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Tensão na península da Coreia:Japão desenvolve defesa antiaérea – Obama examinou através de um binóculo território norte-coreano.

O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, a seguir o líder da Coreia do Norte, Kim Jong-un, visitou Panmunjom, o ponto mais quente da confrontação coreana, que se encontra na Zona Desmilitarizada que divide a península da Coreia em dois países.





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No domingo, 25 de março, Barack Obama aproximou-se até apenas 100 metros do conhecido paralelo 38 que atravessa Panmunjom. Parou num posto de observação das tropas sul-coreanas e, estando detrás de um vidro blindado, examinou através de um binóculo território norte-coreano. Em 3 de março, Kim Jong-un, visitando o mesmo local, deteve-se literalmente a um passo do paralelo 38.

Entrou na Casa da União, denominada no Sul como Casa da Liberdade, que divide o paralelo em duas partes iguais. Sentou-se a uma mesa redonda dividida invisivelmente também em duas partes iguais. O paralelo 38 foi o local onde em 1953 o acordo de Panmunjom foi assinado, tendo como resultado o cessar-fogo.

Sem chegar ainda ao local histórico, Barack Obama chamou a zona de “fronteira da liberdade”. Na base Camp Bonifas, ao intervir perante militares americanos, o presidente conformou o apego aos compromissos assumidos pelos Estados Unidos como aliado da Coreia do Sul. Neste caso, Barack Obama procedeu do mesmo modo como Kim Jong-il a 3 de março, que também se encontrou com soldados e oficiais do posto de fronteira, que está em disposição combativa, e assinalou que, se começar uma guerra, a Coreia do Norte obrigará o inimigo a assinar uma ata de capitulação e não apenas um acordo de cessar-fogo.

Meios de comunicação social sul-coreanos e japoneses qualificaram a visita de Barack Obama à fronteira com a Coreia do Norte como um sinal de advertência contra as eventuais ações agressivas. Este passo testemunha um endurecimento da tonalidade em relação ao Norte, considera o perito do Instituto dos Estudos dos EUA junto da Academia de Ciências Sociais da China, Lu Weydun, cujo comentário foi publicado hoje no jornal chinês Huanziu Shibao. Pelos vistos, Barack Obama pretende pressionar os partidários da linha dura em Pyongyang, para que eles renunciem aos planos de lançar um satélite. Mas tal atitude rígida é arriscada, podendo provocar uma resistência, considera o perito chinês.

Por seu lado, o dirigente do Centro de Pesquisas Coreanas do Instituto de Orientalística da Academia de Ciências da Rússia, Aleksandr Vorontsov, sustenta:

“Será que este passo pode provocar uma nova onda de tensão na península da Coreia? Penso que não. Naturalmente, os habitantes da Coreia do Norte não são muito entusiasmados com tais demonstrações de força e firmeza, mas eles já se acostumaram a isso. A visita do presidente dos Estados Unidos à zona desmilitarizada é um passo tradicional de presidentes americanos, quando eles se encontram na Coreia do Sul. Esta é uma ação bastante ritual da direção dos Estados Unidos, que é importante no plano psicológico e propagandístico, mas não vem reforçada com quaisquer passos ou programas concretos, como, por exemplo, o alargamento da presença militar ou uma alteração da doutrina militar. Não leva em si uma ameaça real”.

“Esta é apenas uma ação demostrativa voltada para produzir um efeito externo, – considera o analista do Instituto do Extremo Oriente, Konstantin Osmolov, – Não visa algo real, tendo por objetivo reforçar a ideia sobre uma aliança entre Washington e Seul. Barack Obama terá em novembro as eleições e precisa de pontos, inclusive obtidos à conta do satélite norte-coreano. Os americanos foram informados ainda no ano passado sobre o seu lançamento, mas lembraram dele só na véspera da cimeira em Seul”, apontou o perito



26.03.2012 - As forças de autodefesa do Japão porão em serviço três contra-torpedeiros oceânicos, munidos de equipamentos de defesa antiaéreaAegis, estacionando ainda os sistemas Patriot na ilha de Okinawa e nos arredores de Tóquio para que seja possível, a partir daí, interceptar mísseis espaciais norte-coreanos, se fragmentos destes caírem no território nipônico, noticiam fontes locais.

Espera-se que a trajetória de voo do míssil a ser lançado em meados de abril passe pelas ilhas japonesas de Sakishima situadas no sul do país.

Fontes:  http://portuguese.ruvr.ru/2012_03_26/69650960/

http://portuguese.ruvr.ru/2012_03_26/69678018/

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