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Violência marca dia de referendo constitucional na Síria

DAMASCO - Pelo menos 31 sírios, entre civis e soldados, foram mortos neste domingo, dia de votação da proposta de nova Constituição feita pelo governo do presidente Bashar al-Assad. O referendo é considerado uma tentativa de abafar os protestos que já duram 11 meses e pedem a saída do governo de Bashar al-Assad. A oposição convoca um boicote.

O Observatório Sírio para Direitos Humanos disse que um bombardeio militar a Homs, na quarta semana de ataques à cidade, matou nove civis, enquanto rebeldes mataram quatro soldados durante confronto na cidade. Pelo menos duas pessoas foram mortas neste domingo na província de Daraa, onde a revolta começou, em março de 2011. De acordo com o Comitê de Coordenação Local, forças do regime bombardearam Idlib com tanques de guerra. O Observatório diz ainda que oito civis e dez membros das forças de segurança morreram em outros locais do país.

Os mais de 14 mil postos de votação do referendo abriram às 7h (horário local) e as urnas estão previstas para ficarem abertas durante 12 horas. A Síria tem 14,6 milhões de eleitores aptos a votar, que devem dizer se aprovam ou rejeitam o projeto constitucional feito pelo governo.

A expectativa é que o comparecimento às urnas seja mínimo em regiões como a cidade de Homs - onde fortes bombardeios das forças de segurança já deixaram centenas de mortos -, Idlib e Darra, onde rebeldes frequentemente enfrentam os soldados do governo.

- No que deveríamos estar votando, se vamos morrer por bombardeios ou por tiros? Essa é a única chance que temos - protesta Waleed Fares, ativista de Khalidiyah, distrito de Homs.

A nova Carta criaria um sistema multipartidário no país, que é governo pelo Partido Socialista Árabe Baath desde um golpe de Estado feito em 1963. O texto também determina que o presidente exerça, no máximo, dois mandatos de sete anos cada.

Para os opositores, porém, a ação não é suficiente:
- Vou boicotar a votação - afirmou Mustafa Osso à agência Associated Press, por telefone. Ele acredita que essas leis não teriam valor na Síria, já que Assad revogou o estado de emergência do país em abril, mas desde então a repressão só aumentou.

Na capital Damasco, onde se concentram muitos partidários de Assad, muitos sírios se disseram ansiosos para votar. Cartazes colados em vários pontos da cidade pedem votos: "Não vire as costas para a votação" e "Constituição síria: liberdade de crença", dizem os pôsteres, fazendo referência também às cláusulas que protegem minorias religiosas.

- Essa é uma boa Constituição. Apela para o pluralismo partidário e o presidente só pode ficar no posto por dois mandatos. Isso não existia no passado - disse Mohammed Diab, de 40 anos, enquanto esperava para votar em Damasco.
No sábado, as forças de segurança do governo de Assad mataram pelo menos 100 pessoas na Síria, incluindo seis mulheres e dez crianças, informa a Rede Síria para Direitos Humanos.

Fonte: http://br.noticias.yahoo.com 
           http://www.abola.pt/mundos/ver.aspx?id=317928

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