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Fukushima: conspiração global?

Um Leitor anónimo enviou um artigo publicado no Revolução Final, um blog novinho em folha que promete bem (muito obrigado ao Leitor, obrigado também ao blog do qual sanguessugo, como diria o amigo Gilson, a tradução).

O artigo é a tradução dum texto de Jim Stone, ex- analista da NSA (National Security Agency) dos EUA, que publicou recentemente um artigo controverso onde pretendeu desmontar a narrativa oficial do desastre de Fukushima e propor uma explicação alternativa.


Eis a introdução de Revolução Final e parte do artigo traduzido pelo citado blog (do qual mantenho o negrito e os links):
Traduzi excertos que me parecem importantes do artigo de Jim Stone onde este apresenta argumentos verificáveis para comprovar a sua tese. O negrito e o sublinhado foram colocados por mim para salientar o que considero serem os pontos-chave da argumentação de Stone. Estes argumentos baseiam-se em fotografias (vista de cima ) e (vista de frente) classificadas dos reatores de Fukushima tiradas por drones (aviões não tripulados) dos EUA  a que Stone teve acesso.

"1. O reator 3 desapareceu completamente , isto significa que a a imprensa e qualquer um que faça afirmações sobre leituras de pressão, temperatura, etc. no reator 3 depois de 14 de Março de 2011 está a mentir  ... "
2. O reator 4 é equivalente ao "Building 7" no 11 de Setembro (os leitores que estudaram os atentados de 11 de Setembro saberão que este edifício desmoronou apesar de não ter sido alvo de qualquer ataque "terrorista"- NT). O reator 7 é o " Building 7", demolido com o uso de explosivos. O Reator 4 não tinha combustível nuclear e a sua cobertura interna de aço inoxidável estava a ser substituída , mas, apesar disso, explodiu destruindo a sua estrutura de contenção. Esta é a prova DEFINITIVA, um reator vazio é inerte, e não pode produzir uma explosão,  ... As  "open fuel pools" ( é uma expressão técnica relativa aos reatores nucleares que tentarei traduzir grosseiramente como "piscinas de combustível nuclear a céu aberto"- NT ) sobreaquecidas não podem produzir hidrogénio porque neste caso a água ferve a 100 ºC, e não estará presente a 2000 ºC na forma pressurizada para libertar o seu hidrogénio (através da libertação do seu oxigénio para o revestimento de zinco do combustível nuclear). O combustível nuclear preferirá o oxigénio livre do ar e entrará em combustão muito antes de tentar usar o oxigénio de qualquer humidade que esteja presente. O combustível nuclear ( fuel rods no original - NT) contém apenas 20 % de material fissível , e portanto não poderia ter produzido a  "prompt criticality" nas "fuel pools" que tinha sido proposta como explicação por Arnie Gundersen,"o mais qualificado engenheiro nuclear do mundo". ( Jim Stone duvida das qualificações deste suposto perito nuclear-NT). A cúpula do reator 4 tinha sido retirada para se realizar o reabastecimento de combustível nuclear. As fotos dos drones provam isso. Isto acaba com os rumores que circulam sobre a explosão do reator 4. Algumas pessoas disseram que este reator estava a funcionar secretamente para enriquecer plutónio. As fotos provam que este reator foi desmontado para substituição da cobertura ...

3. A destruição verificada nos reatores é tão severa que só poderia ter sido causada por explosões nucleares.O hidrogénio gasoso produz uma explosão sub-sónica não ideal que não pode pulverizar o concreto. Pode produzir elevadas pressões num ambiente selado, mas o teto metálico em todas as estruturas de contenção dos reatores teria recebido o impacto e seria a única parte do reator que ficaria destruída.É necessário utilizar explosivos de elevada intensidade com uma onda de choque com velocidade várias vezes superior à supersónica para provocar o tipo de danos observados no concreto . Isto significa que o que quer que tenha ocorrido em Fukushima não tinha as carterísticas da versão "oficial"...  Fukushima foi construída utilizando o design de contenção (containment design no original-NT)  Mark 1 , ... É verdade que as explosões de gás podem ser muito destrutivas, mas apenas em instalações que não estão concebidas para as suportar. Mesmo o design mais básico de contenção Mark 1 era mais do que capaz de resistir à pior explosão de hidrogénio.

4. Armas nucleares foram colocadas no interior das estruturas de contenção dos reatores disfarçadas de câmeras de segurança instaladas pela firma israelita Magna BSP, baseada em Arava (um distrito nas redondezas de Dimona ) (Dimona é um dos locais onde Israel realizou pesquisas para a produção de bombas atómicas-NT) . Estas " câmeras de segurança" pesavam mais de 1000 libras (cerca de 454 Kg) e tinham as dimensões e forma de armas nucleares de fissão do tipo balístico (usam o mesmo princípio da bomba lançada sobre Hiroshima-NT). De acordo com a wikipedia " Armas de fissão de tipo balístico são armas nucleares de fissão cujo desenho agrega o seu material físsil numa massa supercrítica pelo uso do método balístico: disparando um pedaço de material sub-crítico contra outro. Embora tal mecanismo seja, por vezes, visualizado como dois hemisférios sub-críticos lançados um contra o outro formando uma esfera crítica, tipicamente dispara-se um projéctil oco contra um espigão que preencherá o seu interior. O nome deste método provém do facto de se disparar o material por um cano de artilharia, tal como de um projéctil se tratasse. Outros esquemas potenciais podem incluir o disparo de duas peças uma contra a outra em simultâneo, embora se desconheça se esta técnica foi efectivamente utilizada." A explicação dada pela Magna BSP para a forma estranha, o enorme peso e as elevadas dimensões das câmeras foi que estas eram estereoscópicas. Uma câmera estereoscópica poderia ser plausível muma pista de aviação, onde a câmera precisaria de uma profundidade de percepção da ordem de grandeza de milhas, mas não no interior da estrutura de contenção de um reator, onde as distâncias focais são curtas. Esta percepção de elevada profundidade poderia ser conseguida usando duas câmeras mais pequenas montadas separadamente. Porquê então estas câmeras enormes quando é possível usar armas nucleares mais pequenas ? As armas nucleares produzem sempre uma certa quantidade de calor e, se fossem usadas armas nucleares mais pequenas seria óbvio que a "câmera" estaria quente, mesmo quando desligada. Isto levantaria questões, especialmente numa instalação nuclear. As enormes dimensões e peso das câmeras ajudaram a esconder o calor produzido pelo decaimento. "

Então, que dizer?
Dizemos o seguinte: bem faz Revolução Final a tratar do assunto, porque esta história está a ocupar boa parte do mundo da informação alternativa e cada vez mais são as pessoas convencidas de que Fukushima não foi um evento natural.

Quanto ao texto de Jim Stones: obviamente não tenho competência para avaliar as partes técnicas do texto, seria preciso um engenheiro nuclear.

O que posso fazer é pôr algumas questões.

Primeira questão: quem?


Já circulam teorias segundo as quais o terremoto de Fukushima tinha sido provocado pelo sistema Haarp dos Estados Unidos. Ninguém até hoje conseguiu fornecer uma explicação plausível do motivo pelo qual Washington deveria ter atacado o Japão, em particular numa altura em que bem precisa de aliados fortes na zona (bem perto da China) em vez de aliados radioactivos.

Mas agora descobrimos que, além dos Estados Unidos, no mesmo dia havia outro País que tinha decidido atacar o Japão (que, evidentemente, algo de mal deve ter feito para ser tão detestado...): israel. Que, não tendo um Haarp, escolheu umas bombas atómicas (uma coisinha assim, tanto para não dar nas vistas).

Temos de imaginar uma operação conjunta EUA - israel? Parece lógico, pois a alternativa (Washington e Tel Avive que decidem atacar o mesmo País no mesmo dia) não tem pernas para andar. E isso leva direitinho à segunda questão.

Segunda questão: porquê?

Explico: quando dois Países decidem unir as forças para provocar um acidente nuclear no território dum aliado, é suposto que isso aconteça por alguma razão. Não é que uma pessoa acorde mal disposta por causa do sushi da noite anterior e, enervado, decida provocar um terremoto no Japão com a ajuda do vizinho: tem que haver algo mais (suponho).

Jim Stone argumenta, baseado em dados sismográficos registados no Japão, que o terramoto ocorrido a 11 de Março de 2011 apresentou o grau 6.0 na escala de Richter e não 9.0 como os meios de comunicação repetidamente afirmaram. Por isso, o terramoto de grau 9.0 foi utilizado (sempre segundo Stone) para encobrir o tsunami de grau 9.0 que terá sido causado pela explosão de uma bomba nuclear colocada no fundo do oceano ao largo do Japão.

E a motivação? O tsunami terá sido uma punição de Israel pelo facto de o governo japonês se ter oferecido para enriquecer urânio para o Irão.

Isso não faz nenhum sentido. O Japão ofereceu-se para enriquecer o urânio de Irão com a aprovação dos Estados Unidos: a tentativa era impedir que o Irão começasse o enriquecimento por conta própria.

Trabalhar o urânio fora do Irão era portanto uma manobra destinada a controlar o processo, em termos de quantidade e de qualidade. Enriquecer o urânio para uma utilização civil (20% de enriquecimento) é uma coisa, enriquecer para fins militares (85-90%) é bem diferente. E o Japão ofereceu-se para um enriquecimento "civil", o que deveria ter satisfeito (e não pouco) israel.

Além disso, outros Países avançaram com a mesma oferta, por exemplo Rússia e Holanda. Alguém ouviu falar de tsunamis na Holanda?

Numa coisa Stone tem razão: o terremoto que atingiu Fukushima não tinha o 9º grau Richter, era bem inferior. Mas isso é confirmado também pelas autoridades japonesas. O que demonstra, mais uma vez, o péssimo trabalho feito pela Tepco, a empresa privada que gere as centrais nucleares no Japão.

A motivação deve ser outra, só que não se encontra. A não ser que tenha sido o sushi mal digerido.

Terceira questão: como?

Tentamos considerar a cena:
- Bom dia, somos da empresa Magna BSP, trouxemos as câmaras de segurança, podemos instala-las?
- Com certeza, entrem, façam como se a central nuclear fosse vossa.
- Não deseja observar melhor as câmaras?
- Não, não, ora essa, vocês são israelitas, não é? Gente simpática, de confiança, entrem enquanto nós vamos lanchar. E não se esqueçam de fechar a porta antes de partir, obrigado.
- Desculpe, não quero empatar, só mais uma coisa...
- Diga.
- Como pode ver, as câmaras têm uma forma um pouco esquisita...
- E sim, de facto...
- E pesam um balúrdio também...
- Quanto?
- 1.000 libras.
- Pela barba do Imperador!
- Sim, o facto é que decidimos entregar uma versão estéreo.
- Estéreo? Como as aparelhagens?
- Não, estas são vídeos.
- Então é o 3D! Maravilhoso! Já estamos fartos destas pequenas televisões mono. Mas olhe lá...não é que assim ficam mais caras, não é?
- Não, nada disso, o preço é o mesmo: esta é apenas uma simpatia de Tel Avive.
- Ah, muito bem. Sempre disse eu: israelitas, gente simpática!

É assim que correram as coisas? Os Japoneses deixaram instalar numa própria central nuclear umas câmaras de forma estranha e bem pesada sem nem espreitar o que raio havia no interior? Uma câmara de segurança de 1.000 libras = 450 quilos?!?

Esta teoria da atómica israelita parece uma excelente demonstração da maneira como a contra-informação opera:
  1. pega-se num assunto sério (o desastre de Fukushima, as responsabilidades dum operador privado, as falhas e possivelmente a corrupção dum governo)
  2. mistura-se tudo com elementos verídicos devidamente amplificados (parece que as câmaras foram efectivamente fornecidas por uma empresa israelita que trata de sistemas de segurança)
  3. juntam-se afirmações categóricas devidamente "provadas" ("Esta é a prova DEFINITIVA", a "análise" das fotografias)
  4. confecciona-se uma história tão ridícula que afastará duma vez por todas o grande público, retirará credibilidade aos sites que apresentam esta versão como autêntica e, de consequência, aos outros assuntos por eles tratados.
E pronto, o trabalho está feito.
Com esta técnica é´possível demonstrar tudo, não há limites. Não apenas atómicas israelitas como causa, mas também alienígenas, Godzilla e os Anões de Branca de Neve.
Sobretudo estes, os mais suspeitos.
"Mestre"? Mestre em quê? Em explosivos, por acaso?
"Zangado"? Sabemos lá o que pode fazer um anão zangado...
"Dunga"? Dunga não jogava na selecção do Brasil? E depois tornou-se anão? Mas que história é esta?
E porque dormiam todos na mesma cama, os depravados? O que estavam a planear? Uma viagem para o Japão?
Mas esta é outra história, que será ampliada no próximo post: "Fukushima, a bruxa israelita e a maçã atómica".
 
Ipse dixit.
 

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