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Escrito por Lúcio Big

Desde o mês de setembro passado a OPS(OPERAÇÃO POLÍTICA SUPERVISIONADA) tenta contato com os responsáveis pelo gabinete do deputado federal Eudes Xavier (PT/CE), carinhosamente chamado por mim de “O Rei da Papelari

Conforme foi publicado no Canal do Otário, o deputado efetuou compras de material de escritório em quantidades astronômicas e impossíveis de serem utilizadas em toda uma legislatura, quanto mais em três ou quatro meses. Além disso, ainda tem o fato de a loja escolhida pelo parlamentar não abrir suas portas ao público, segundo informações que a OPS obteve de moradores da região onde está localizada a papelaria.

Em uma primeira tentativa, eu pedi aos que me assistem no YouTube, aos que leem meus artigos aqui, no meu blog e também na minha coluna no Congresso em Foco, que enviassem e-mails ao deputado exigindo explicações destes estranhos gastos efetuados com dinheiro público. Infelizmente, ninguém se honrou em responder.

A segunda tentativa ocorreu dias depois após a OPS conseguir, em apenas uma semana, fazer um abaixo assinado com 2105 assinaturas exigindo a mesma coisa, ou seja, explicações. Novamente, sem nenhum remorso aparente, o deputado e assessores mantiveram-se calados.

A terceira tentativa de comunicação foi realizada através de inúmeros telefonemas ao gabinete, mas em nenhum deles obtive qualquer tipo de explicação.

Restou-nos então apelar para o Conselho de Ética da Câmara Federal. Conforme determina a lei, qualquer cidadão deste país pode exigir que seja apurado possível quebra do decoro parlamentar. Com o apoio jurídico da advogada da OPS, Dra. Camila Albuquerque, que elaborou o documento, no dia 19/11/14 eu fui à Câmara e protocolei o documento. Você pode lê-lo aqui.

Segundo informações prestadas pela servidora da Câmara, o processo será encaminhado ao departamento jurídico que analisará toda a documentação. Se este departamento achar que há fundamentos para a denúncia, uma demanda é aberta no Conselho de Ética que irá apurar o caso. Em última consequência, o deputado pode ter seu mandato cassado.

Porém, sem obter êxito nas eleições deste ano, o deputado Eudes Xavier deixará a Casa e isso deve dificultar ou até impossibilitar que ele seja punido pela Câmara Federal. Diante disso, resolvi também entrar com uma Ação Pública contra o deputado na esperança de que os valores utilizados para o pagamento das três suntuosas compras retornem aos cofres públicos.

No vídeo abaixo você poderá ver a entrega do documento na Secretaria Geral da Mesa da Câmara Federal.



Lúcio Big, ativista no combate à corrupção. Morador de Brasília e com uma vontade enorme de ajudar o Brasil a ser mais justo.

Contatos:
luciobig@ops.net.br
https://www.facebook.com/groups/opera...
https://www.facebook.com/groups/notic... 

Fonte: Canal do Otário

Notícias Absurdas:O Rei da Papelaria a caminho do Conselho de Ética

Escrito por Lúcio Big

Desde o mês de setembro passado a OPS(OPERAÇÃO POLÍTICA SUPERVISIONADA) tenta contato com os responsáveis pelo gabinete do deputado federal Eudes Xavier (PT/CE), carinhosamente chamado por mim de “O Rei da Papelari

Conforme foi publicado no Canal do Otário, o deputado efetuou compras de material de escritório em quantidades astronômicas e impossíveis de serem utilizadas em toda uma legislatura, quanto mais em três ou quatro meses. Além disso, ainda tem o fato de a loja escolhida pelo parlamentar não abrir suas portas ao público, segundo informações que a OPS obteve de moradores da região onde está localizada a papelaria.

Em uma primeira tentativa, eu pedi aos que me assistem no YouTube, aos que leem meus artigos aqui, no meu blog e também na minha coluna no Congresso em Foco, que enviassem e-mails ao deputado exigindo explicações destes estranhos gastos efetuados com dinheiro público. Infelizmente, ninguém se honrou em responder.

A segunda tentativa ocorreu dias depois após a OPS conseguir, em apenas uma semana, fazer um abaixo assinado com 2105 assinaturas exigindo a mesma coisa, ou seja, explicações. Novamente, sem nenhum remorso aparente, o deputado e assessores mantiveram-se calados.

A terceira tentativa de comunicação foi realizada através de inúmeros telefonemas ao gabinete, mas em nenhum deles obtive qualquer tipo de explicação.

Restou-nos então apelar para o Conselho de Ética da Câmara Federal. Conforme determina a lei, qualquer cidadão deste país pode exigir que seja apurado possível quebra do decoro parlamentar. Com o apoio jurídico da advogada da OPS, Dra. Camila Albuquerque, que elaborou o documento, no dia 19/11/14 eu fui à Câmara e protocolei o documento. Você pode lê-lo aqui.

Segundo informações prestadas pela servidora da Câmara, o processo será encaminhado ao departamento jurídico que analisará toda a documentação. Se este departamento achar que há fundamentos para a denúncia, uma demanda é aberta no Conselho de Ética que irá apurar o caso. Em última consequência, o deputado pode ter seu mandato cassado.

Porém, sem obter êxito nas eleições deste ano, o deputado Eudes Xavier deixará a Casa e isso deve dificultar ou até impossibilitar que ele seja punido pela Câmara Federal. Diante disso, resolvi também entrar com uma Ação Pública contra o deputado na esperança de que os valores utilizados para o pagamento das três suntuosas compras retornem aos cofres públicos.

No vídeo abaixo você poderá ver a entrega do documento na Secretaria Geral da Mesa da Câmara Federal.



Lúcio Big, ativista no combate à corrupção. Morador de Brasília e com uma vontade enorme de ajudar o Brasil a ser mais justo.

Contatos:
luciobig@ops.net.br
https://www.facebook.com/groups/opera...
https://www.facebook.com/groups/notic... 

Fonte: Canal do Otário

Tylenol tem sido um nome comum para o alívio da dor sem receita médica por mais de 50 anos. Mas a popular droga analgésica está recebendo uma grande reformulação na rotulagem após uma série de processos por danos pessoais.

 De acordo com a Associated Press (AP), como muitos usuários de Tylenol nos dias de hoje estão sofrendo grandes danos no fígado ou morrendo, que o fabricante da droga, McNeil Consumer Healthcare, decidiu colocar uma grande etiqueta vermelha na tampa que informa aos usuários sobre os riscos da droga.

Mesmo quando tomado nas doses recomendadas, o acetaminofeno (também conhecido como paracetamol), o principal ingrediente ativo do Tylenol, pode causar grandes danos ao fígado, podendo levar à insuficiência hepática e até mesmo a morte. De fato, o paracetamol é atualmente a principal causa de falência hepática súbita nos EUA, uma vez que foi demonstrado que os seus metabolitos tóxicos matam as células do fígado.

A droga é tão tóxica que até 80 mil pessoas estão correndo para a sala de emergência anualmente devido a intoxicação por paracetamol, e outros 500 vão acabar mortos por insuficiência hepática.

Estes são números preocupantes que podem vir como uma surpresa para a maioria das pessoas , especialmente considerando que milhões de americanos usam Tylenol e medicamentos contendo paracetamol regularmente. Mas, com mais de 85 processos por danos pessoais , movidos contra a empresa no tribunal federal, McNeil está sentindo a pressão em sua droga que tem sido apontada como uma das mais seguras drogas analgésicas no mercado, o que claramente não é.

“A aviso irá deixar bem claro que a droga sem receita médica contém paracetamol, um ingrediente de alívio da dor que é a principal causa de insuficiência hepática súbita da nação“, escreve Matthew Perrone para o AP.” A nova tampa é projetada para chamar a atenção das pessoas que não leem os avisos que já aparecem nas letras miúdas no rótulo do produto, de acordo com os executivos da empresa.”

O novo rótulo, que conterá com as frases “CONTÉM ACETAMINOFENO (Paracetalmol)” e “Leia sempre a bula“, está previsto que apareça pela primeira vez em todos os frascos de Extra Strength Tylenol (Tylenol Extra Forte), que contém 50 por cento a mais de paracetamol por dose do que o Tylenol normal. E nos próximos meses, todos os frascos de Tylenol, incluindo o Tylenol força regular, terão o novo rótulo.

NyQuil, Sudafed, Excedrin e muitas outras drogas comuns também contêm acetaminofeno/paracetamol

Apesar do novo rótulo, a McNeil, que é propriedade da gigante farmacêutica Johnson & Johnson (J & J), insiste que o Tylenol é seguro quando tomado como indicado. Mas o que a empresa deixa de admitir é que muitas pessoas estão tomando não só o Tylenol, mas também outros medicamentos que contêm paracetamol, o que aumenta a dose do produto químico a níveis que são muito maiores do que provavelmente se imagina.

Uma pesquisa recente também sugere um aumento de até 123% no risco de desfunção renal pela combinação de Paracetamol com álcool.

De acordo com AP, aproximadamente um em cada quatro americanos, ou cerca de 78 milhões de pessoas, consomem produtos com drogas que contem acetaminofeno semanalmente. Verifica-se que cerca de 600 medicamentos sem receita médica, contêm paracetamol.

Combinando diferentes drogas contendo acetaminofeno/paracetamol é uma das principais causas de overdose de paracetamol, dizem os especialistas, por isso a adição das novas etiquetas. Mas algumas pessoas que ficam bem dentro da dose máxima diária de paracetamol, que está atualmente fixada em 4.000 miligramas (mg) por dia, ainda ficam doentes ou morrem, o que sugere que talvez qualquer nível de acetaminofeno é tóxico e deve ser evitado.

“É ainda um pouco de um quebra-cabeça“, diz a Dra. Anne Larson do Centro Médico Sueco em Seattle, Washington. “É uma predisposição genética? As pessoas alegam que elas tomaram a quantidade certa, mas elas realmente tomaram a mais? É difícil saber.”

Fontes:
Notícias Naturais , Mercury News , Food Consumer , Science Natural News , Natural News , Medical News Today

Tylenol Pode Matar: Novo Aviso Admite que o Popular Analgésico Causa Danos ao Fígado e Morte

Tylenol tem sido um nome comum para o alívio da dor sem receita médica por mais de 50 anos. Mas a popular droga analgésica está recebendo uma grande reformulação na rotulagem após uma série de processos por danos pessoais.

 De acordo com a Associated Press (AP), como muitos usuários de Tylenol nos dias de hoje estão sofrendo grandes danos no fígado ou morrendo, que o fabricante da droga, McNeil Consumer Healthcare, decidiu colocar uma grande etiqueta vermelha na tampa que informa aos usuários sobre os riscos da droga.

Mesmo quando tomado nas doses recomendadas, o acetaminofeno (também conhecido como paracetamol), o principal ingrediente ativo do Tylenol, pode causar grandes danos ao fígado, podendo levar à insuficiência hepática e até mesmo a morte. De fato, o paracetamol é atualmente a principal causa de falência hepática súbita nos EUA, uma vez que foi demonstrado que os seus metabolitos tóxicos matam as células do fígado.

A droga é tão tóxica que até 80 mil pessoas estão correndo para a sala de emergência anualmente devido a intoxicação por paracetamol, e outros 500 vão acabar mortos por insuficiência hepática.

Estes são números preocupantes que podem vir como uma surpresa para a maioria das pessoas , especialmente considerando que milhões de americanos usam Tylenol e medicamentos contendo paracetamol regularmente. Mas, com mais de 85 processos por danos pessoais , movidos contra a empresa no tribunal federal, McNeil está sentindo a pressão em sua droga que tem sido apontada como uma das mais seguras drogas analgésicas no mercado, o que claramente não é.

“A aviso irá deixar bem claro que a droga sem receita médica contém paracetamol, um ingrediente de alívio da dor que é a principal causa de insuficiência hepática súbita da nação“, escreve Matthew Perrone para o AP.” A nova tampa é projetada para chamar a atenção das pessoas que não leem os avisos que já aparecem nas letras miúdas no rótulo do produto, de acordo com os executivos da empresa.”

O novo rótulo, que conterá com as frases “CONTÉM ACETAMINOFENO (Paracetalmol)” e “Leia sempre a bula“, está previsto que apareça pela primeira vez em todos os frascos de Extra Strength Tylenol (Tylenol Extra Forte), que contém 50 por cento a mais de paracetamol por dose do que o Tylenol normal. E nos próximos meses, todos os frascos de Tylenol, incluindo o Tylenol força regular, terão o novo rótulo.

NyQuil, Sudafed, Excedrin e muitas outras drogas comuns também contêm acetaminofeno/paracetamol

Apesar do novo rótulo, a McNeil, que é propriedade da gigante farmacêutica Johnson & Johnson (J & J), insiste que o Tylenol é seguro quando tomado como indicado. Mas o que a empresa deixa de admitir é que muitas pessoas estão tomando não só o Tylenol, mas também outros medicamentos que contêm paracetamol, o que aumenta a dose do produto químico a níveis que são muito maiores do que provavelmente se imagina.

Uma pesquisa recente também sugere um aumento de até 123% no risco de desfunção renal pela combinação de Paracetamol com álcool.

De acordo com AP, aproximadamente um em cada quatro americanos, ou cerca de 78 milhões de pessoas, consomem produtos com drogas que contem acetaminofeno semanalmente. Verifica-se que cerca de 600 medicamentos sem receita médica, contêm paracetamol.

Combinando diferentes drogas contendo acetaminofeno/paracetamol é uma das principais causas de overdose de paracetamol, dizem os especialistas, por isso a adição das novas etiquetas. Mas algumas pessoas que ficam bem dentro da dose máxima diária de paracetamol, que está atualmente fixada em 4.000 miligramas (mg) por dia, ainda ficam doentes ou morrem, o que sugere que talvez qualquer nível de acetaminofeno é tóxico e deve ser evitado.

“É ainda um pouco de um quebra-cabeça“, diz a Dra. Anne Larson do Centro Médico Sueco em Seattle, Washington. “É uma predisposição genética? As pessoas alegam que elas tomaram a quantidade certa, mas elas realmente tomaram a mais? É difícil saber.”

Fontes:
Notícias Naturais , Mercury News , Food Consumer , Science Natural News , Natural News , Medical News Today

Crise da água em São Paulo está entre as piores da história (Foto: Reprodução)
Para muitos, o racionamento de água em São Paulo já é uma realidade líquida e certa. Resta saber até quando políticos ganharão tempo para escondê-la ou se a população agirá, a ponto de, quem sabe, se repetirem as chamadas ‘guerras da água’, já vistas em locais onde os serviços hídricos e sanitários foram privatizados. De toda forma, o assunto não é passageiro e exige toda uma reflexão a respeito dos atuais modelos de vida e economia.

“Em primeiro lugar, é preciso reeducar a população a reduzir o consumo. As empresas também, pois quando se fala em redução de consumo parece que só a população consome. Mas, no Brasil, 70% da água é consumida pela agricultura, 22%, pela indústria e 8%, pelas residências. E quando se fala em redução de consumo, só se fala dos 8%, mas não dos 92%”, afirmou Marzeni Pereira, tecnólogo em saneamento da Sabesp, em entrevista ao Correio da Cidadania.

Na conversa, Marzeni elenca uma série de razões históricas, desde as locais até as mais abrangentes, que levaram São Paulo à atual crise hídrica, cujas consequências ainda não foram quantificadas. Trata-se de mais um fracasso do modelo de gestão privatista, de mãos dadas com um projeto desenvolvimentista que tem gerado mudanças ambientais em todos os grandes biomas do país.

“A Sabesp é a empresa mais preparada do Brasil para gerir o sistema de saneamento. Tem o melhor corpo técnico, a melhor estrutura etc. O problema principal é justamente a administração voltada ao mercado e ao lucro. Além disso, a empresa, sem dúvida, vem sofrendo sucateamento. Em 2004, tinha 18 mil trabalhadores e sua base de atuação era menor. Hoje, a empresa tem menos de 14 mil. A terceirização é um dos principais problemas, por exemplo, na perda de água”, explicou, em relação ao contexto paulista.

Por outro lado, Marzeni não deixou de fora toda a relação com um modelo já há décadas hegemônico. “No ano passado, em torno somente de soja, carne, milho e café, o Brasil exportou cerca de 200 bilhões de m³ de água. Significa abastecer São Paulo por quase 100 anos. A umidade atmosférica, mantida através dos chamados ‘rios voadores’, que vêm do Norte do Brasil e precisam da continuidade da vegetação, foi reduzida. A atuação do agronegócio, quem mais desmata, teve influência em SP. E teve também o desmatamento de todo o centro-oeste do estado”, resumiu.

A entrevista completa com Marzeni Pereira, realizada nos estúdios da webrádio Central3, pode ser lida a seguir.

Correio da Cidadania: Qual o resumo que você faz, num breve histórico, das origens e razões da crise da água no estado de São Paulo?

Marzeni Pereira: Podemos dizer que o histórico da crise de água em São Paulo tem bastante tempo. Em 2003, por exemplo, o sistema Cantareira chegou próximo de zero, com menos de 5% de sua capacidade de armazenamento e todo o sistema de saneamento quase entrou em colapso. Houve um princípio de racionamento, com a Operação Pajé (na qual se bombardeavam nuvens e se pulverizava sua água).

Nesse período, foi elaborado um plano para que o saneamento de São Paulo dependesse menos do Cantareira, ao ser assinada uma outorga com vistas a reduzir a dependência do reservatório – o que mais abastece a capital e a região metropolitana. De lá pra cá, a ideia era reduzir perdas, aumentar o reuso e encontrar novas formas de abastecimento, por outros mananciais. Isso não aconteceu.

Em 2004 e 2005, houve uma recuperação da reservação de água; em 2009, houve um pico, com quase 100% das represas cheias. Em 2009, houve um período de enchentes, como a do Jardim Pantanal (zona leste); e em 2011, teve a enchente de Franco da Rocha, por conta da abertura da represa Paiva Castro. Mas, de toda forma, não houve redução da participação do sistema Cantareira. As perdas caíram, mas não o suficiente para suprir a demanda, que cresceu. Não houve, portanto, contrapartida suficiente na disponibilidade de água. Esse é o principal problema.

Outro ponto é que tivemos, recentemente, em 2013 e 2014, uma estiagem bastante forte, apesar de curta, comparando com outras regiões do Brasil, com 5 ou 10 anos de estiagem. Aqui são menos de dois anos, de modo que não era pra estarmos na atual situação.

Neste ano, também teve outro problema: com eleições e Copa do Mundo, havia a necessidade de o governo manter sua imagem em alta. Por isso, não se tomaram medidas para reduzir o consumo de água a partir de janeiro e fevereiro de 2014.

Correio da Cidadania: Qual o papel da Sabesp, com seu modelo de gestão, nesse processo?

Marzeni Pereira: A Sabesp é a empresa mais preparada do Brasil para gerir o sistema de saneamento. Tem o melhor corpo técnico, a melhor estrutura etc. O problema principal é justamente a administração voltada ao mercado e ao lucro. Outra coisa é a dependência das influências diretas do governador e dos acionistas privados.

Além disso, a empresa, sem dúvida, vem sofrendo sucateamento e redução da sua capacidade de trabalho. Em 2004, a Sabesp tinha 18 mil trabalhadores e sua base de atuação era menor. Hoje, a empresa tem menos de 14 mil, uma redução de cerca de 20% do quadro. Isso influencia, certamente.

Outra coisa é que, a partir do momento em que se reduz o número de trabalhadores diretos, há a necessidade de terceirizar serviços. A terceirização é um dos principais problemas, por exemplo, na perda de água. Porque o serviço é mal feito, o cara faz num dia e no outro dia já vaza de novo... Significa que o serviço tem de ser feito várias vezes, e aí temos mais perdas.

É uma lógica adotada nos últimos 20 anos: a empresa depender de outras empresas privadas. Hoje, as empresas privadas têm muita influência no dia a dia da Sabesp. Portanto, é claro que o modelo de gestão tem tudo a ver com a crise.

Correio da Cidadania: Como dimensiona a crise da água no país como um todo, em si e relativamente a São Paulo? Em que medida a destruição dos biomas do Cerrado e amazônico explicam a grave situação que vivemos?
Marzeni Pereira: A estiagem em São Paulo, com certeza, tem relação com o desmatamento da Amazônia e do Cerrado. Obviamente, sempre que há desmatamento se reduz a evaporação de água pela evapotranspiração das árvores. O Cerrado brasileiro sofreu muito com a devastação promovida pelo agronegócio.

Para se ter ideia, no ano passado, em torno somente de quatro produtos (soja, carne, milho e café), o Brasil exportou cerca de 200 bilhões de metros cúbicos de água. Não produziu, apenas exportou, ‘água virtual’, como se diz. Tal número significa abastecer São Paulo por quase 100 anos, apenas com a quantidade de água gasta por esses quatro produtos.

Outro problema é que houve redução da quantidade de água superficial. À medida que há uma degradação, tanto pela remoção da vegetação como pela irrigação intensiva de larga escala, reduzem-se os afluentes dos grandes rios, como os amazônicos e o São Francisco, que já está sofrendo muito com a redução da água.

A umidade atmosférica, mantida através dos chamados “rios voadores”, que vêm do Norte do Brasil e precisam da continuidade da vegetação, foi reduzida. A atuação do agronegócio, quem mais desmata no Brasil, teve influência em São Paulo.

Mas não é só isso. Teve também o desmatamento de todo o centro-oeste do estado de São Paulo. Praticamente toda a vegetação de tal região foi removida, para plantios de cana, eucalipto, laranja etc. A redução dessa vegetação também tem influência. A redução das matas ciliares dos rios que abastecem as represas é outro fator, pois provoca o assoreamento e um secamento mais rápido.

Correio da Cidadania: O que pensa dos primeiros protestos que começam a ser organizados, ou que ocorrem até espontaneamente, em torno à água, a exemplo do que tem ocorrido em cidades como Itu? Acredita que possam crescer a ponto de se tornarem massivos, e até mesmo reproduzirem as chamadas “guerras da água” que ocorreram em vários países?

Marzeni Pereira: Itu é um caso bastante emblemático. Lá, a gestão da água é de uma empresa privada, que vendeu água até acabar. E há o risco de a empresa abandonar a cidade quando a água acabar de vez e começar o prejuízo. Afinal, ela está lá atrás de lucro, não para fazer serviço filantrópico. Esse é o grande risco de o setor privado atuar no saneamento. Temos de combatê-lo.

Quanto aos protestos, são iniciativas interessantes da população. Ela tem de fazer parte da vida política do país, não pode ficar omissa em casa. É importante ter pauta de reivindicações, um programa a ser apresentado no momento. As manifestações ainda estão tímidas, mas acredito que a tendência é de ganharem força.

Mesmo porque a previsão para 2015 é de faltar mais água. Se não chover muito nesse verão, a coisa será pior. Portanto, há tendência de aumento de protestos no ano que vem. Como cidadão, já estou participando, como nos dias 1 e 5. São manifestações importantes e precisam continuar.

Correio da Cidadania: Nesse sentido, como acredita que será o ano de 2015 em São Paulo, especialmente no que toca a vida do cidadão médio? O racionamento, que de fato já ocorre, vai ser intensificado?

Marzeni Pereira: Na realidade, ainda não existe racionamento. O que é racionamento? É a definição de quanto cada pessoa, ou família, pode usar. Seria, por exemplo, definir uma cota de 150 litros por dia. Isso é racionamento. Existe outro modelo, o rodízio, que é quando se joga água de uma região para outra. Num dia, um local fica sem água e outro a recebe. Portanto, há diferença entre um e outro tipo de política.

Inclusive, penso que o racionamento tem de ser adotado, especialmente quando a situação se acirrar. Se não, alguns terão água e outros não, como acontece no rodízio. Quem tem caixa d’água ou um reservatório grande em casa não fica sem água. Quem não tem, fica sem. Imagine uma pessoa que sai de casa às 8 da manhã e volta às 10 da noite. Se não tiver caixa d’água, não toma banho. O rodízio é injusto pra quem não tem condição de comprar caixa d´água grande.

Em relação ao ano que vem, observamos que a recuperação do reservatório do Cantareira, nos últimos 10 anos, tem sido, em média, de 23%. Se, por exemplo, está em 10% em outubro, quando chegar a março deverá estar com 30% ou 40%. E essa marca não tem sido ultrapassada, com exceção de 2004 e 2008.

O problema é que neste ano estamos com 17% negativos. O volume operacional acabou em 15 maio; de lá pra cá, está sendo usado o volume morto. Se o reservatório recuperar 20% do volume, no final do período de chuvas não teremos mais de 5% de volume operacional. Se não tiver chuva em abril, quando normalmente ela é escassa, esses 5% durariam uns 30 dias, o que nos faria voltar a usar o volume morto em maio. Há um risco de usarmos o volume morto do Cantareira bem antes do período em que começamos a usar em 2014.

Correio da Cidadania: Finalmente, o que pensa que poderiam ser soluções tanto a curto, dada a gravidade da situação, como a médio e longo prazos?

Marzeni Pereira: A principal solução é chover. Se chover, tudo se resolve. Torcemos pra isso; de fato, caso contrário, a população vai sofrer. Se não chover, temos de tomar algumas medidas (na verdade, mesmo que chova, teremos que tomá-las).

Em primeiro lugar, é preciso reeducar a população a reduzir o consumo. As empresas também, pois quando se fala em redução de consumo parece que só a população consome. Mas, no Brasil, 70% da água é consumida pela agricultura, 22%, pela indústria e 8%, pelas residências. E quando se fala em redução de consumo, só se fala dos 8%, mas não dos 92%.

A região metropolitana de São Paulo não tem muito peso da agricultura, mas tem da indústria. Precisa reduzir o consumo residencial e industrial. Precisa também de uma forte redução de perdas. Precisa de uma orientação sem meio termo para a população. Não pode ser como hoje, o governo e a Sabesp têm de falar mais claramente à população de como a situação é grave, além de esclarecer se precisamos fazer rodízio, racionamento ou as duas coisas juntas.

Há a necessidade de definir as atividades humanas básicas que terão suprimento de água garantido, como hospitais, escolas, creches. Quanto à população de baixa renda, com menos condição de comprar caixa d’água, seria necessário o governo distribuir tais caixas, distribuir filtros de hipoclorito, porque muita gente vai usar água de mina se precisar, o que traz risco de contaminação. Em caso de falta de água generalizada e uso de carros-pipa, tem que se saber como aqueles que não têm caixa poderão armazená-la.

Outro ponto é em relação ao emprego. Se de fato se concretizar a previsão, ou seja, se ocorrer falta de água generalizada em 2015, muitas empresas vão fechar, ao menos temporariamente, ou se mudar. Se não tiver política de estabilidade no emprego, pode ser uma catástrofe.

Também se deve incentivar uso de água de chuva e reuso. Pouco se fala em coletar água de chuva. Se a população fizesse isso, e reduzisse ao menos 10% do consumo, teríamos cerca de 5 metros cúbicos por segundo de economia de água. Isso equivale ao novo sistema que a Sabesp constrói agora, o São Lourenço, que custará 2 bilhões de reais.

Finalmente, é necessário estatizar o saneamento – não a Sabesp, mas o próprio saneamento. Não tem sentido um serviço tão importante quanto esse na mão de quem quer lucro. Mas a estatização não pode ficar na mão do governo, com empresários controlando por dentro. É preciso controle dos trabalhadores. Além de uma comissão e investigação populares, que apurem responsabilidades. É preciso coletar e tratar mais esgoto, usando tal água em atividades, principalmente, industriais, pois há uma série de usos possíveis com a água de esgoto.

Recuperar mananciais é outro ponto importante. Se isso não for feito, as consequências futuras podem ser mais graves. O Rodoanel passou pelos mananciais, o que mostra como não se deu importância a eles. Pessoas que moram em áreas de mananciais precisam sair de lá, através de negociações sérias, com plano habitacional. Com casa garantida, claro, ao invés de serem retiradas como lixo.

Há uma série de ações possíveis no médio e curto prazo. Mas têm de ser feitas em diálogos com a população, se não os interesses pelo lucro vão falar mais alto.

Gílson Sampaio/Correio da Cidadania 

Fontes: Correio da Cidadania , Notícia Final

Brasil: crise hídrica de São Paulo passa pelo agronegócio, desperdício e privatização da água

Crise da água em São Paulo está entre as piores da história (Foto: Reprodução)
Para muitos, o racionamento de água em São Paulo já é uma realidade líquida e certa. Resta saber até quando políticos ganharão tempo para escondê-la ou se a população agirá, a ponto de, quem sabe, se repetirem as chamadas ‘guerras da água’, já vistas em locais onde os serviços hídricos e sanitários foram privatizados. De toda forma, o assunto não é passageiro e exige toda uma reflexão a respeito dos atuais modelos de vida e economia.

“Em primeiro lugar, é preciso reeducar a população a reduzir o consumo. As empresas também, pois quando se fala em redução de consumo parece que só a população consome. Mas, no Brasil, 70% da água é consumida pela agricultura, 22%, pela indústria e 8%, pelas residências. E quando se fala em redução de consumo, só se fala dos 8%, mas não dos 92%”, afirmou Marzeni Pereira, tecnólogo em saneamento da Sabesp, em entrevista ao Correio da Cidadania.

Na conversa, Marzeni elenca uma série de razões históricas, desde as locais até as mais abrangentes, que levaram São Paulo à atual crise hídrica, cujas consequências ainda não foram quantificadas. Trata-se de mais um fracasso do modelo de gestão privatista, de mãos dadas com um projeto desenvolvimentista que tem gerado mudanças ambientais em todos os grandes biomas do país.

“A Sabesp é a empresa mais preparada do Brasil para gerir o sistema de saneamento. Tem o melhor corpo técnico, a melhor estrutura etc. O problema principal é justamente a administração voltada ao mercado e ao lucro. Além disso, a empresa, sem dúvida, vem sofrendo sucateamento. Em 2004, tinha 18 mil trabalhadores e sua base de atuação era menor. Hoje, a empresa tem menos de 14 mil. A terceirização é um dos principais problemas, por exemplo, na perda de água”, explicou, em relação ao contexto paulista.

Por outro lado, Marzeni não deixou de fora toda a relação com um modelo já há décadas hegemônico. “No ano passado, em torno somente de soja, carne, milho e café, o Brasil exportou cerca de 200 bilhões de m³ de água. Significa abastecer São Paulo por quase 100 anos. A umidade atmosférica, mantida através dos chamados ‘rios voadores’, que vêm do Norte do Brasil e precisam da continuidade da vegetação, foi reduzida. A atuação do agronegócio, quem mais desmata, teve influência em SP. E teve também o desmatamento de todo o centro-oeste do estado”, resumiu.

A entrevista completa com Marzeni Pereira, realizada nos estúdios da webrádio Central3, pode ser lida a seguir.

Correio da Cidadania: Qual o resumo que você faz, num breve histórico, das origens e razões da crise da água no estado de São Paulo?

Marzeni Pereira: Podemos dizer que o histórico da crise de água em São Paulo tem bastante tempo. Em 2003, por exemplo, o sistema Cantareira chegou próximo de zero, com menos de 5% de sua capacidade de armazenamento e todo o sistema de saneamento quase entrou em colapso. Houve um princípio de racionamento, com a Operação Pajé (na qual se bombardeavam nuvens e se pulverizava sua água).

Nesse período, foi elaborado um plano para que o saneamento de São Paulo dependesse menos do Cantareira, ao ser assinada uma outorga com vistas a reduzir a dependência do reservatório – o que mais abastece a capital e a região metropolitana. De lá pra cá, a ideia era reduzir perdas, aumentar o reuso e encontrar novas formas de abastecimento, por outros mananciais. Isso não aconteceu.

Em 2004 e 2005, houve uma recuperação da reservação de água; em 2009, houve um pico, com quase 100% das represas cheias. Em 2009, houve um período de enchentes, como a do Jardim Pantanal (zona leste); e em 2011, teve a enchente de Franco da Rocha, por conta da abertura da represa Paiva Castro. Mas, de toda forma, não houve redução da participação do sistema Cantareira. As perdas caíram, mas não o suficiente para suprir a demanda, que cresceu. Não houve, portanto, contrapartida suficiente na disponibilidade de água. Esse é o principal problema.

Outro ponto é que tivemos, recentemente, em 2013 e 2014, uma estiagem bastante forte, apesar de curta, comparando com outras regiões do Brasil, com 5 ou 10 anos de estiagem. Aqui são menos de dois anos, de modo que não era pra estarmos na atual situação.

Neste ano, também teve outro problema: com eleições e Copa do Mundo, havia a necessidade de o governo manter sua imagem em alta. Por isso, não se tomaram medidas para reduzir o consumo de água a partir de janeiro e fevereiro de 2014.

Correio da Cidadania: Qual o papel da Sabesp, com seu modelo de gestão, nesse processo?

Marzeni Pereira: A Sabesp é a empresa mais preparada do Brasil para gerir o sistema de saneamento. Tem o melhor corpo técnico, a melhor estrutura etc. O problema principal é justamente a administração voltada ao mercado e ao lucro. Outra coisa é a dependência das influências diretas do governador e dos acionistas privados.

Além disso, a empresa, sem dúvida, vem sofrendo sucateamento e redução da sua capacidade de trabalho. Em 2004, a Sabesp tinha 18 mil trabalhadores e sua base de atuação era menor. Hoje, a empresa tem menos de 14 mil, uma redução de cerca de 20% do quadro. Isso influencia, certamente.

Outra coisa é que, a partir do momento em que se reduz o número de trabalhadores diretos, há a necessidade de terceirizar serviços. A terceirização é um dos principais problemas, por exemplo, na perda de água. Porque o serviço é mal feito, o cara faz num dia e no outro dia já vaza de novo... Significa que o serviço tem de ser feito várias vezes, e aí temos mais perdas.

É uma lógica adotada nos últimos 20 anos: a empresa depender de outras empresas privadas. Hoje, as empresas privadas têm muita influência no dia a dia da Sabesp. Portanto, é claro que o modelo de gestão tem tudo a ver com a crise.

Correio da Cidadania: Como dimensiona a crise da água no país como um todo, em si e relativamente a São Paulo? Em que medida a destruição dos biomas do Cerrado e amazônico explicam a grave situação que vivemos?
Marzeni Pereira: A estiagem em São Paulo, com certeza, tem relação com o desmatamento da Amazônia e do Cerrado. Obviamente, sempre que há desmatamento se reduz a evaporação de água pela evapotranspiração das árvores. O Cerrado brasileiro sofreu muito com a devastação promovida pelo agronegócio.

Para se ter ideia, no ano passado, em torno somente de quatro produtos (soja, carne, milho e café), o Brasil exportou cerca de 200 bilhões de metros cúbicos de água. Não produziu, apenas exportou, ‘água virtual’, como se diz. Tal número significa abastecer São Paulo por quase 100 anos, apenas com a quantidade de água gasta por esses quatro produtos.

Outro problema é que houve redução da quantidade de água superficial. À medida que há uma degradação, tanto pela remoção da vegetação como pela irrigação intensiva de larga escala, reduzem-se os afluentes dos grandes rios, como os amazônicos e o São Francisco, que já está sofrendo muito com a redução da água.

A umidade atmosférica, mantida através dos chamados “rios voadores”, que vêm do Norte do Brasil e precisam da continuidade da vegetação, foi reduzida. A atuação do agronegócio, quem mais desmata no Brasil, teve influência em São Paulo.

Mas não é só isso. Teve também o desmatamento de todo o centro-oeste do estado de São Paulo. Praticamente toda a vegetação de tal região foi removida, para plantios de cana, eucalipto, laranja etc. A redução dessa vegetação também tem influência. A redução das matas ciliares dos rios que abastecem as represas é outro fator, pois provoca o assoreamento e um secamento mais rápido.

Correio da Cidadania: O que pensa dos primeiros protestos que começam a ser organizados, ou que ocorrem até espontaneamente, em torno à água, a exemplo do que tem ocorrido em cidades como Itu? Acredita que possam crescer a ponto de se tornarem massivos, e até mesmo reproduzirem as chamadas “guerras da água” que ocorreram em vários países?

Marzeni Pereira: Itu é um caso bastante emblemático. Lá, a gestão da água é de uma empresa privada, que vendeu água até acabar. E há o risco de a empresa abandonar a cidade quando a água acabar de vez e começar o prejuízo. Afinal, ela está lá atrás de lucro, não para fazer serviço filantrópico. Esse é o grande risco de o setor privado atuar no saneamento. Temos de combatê-lo.

Quanto aos protestos, são iniciativas interessantes da população. Ela tem de fazer parte da vida política do país, não pode ficar omissa em casa. É importante ter pauta de reivindicações, um programa a ser apresentado no momento. As manifestações ainda estão tímidas, mas acredito que a tendência é de ganharem força.

Mesmo porque a previsão para 2015 é de faltar mais água. Se não chover muito nesse verão, a coisa será pior. Portanto, há tendência de aumento de protestos no ano que vem. Como cidadão, já estou participando, como nos dias 1 e 5. São manifestações importantes e precisam continuar.

Correio da Cidadania: Nesse sentido, como acredita que será o ano de 2015 em São Paulo, especialmente no que toca a vida do cidadão médio? O racionamento, que de fato já ocorre, vai ser intensificado?

Marzeni Pereira: Na realidade, ainda não existe racionamento. O que é racionamento? É a definição de quanto cada pessoa, ou família, pode usar. Seria, por exemplo, definir uma cota de 150 litros por dia. Isso é racionamento. Existe outro modelo, o rodízio, que é quando se joga água de uma região para outra. Num dia, um local fica sem água e outro a recebe. Portanto, há diferença entre um e outro tipo de política.

Inclusive, penso que o racionamento tem de ser adotado, especialmente quando a situação se acirrar. Se não, alguns terão água e outros não, como acontece no rodízio. Quem tem caixa d’água ou um reservatório grande em casa não fica sem água. Quem não tem, fica sem. Imagine uma pessoa que sai de casa às 8 da manhã e volta às 10 da noite. Se não tiver caixa d’água, não toma banho. O rodízio é injusto pra quem não tem condição de comprar caixa d´água grande.

Em relação ao ano que vem, observamos que a recuperação do reservatório do Cantareira, nos últimos 10 anos, tem sido, em média, de 23%. Se, por exemplo, está em 10% em outubro, quando chegar a março deverá estar com 30% ou 40%. E essa marca não tem sido ultrapassada, com exceção de 2004 e 2008.

O problema é que neste ano estamos com 17% negativos. O volume operacional acabou em 15 maio; de lá pra cá, está sendo usado o volume morto. Se o reservatório recuperar 20% do volume, no final do período de chuvas não teremos mais de 5% de volume operacional. Se não tiver chuva em abril, quando normalmente ela é escassa, esses 5% durariam uns 30 dias, o que nos faria voltar a usar o volume morto em maio. Há um risco de usarmos o volume morto do Cantareira bem antes do período em que começamos a usar em 2014.

Correio da Cidadania: Finalmente, o que pensa que poderiam ser soluções tanto a curto, dada a gravidade da situação, como a médio e longo prazos?

Marzeni Pereira: A principal solução é chover. Se chover, tudo se resolve. Torcemos pra isso; de fato, caso contrário, a população vai sofrer. Se não chover, temos de tomar algumas medidas (na verdade, mesmo que chova, teremos que tomá-las).

Em primeiro lugar, é preciso reeducar a população a reduzir o consumo. As empresas também, pois quando se fala em redução de consumo parece que só a população consome. Mas, no Brasil, 70% da água é consumida pela agricultura, 22%, pela indústria e 8%, pelas residências. E quando se fala em redução de consumo, só se fala dos 8%, mas não dos 92%.

A região metropolitana de São Paulo não tem muito peso da agricultura, mas tem da indústria. Precisa reduzir o consumo residencial e industrial. Precisa também de uma forte redução de perdas. Precisa de uma orientação sem meio termo para a população. Não pode ser como hoje, o governo e a Sabesp têm de falar mais claramente à população de como a situação é grave, além de esclarecer se precisamos fazer rodízio, racionamento ou as duas coisas juntas.

Há a necessidade de definir as atividades humanas básicas que terão suprimento de água garantido, como hospitais, escolas, creches. Quanto à população de baixa renda, com menos condição de comprar caixa d’água, seria necessário o governo distribuir tais caixas, distribuir filtros de hipoclorito, porque muita gente vai usar água de mina se precisar, o que traz risco de contaminação. Em caso de falta de água generalizada e uso de carros-pipa, tem que se saber como aqueles que não têm caixa poderão armazená-la.

Outro ponto é em relação ao emprego. Se de fato se concretizar a previsão, ou seja, se ocorrer falta de água generalizada em 2015, muitas empresas vão fechar, ao menos temporariamente, ou se mudar. Se não tiver política de estabilidade no emprego, pode ser uma catástrofe.

Também se deve incentivar uso de água de chuva e reuso. Pouco se fala em coletar água de chuva. Se a população fizesse isso, e reduzisse ao menos 10% do consumo, teríamos cerca de 5 metros cúbicos por segundo de economia de água. Isso equivale ao novo sistema que a Sabesp constrói agora, o São Lourenço, que custará 2 bilhões de reais.

Finalmente, é necessário estatizar o saneamento – não a Sabesp, mas o próprio saneamento. Não tem sentido um serviço tão importante quanto esse na mão de quem quer lucro. Mas a estatização não pode ficar na mão do governo, com empresários controlando por dentro. É preciso controle dos trabalhadores. Além de uma comissão e investigação populares, que apurem responsabilidades. É preciso coletar e tratar mais esgoto, usando tal água em atividades, principalmente, industriais, pois há uma série de usos possíveis com a água de esgoto.

Recuperar mananciais é outro ponto importante. Se isso não for feito, as consequências futuras podem ser mais graves. O Rodoanel passou pelos mananciais, o que mostra como não se deu importância a eles. Pessoas que moram em áreas de mananciais precisam sair de lá, através de negociações sérias, com plano habitacional. Com casa garantida, claro, ao invés de serem retiradas como lixo.

Há uma série de ações possíveis no médio e curto prazo. Mas têm de ser feitas em diálogos com a população, se não os interesses pelo lucro vão falar mais alto.

Gílson Sampaio/Correio da Cidadania 

Fontes: Correio da Cidadania , Notícia Final

Posted at: By Luis R. Miranda

Imagem: www.businessinsider.com
Embora alguns mosquitos podem transmitir alguns vírus, nem todos os vírus que circulam no sangue podem ser transmitidos pela picada do mosquito..

Aqueles víruses que podem ser transmitidos são um tipo específico de vírus chamados de arbovírus. Entre eles estão a febre amarela e o dengue.

Mas outros, como a AIDS ou hepatite C, que também circulam no sangue, mas não são arbovírus, não podem ser transmitidos por picadas de mosquito.

Que garantias temos de que o vírus Ebola não pode agir como um arbovírus?

“Para que um vírus seja transmitido por mosquitos, ele precisa se adaptar ao corpo do mosquito e ser capaz de se multiplicar em suas glândulas salivares. Não há nada que sugira que o vírus Ebola pode fazer isso“, explica Albert Bosch, um microbiologista da Universidade de Barcelona e presidente da Sociedade Espanhola de Virologia.

Além disso, na atual epidemia de Ebola, o contágio ocorre pelo contato direto com pessoas doentes.

Nos casos em que os pacientes com Ebola são isoladas, eles não podem infectar outras pessoas.

Como medidas de isolamento aplicadas na África não incluem o uso de mosquiteiros, isso confirma que o vírus Ebola é um arbovírus.

Há boas razões para evitar os mosquitos, mas o medo de contrair o Ebola não é um deles; pelo menos por agora.

A certeza de que o vírus Ebola não pode adquirir a capacidade de se reproduzir e viver nas glândulas salivares do mosquito poderia mudar se novos testes demonstram o contrário. Por enquanto, ninguém está cuidadosamente estudando se Ebola pode ser capaz de se adaptar a uma glândula salivar salivar para se reproduzir e sobreviver.

A partir de agora, os cientistas [grifo nosso] têm assegurado as pessoas que Ebola só pode ser transmitido através do contato direto, isto é, quando o sangue ou fluidos, como a saliva, muco, vômito, fezes, suor, lágrimas, leite materno, ou a urina de uma pessoa infectada, ter contato com os olhos, o nariz ou entrar na boca de uma pessoa ou uma ferida ou abrasão aberta.

Uma maneira em que Ebola não é transmitido é quando o suor de uma pessoa toca a pele de outra pessoa, a não ser como assinalei antes, que exista uma ferida aberta. Suor, saliva, leite materno ou qualquer outro fluido não pode transmitir Ebola apenas tocando uma pele saudável.

Como relatado anteriormente, é possível que um paciente infectado espalhe Ebola ao tossir ou espirrar, razão pela qual os profissionais de saúde usam equipamentos de proteção.

Os fluidos corporais tais como a saliva ou mucosa de uma pessoa infectada seriam melhores transmissores contanto que eles entram em de uma pessoa saudável pelos olhos, nariz, boca ou uma ferida.

De acordo com a sub-Secretária de Saúde e Serviços Humanos dos Estados Unidos, Dr. Nicole Lurie, Ebola pode ser capaz de sobreviver no que ela chamou “superfícies inertes”, o que confirma que os fluidos do corpo, tais como suor, podem ser potenciais vetores de transmissão.

Em um estudo recente cujos detalhes foram publicados no Mail Online, o Laboratório de Defesa e Ciência e Tecnologia do Reino Unido descobriu que a cepa circulante de Ebola no Zaire pode sobreviver por até 50 dias, mas apenas sob certas condições.

De acordo com o relatório do Mail Online, o estudo de 2010 descobriu que um “filovirus” pode sobreviver em líquidos, em substratos sólidos e em aerossol dinâmico. No entanto, os resultados do estudo são verdadeiras para apenas dois tipos de filoviruses nas situações descritas acima. Os vírus testados foram o Marburgvirus Lago Victoria (Marv) e Zaire ebolavirus (Zebov).
Cada um foi colocado em amostras de tecidos da cobaia e testados quanto à sua capacidade de sobreviver em diferentes líquidos e sobre diferentes superfícies a diferentes temperaturas, durante um período de 50 dias. Quando armazenado a (39 ° F), no dia 26, três vírus das amostras foram extraídas com sucesso; Zebov ainda foi encontrado na amostra de vidro, e o Marv foi encontrado em vidro e plástico. Por volta do dia 50, a única amostra a partir do qual o vírus possa ser recuperada foi a Zebov na superficie de vidro.
Os cientistas têm agora um parâmetro para medir a capacidade destas duas linhagens ‘para permanecer vivas nessas condições muito específicas e se eles podem evoluir para se tornar mais resistentes a condições externas.

Fonte: Real Agenda

Podem os mosquitos transmitir Ebola?

Posted at: By Luis R. Miranda

Imagem: www.businessinsider.com
Embora alguns mosquitos podem transmitir alguns vírus, nem todos os vírus que circulam no sangue podem ser transmitidos pela picada do mosquito..

Aqueles víruses que podem ser transmitidos são um tipo específico de vírus chamados de arbovírus. Entre eles estão a febre amarela e o dengue.

Mas outros, como a AIDS ou hepatite C, que também circulam no sangue, mas não são arbovírus, não podem ser transmitidos por picadas de mosquito.

Que garantias temos de que o vírus Ebola não pode agir como um arbovírus?

“Para que um vírus seja transmitido por mosquitos, ele precisa se adaptar ao corpo do mosquito e ser capaz de se multiplicar em suas glândulas salivares. Não há nada que sugira que o vírus Ebola pode fazer isso“, explica Albert Bosch, um microbiologista da Universidade de Barcelona e presidente da Sociedade Espanhola de Virologia.

Além disso, na atual epidemia de Ebola, o contágio ocorre pelo contato direto com pessoas doentes.

Nos casos em que os pacientes com Ebola são isoladas, eles não podem infectar outras pessoas.

Como medidas de isolamento aplicadas na África não incluem o uso de mosquiteiros, isso confirma que o vírus Ebola é um arbovírus.

Há boas razões para evitar os mosquitos, mas o medo de contrair o Ebola não é um deles; pelo menos por agora.

A certeza de que o vírus Ebola não pode adquirir a capacidade de se reproduzir e viver nas glândulas salivares do mosquito poderia mudar se novos testes demonstram o contrário. Por enquanto, ninguém está cuidadosamente estudando se Ebola pode ser capaz de se adaptar a uma glândula salivar salivar para se reproduzir e sobreviver.

A partir de agora, os cientistas [grifo nosso] têm assegurado as pessoas que Ebola só pode ser transmitido através do contato direto, isto é, quando o sangue ou fluidos, como a saliva, muco, vômito, fezes, suor, lágrimas, leite materno, ou a urina de uma pessoa infectada, ter contato com os olhos, o nariz ou entrar na boca de uma pessoa ou uma ferida ou abrasão aberta.

Uma maneira em que Ebola não é transmitido é quando o suor de uma pessoa toca a pele de outra pessoa, a não ser como assinalei antes, que exista uma ferida aberta. Suor, saliva, leite materno ou qualquer outro fluido não pode transmitir Ebola apenas tocando uma pele saudável.

Como relatado anteriormente, é possível que um paciente infectado espalhe Ebola ao tossir ou espirrar, razão pela qual os profissionais de saúde usam equipamentos de proteção.

Os fluidos corporais tais como a saliva ou mucosa de uma pessoa infectada seriam melhores transmissores contanto que eles entram em de uma pessoa saudável pelos olhos, nariz, boca ou uma ferida.

De acordo com a sub-Secretária de Saúde e Serviços Humanos dos Estados Unidos, Dr. Nicole Lurie, Ebola pode ser capaz de sobreviver no que ela chamou “superfícies inertes”, o que confirma que os fluidos do corpo, tais como suor, podem ser potenciais vetores de transmissão.

Em um estudo recente cujos detalhes foram publicados no Mail Online, o Laboratório de Defesa e Ciência e Tecnologia do Reino Unido descobriu que a cepa circulante de Ebola no Zaire pode sobreviver por até 50 dias, mas apenas sob certas condições.

De acordo com o relatório do Mail Online, o estudo de 2010 descobriu que um “filovirus” pode sobreviver em líquidos, em substratos sólidos e em aerossol dinâmico. No entanto, os resultados do estudo são verdadeiras para apenas dois tipos de filoviruses nas situações descritas acima. Os vírus testados foram o Marburgvirus Lago Victoria (Marv) e Zaire ebolavirus (Zebov).
Cada um foi colocado em amostras de tecidos da cobaia e testados quanto à sua capacidade de sobreviver em diferentes líquidos e sobre diferentes superfícies a diferentes temperaturas, durante um período de 50 dias. Quando armazenado a (39 ° F), no dia 26, três vírus das amostras foram extraídas com sucesso; Zebov ainda foi encontrado na amostra de vidro, e o Marv foi encontrado em vidro e plástico. Por volta do dia 50, a única amostra a partir do qual o vírus possa ser recuperada foi a Zebov na superficie de vidro.
Os cientistas têm agora um parâmetro para medir a capacidade destas duas linhagens ‘para permanecer vivas nessas condições muito específicas e se eles podem evoluir para se tornar mais resistentes a condições externas.

Fonte: Real Agenda

por

Depois de tanto conhecimento teórico explicado em posts anteriores sobre armazenamento, está na hora de começarmos a colocar a mão na massa! Preparamos então um tutorial de como armazenar grãos dos mais diversos tipos em um objeto simples e encontrado em QUALQUER lugar… a garrafa PET.
O ideal é armazenar alimentos em jarros de vidro, mas convenhamos, ninguém tem acesso fácil a grandes recipientes e ainda temos o inconveniente de serem extremamente frágeis. Então para começar… Porque armazenar comida em garrafas PET?

Este item muitas vezes jogado fora por milhares de famílias todos os dias é um ótimo recipiente para armazenar comida e líquidos por um tempo muito grande, visto que pode ser hermeticamente fechado e tem uma resistência incrível a impactos. Seu custo é irrisório e não ocupa muito espaço quando falamos em armazenagem.

Uma das grandes preocupações em torno desta prática é a possível liberação da toxina Bisfenol A nos alimentos armazenados dentro da garrafa. Esta toxina quando ingerida em grande quantidade de forma constante pode causar problemas nas mais diversas áreas do corpo, porém existem alguns fatores que nos deixam menos preocupados quanto a esta situação:
  • A ANVISA proibiu limites excessivos dessa toxina em todos plásticos que armazenam líquidos e comida desde 2011;
  • O Bisfenol A é liberado no alimento após longo tempo de armazenamento (em locais quentes) e mesmo assim não possui quantidade o suficiente para causar danos ao corpo;
Bom, visto que estamos seguros quanto a essa dúvida, podemos então prosseguir com a idéia. Segue o vídeo:

Neste tutorial ensinamos como armazenar grãos de maneira confiável e barata, utilizando materiais acessíveis à todos.

Este processo de armazenamento pode aumentar a validade dos grãos consideravelmente, fazendo-os durar até por cinco anos.



Caso não seja possível visualizar o vídeo, segue o conteúdo em texto abaixo (com adições e subtrações de conteúdo):

Você pode armazenar qualquer tipo de grão com o processo abaixo e, apesar de parecer trabalhoso, vale a pena fazer seu estoque desta forma fácil e barata. Veja os passos abaixo:

---

Primeiro passo: Higienização

Para iniciar devemos higienizar a garrafa PET. O processo é bastante simples, basta lavar o recipiente com detergente e depois enxaguá-lo com álcool para eliminar qualquer resíduo ou bactéria presente. Depois disso, deixe a garrafa secar no sol.

Tire todo o sabão restante após a lavagem

Antes de prosseguir, certifique-se que a garrafa está completamente seca, pois qualquer umidade presente em seu interior pode estragar os grãos armazenados ali.

Segundo passo: Inserção do alho e grãos

Agora, vamos utilizar dentes de alho para absorver a umidade e agir como bactericida para qualquer tipo de organismo que tente crescer dentro da garrafa. O ideal é utilizar um dente de alho a cada quatro dedos de grãos.

Para facilitar o processo de colocar os grãos na garrafa, faça um funil com a boca de outra garrafa, desta forma:
Corte a parte superior de uma garrafa PET e use como funil

Quando você terminar de encher a garrafa, vamos à próxima etapa.

Terceiro passo: Compactação de grãos

Por mais que a garrafa já pareça cheia, ainda cabem muitos grãos a mais. Pressione os feijões na boca da garrafa e bata ela sobre uma superfície dura, o impacto fará os grãos se ajeitarem melhor fazendo com que o espaço de armazenamento seja otimizado.
Bata com força para que os grãos se acomodem e liberem mais espaço

Você terá de repetir esse processo várias vezes, até não haver mais possibilidade de inserir novos grãos.  

Quatro passo: Armazenando à vácuo

Nesta etapa você precisará de papel alumínio, algodão, álcool e fósforos. Com todos materiais prontos, você deve rasgar um pequeno pedaço de papel alumínio e formar uma espécie de “cama” nele e após molhar o algodão em álcool, insira-o dentro do papel alumínio.

Coloque o algodão molhado com álcool na "cama"
Posicione o alumínio com álcool sobre os grãos da boca da garrafa e com cuidado incendeie o algodão. O alumínio protegerá o plástico do fogo por tempo suficiente até você fechar a garrafa com a tampa.
Cuidado para não queimar os dedos nesta etapa
Ao fechar a garrafa o fogo continuará acesso até consumir todo o oxigênio da embalagem, finalizando esta etapa.

Quinto passo: Vedando à parafina

Apesar de já ter finalizado o armazenamento, sabemos que somente a tampa não é capaz de manter o vácuo por muito tempo. Para garantir que seus grãos durem vamos vedar a fresta entre a tampa e a garrafa utilizando parafina. Para isso, acenda uma vela e vá pingando a parafina derretida no pequeno vão da tampa:
Tente fechar o vão inteiro
Isso ajudará a manter seus grãos devidamente isolados das intempéries externas.

Sexto passo: Finalizando com fita adesiva

Para completar, vede a tampa da garrafa com fita adesiva, tentando cobrir a região superior da garrafa e a tampa por completo:
Gasta fita adesiva, porém vale a pena!
Seu armazenamento está pronto! Trabalhoso, porém simples. Agora vamos à identificação.

Sétimo passo: Identificando com etiquetas


Para você possuir um controle das datas em que armazenou os grãos e até quando vão as validades, insira duas etiquetas na garrafa, uma contendo o prazo de validade original do produto (que está na embalagem) e outra com a data de armazenamento:
Escreva à mão mesmo, só certifique-se de deixar a letra legível!
Pronto! Agora cubra as etiquetas com fita adesiva para protegê-las da sujeira ou água. Armazene as garrafas em um local escuro e de preferência sem umidade excessiva.

---

Seguindo os passos acima você já garantiu 2kg de grãos armazenados por um longo período. O ideal é ter um mês de alimentos em casa e, fazendo mais algumas garrafas destas você atingirá esta meta rapidamente.

Após chegar à quantia que você considera adequada para sua preparação utilize o sistema rotativo em seu estoque, consumindo a garrafa mais velha e inserindo uma nova no local. Isto fará com que você utilize os grãos antes que a validade original expire e ainda assim manterá seu estoque devidamente abastecido!

Algumas correções após postagem:

- Para grãos como o feijão, é interessante escolher os grãos, afim de tirar aqueles que possam estar podres;

- Se caso o local de armazenamento do saco de feijão for propício à umidade, antes de armazenar os grãos deixe-os por duas horas sob sol ou 15 minutos no forno;

- É interessante adicionar também Grãos de pimenta do reino pois elas evitam o surgimento de carunchos.

Fonte:Sobrevivencialismo

Sobrevivencialismo:Tutorial de Armazenando grãos em garrafas PET

por

Depois de tanto conhecimento teórico explicado em posts anteriores sobre armazenamento, está na hora de começarmos a colocar a mão na massa! Preparamos então um tutorial de como armazenar grãos dos mais diversos tipos em um objeto simples e encontrado em QUALQUER lugar… a garrafa PET.
O ideal é armazenar alimentos em jarros de vidro, mas convenhamos, ninguém tem acesso fácil a grandes recipientes e ainda temos o inconveniente de serem extremamente frágeis. Então para começar… Porque armazenar comida em garrafas PET?

Este item muitas vezes jogado fora por milhares de famílias todos os dias é um ótimo recipiente para armazenar comida e líquidos por um tempo muito grande, visto que pode ser hermeticamente fechado e tem uma resistência incrível a impactos. Seu custo é irrisório e não ocupa muito espaço quando falamos em armazenagem.

Uma das grandes preocupações em torno desta prática é a possível liberação da toxina Bisfenol A nos alimentos armazenados dentro da garrafa. Esta toxina quando ingerida em grande quantidade de forma constante pode causar problemas nas mais diversas áreas do corpo, porém existem alguns fatores que nos deixam menos preocupados quanto a esta situação:
  • A ANVISA proibiu limites excessivos dessa toxina em todos plásticos que armazenam líquidos e comida desde 2011;
  • O Bisfenol A é liberado no alimento após longo tempo de armazenamento (em locais quentes) e mesmo assim não possui quantidade o suficiente para causar danos ao corpo;
Bom, visto que estamos seguros quanto a essa dúvida, podemos então prosseguir com a idéia. Segue o vídeo:

Neste tutorial ensinamos como armazenar grãos de maneira confiável e barata, utilizando materiais acessíveis à todos.

Este processo de armazenamento pode aumentar a validade dos grãos consideravelmente, fazendo-os durar até por cinco anos.



Caso não seja possível visualizar o vídeo, segue o conteúdo em texto abaixo (com adições e subtrações de conteúdo):

Você pode armazenar qualquer tipo de grão com o processo abaixo e, apesar de parecer trabalhoso, vale a pena fazer seu estoque desta forma fácil e barata. Veja os passos abaixo:

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Primeiro passo: Higienização

Para iniciar devemos higienizar a garrafa PET. O processo é bastante simples, basta lavar o recipiente com detergente e depois enxaguá-lo com álcool para eliminar qualquer resíduo ou bactéria presente. Depois disso, deixe a garrafa secar no sol.

Tire todo o sabão restante após a lavagem

Antes de prosseguir, certifique-se que a garrafa está completamente seca, pois qualquer umidade presente em seu interior pode estragar os grãos armazenados ali.

Segundo passo: Inserção do alho e grãos

Agora, vamos utilizar dentes de alho para absorver a umidade e agir como bactericida para qualquer tipo de organismo que tente crescer dentro da garrafa. O ideal é utilizar um dente de alho a cada quatro dedos de grãos.

Para facilitar o processo de colocar os grãos na garrafa, faça um funil com a boca de outra garrafa, desta forma:
Corte a parte superior de uma garrafa PET e use como funil

Quando você terminar de encher a garrafa, vamos à próxima etapa.

Terceiro passo: Compactação de grãos

Por mais que a garrafa já pareça cheia, ainda cabem muitos grãos a mais. Pressione os feijões na boca da garrafa e bata ela sobre uma superfície dura, o impacto fará os grãos se ajeitarem melhor fazendo com que o espaço de armazenamento seja otimizado.
Bata com força para que os grãos se acomodem e liberem mais espaço

Você terá de repetir esse processo várias vezes, até não haver mais possibilidade de inserir novos grãos.  

Quatro passo: Armazenando à vácuo

Nesta etapa você precisará de papel alumínio, algodão, álcool e fósforos. Com todos materiais prontos, você deve rasgar um pequeno pedaço de papel alumínio e formar uma espécie de “cama” nele e após molhar o algodão em álcool, insira-o dentro do papel alumínio.

Coloque o algodão molhado com álcool na "cama"
Posicione o alumínio com álcool sobre os grãos da boca da garrafa e com cuidado incendeie o algodão. O alumínio protegerá o plástico do fogo por tempo suficiente até você fechar a garrafa com a tampa.
Cuidado para não queimar os dedos nesta etapa
Ao fechar a garrafa o fogo continuará acesso até consumir todo o oxigênio da embalagem, finalizando esta etapa.

Quinto passo: Vedando à parafina

Apesar de já ter finalizado o armazenamento, sabemos que somente a tampa não é capaz de manter o vácuo por muito tempo. Para garantir que seus grãos durem vamos vedar a fresta entre a tampa e a garrafa utilizando parafina. Para isso, acenda uma vela e vá pingando a parafina derretida no pequeno vão da tampa:
Tente fechar o vão inteiro
Isso ajudará a manter seus grãos devidamente isolados das intempéries externas.

Sexto passo: Finalizando com fita adesiva

Para completar, vede a tampa da garrafa com fita adesiva, tentando cobrir a região superior da garrafa e a tampa por completo:
Gasta fita adesiva, porém vale a pena!
Seu armazenamento está pronto! Trabalhoso, porém simples. Agora vamos à identificação.

Sétimo passo: Identificando com etiquetas


Para você possuir um controle das datas em que armazenou os grãos e até quando vão as validades, insira duas etiquetas na garrafa, uma contendo o prazo de validade original do produto (que está na embalagem) e outra com a data de armazenamento:
Escreva à mão mesmo, só certifique-se de deixar a letra legível!
Pronto! Agora cubra as etiquetas com fita adesiva para protegê-las da sujeira ou água. Armazene as garrafas em um local escuro e de preferência sem umidade excessiva.

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Seguindo os passos acima você já garantiu 2kg de grãos armazenados por um longo período. O ideal é ter um mês de alimentos em casa e, fazendo mais algumas garrafas destas você atingirá esta meta rapidamente.

Após chegar à quantia que você considera adequada para sua preparação utilize o sistema rotativo em seu estoque, consumindo a garrafa mais velha e inserindo uma nova no local. Isto fará com que você utilize os grãos antes que a validade original expire e ainda assim manterá seu estoque devidamente abastecido!

Algumas correções após postagem:

- Para grãos como o feijão, é interessante escolher os grãos, afim de tirar aqueles que possam estar podres;

- Se caso o local de armazenamento do saco de feijão for propício à umidade, antes de armazenar os grãos deixe-os por duas horas sob sol ou 15 minutos no forno;

- É interessante adicionar também Grãos de pimenta do reino pois elas evitam o surgimento de carunchos.

Fonte:Sobrevivencialismo

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