital.

Fontes:
http://www.tecmundo.com.br/cinema/5342-da-ficcao-para-realidade-o-sexto-dia.htm

http://virtudesdeumhomem.blogspot.com.br/2012/10/da-ficcao-para-realidade-o-sexto-dia.html

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