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Google se opõe à tentativa por parte do Departamento de Justiça dos Estados Unidos de ampliar os poderes federais para buscar e incautar dados digitais. Segundo Google, isso permitiria que aos Estados Unidos “piratear qualquer instalação” do mundo.

Google diz que o aumento dos poderes do FBI plantearia “preocupações constitucionais, legais e geopolíticas monumentais”

O gigante das buscas alerta que sob as propostas atuais, os agentes do FBI seriam capazes de realizar operações encobertas em servidores sem importar onde se encontrem, dando ao governo dos Estados Unidos acesso mundial sem restrições a vasta quantidade de informação privada.

Em particular, Google chama a atenção sobre o desejo do FBI de buscar remotamente em qualquer lugar do planeta, a localização de computadores que ocultaram sua localização, seja através da criptografia ou ocultando seus endereços IP utilizando serviços de anonimato como o Tor.

Fontes: theguardian.com, el Microlector , Caminho Alternativo

Google alerta que o Governo dos EUA poderá “hackear qualquer instalação” do mundo

Google se opõe à tentativa por parte do Departamento de Justiça dos Estados Unidos de ampliar os poderes federais para buscar e incautar dados digitais. Segundo Google, isso permitiria que aos Estados Unidos “piratear qualquer instalação” do mundo.

Google diz que o aumento dos poderes do FBI plantearia “preocupações constitucionais, legais e geopolíticas monumentais”

O gigante das buscas alerta que sob as propostas atuais, os agentes do FBI seriam capazes de realizar operações encobertas em servidores sem importar onde se encontrem, dando ao governo dos Estados Unidos acesso mundial sem restrições a vasta quantidade de informação privada.

Em particular, Google chama a atenção sobre o desejo do FBI de buscar remotamente em qualquer lugar do planeta, a localização de computadores que ocultaram sua localização, seja através da criptografia ou ocultando seus endereços IP utilizando serviços de anonimato como o Tor.

Fontes: theguardian.com, el Microlector , Caminho Alternativo

O Bilionário Bill Gates acredita que o mundo deve aprender com a batalha contra o vírus Ebola para se preparar para uma guerra contra uma possível doença fatal e global, utilizando para isso a ajuda das novas tecnologias.

O americano, que participou em Berlim de uma conferência de doadores da organização Gavi, a Aliança Global para Vacinas e Imunização, considera que seria imprudente não se preparar para o risco de uma pandemia mundial. "Um patógeno ainda mais difícil (que o Ebola) poderia surgir: uma forma de gripe, de SARS ou um tipo de vírus nunca antes visto", declarou em uma entrevista à AFP.

"Nós não sabemos se isso vai acontecer, mas o risco é significativo o suficiente, e uma coisa que deveríamos aprender com o Ebola é perguntar-nos: Estamos prontos o suficiente? É como quando estamos nos preparando para a guerra, temos aviões e precisamos treinar", continuou ele.

Segundo ele, se preparar pode significar recrutar voluntários para serem treinados para responder rapidamente às emergências de saúde, à imagem dos planos desenvolvidos nos países mais atingidos pelo Ebola - a Guiné, Libéria e Serra Leoa -, que registraram quase 8.700 mortos, segundo o último relatório da OMS.

Campanha de vacinação infantil

Bill Gates, classificado pela revista Forbes como o homem mais rico do mundo, com uma fortuna de cerca de 80 bilhões de dólares, explicou que a fundação que dirige com sua esposa Melinda tem distribuído em torno de 4 bilhões de dólares por ano para ajudar os mais pobres do mundo.

A fundação também é um dos principais contribuintes da organização Gavi, que arrecadou promessas de doação de 7,5 bilhões de dólares para prosseguir com sua campanha de vacinação infantil de 2016 a 2020.

As vacinas são "os maiores salva-vidas de vidas humanas", de acordo com o americano de 59 anos de idade, que comemora o fato de a chanceler alemã Angela Merkel ter recebido esta conferência de doadores em Berlim e feito da vacinação no mundo uma das prioridades do G7 presidido pela Alemanha este ano.

Ele também expressou sua preocupação com a ascensão de uma corrente anti-vacinação nos países ocidentais, ligada a um medo exagerado dos riscos associados às vacinas. "Nós nos concentramos em crianças pobres. Milhões delas morrem de doenças que poderiam ser evitadas por meio de vacinas", acrescenta. "É uma pena não haver uma taxa de 100% (de vacinação) nos países ricos."

"Eles escolhem infectar potencialmente pessoas que não podem se proteger", considera Bill Gates, observando que doenças como sarampo e a coqueluche podem voltar a se espalhar. O co-fundador da empresa de software Microsoft também salienta a importância da tecnologia na realização de campanhas de vacinação.

"Nós usamos fotos de satélite para determinar onde as pessoas vivem, usamos o GPS com telefones móveis para ver se as equipes de vacinação estão indo em todos os lugares que precisam ir, fazemos uma análise estatística para ver se alguma criança não foi atendida", explica.

"As novas tecnologias inovadoras vão nos permitir ver o que está acontecendo, a um custo muito mais baixo", disse ele. Bill Gates também diz estar orgulhoso de ter incentivado outros bilionários americanos, como Warren Buffett, a dedicar uma parcela significativa de sua riqueza à caridade.

Ele diz que quer levar esta mensagem para a Europa, Índia e China, "onde quer que eu vá, eu digo às pessoas o quanto eu me deleito na filantropia e eu encorajo outros a se envolver."
Por Deborah Cole - Berlim, Alemanha

Fontes: Revelação Final , Tecmundo , EmResumo

Bill Gates alerta que o mundo deve se preparar para uma pandemia mundial

O Bilionário Bill Gates acredita que o mundo deve aprender com a batalha contra o vírus Ebola para se preparar para uma guerra contra uma possível doença fatal e global, utilizando para isso a ajuda das novas tecnologias.

O americano, que participou em Berlim de uma conferência de doadores da organização Gavi, a Aliança Global para Vacinas e Imunização, considera que seria imprudente não se preparar para o risco de uma pandemia mundial. "Um patógeno ainda mais difícil (que o Ebola) poderia surgir: uma forma de gripe, de SARS ou um tipo de vírus nunca antes visto", declarou em uma entrevista à AFP.

"Nós não sabemos se isso vai acontecer, mas o risco é significativo o suficiente, e uma coisa que deveríamos aprender com o Ebola é perguntar-nos: Estamos prontos o suficiente? É como quando estamos nos preparando para a guerra, temos aviões e precisamos treinar", continuou ele.

Segundo ele, se preparar pode significar recrutar voluntários para serem treinados para responder rapidamente às emergências de saúde, à imagem dos planos desenvolvidos nos países mais atingidos pelo Ebola - a Guiné, Libéria e Serra Leoa -, que registraram quase 8.700 mortos, segundo o último relatório da OMS.

Campanha de vacinação infantil

Bill Gates, classificado pela revista Forbes como o homem mais rico do mundo, com uma fortuna de cerca de 80 bilhões de dólares, explicou que a fundação que dirige com sua esposa Melinda tem distribuído em torno de 4 bilhões de dólares por ano para ajudar os mais pobres do mundo.

A fundação também é um dos principais contribuintes da organização Gavi, que arrecadou promessas de doação de 7,5 bilhões de dólares para prosseguir com sua campanha de vacinação infantil de 2016 a 2020.

As vacinas são "os maiores salva-vidas de vidas humanas", de acordo com o americano de 59 anos de idade, que comemora o fato de a chanceler alemã Angela Merkel ter recebido esta conferência de doadores em Berlim e feito da vacinação no mundo uma das prioridades do G7 presidido pela Alemanha este ano.

Ele também expressou sua preocupação com a ascensão de uma corrente anti-vacinação nos países ocidentais, ligada a um medo exagerado dos riscos associados às vacinas. "Nós nos concentramos em crianças pobres. Milhões delas morrem de doenças que poderiam ser evitadas por meio de vacinas", acrescenta. "É uma pena não haver uma taxa de 100% (de vacinação) nos países ricos."

"Eles escolhem infectar potencialmente pessoas que não podem se proteger", considera Bill Gates, observando que doenças como sarampo e a coqueluche podem voltar a se espalhar. O co-fundador da empresa de software Microsoft também salienta a importância da tecnologia na realização de campanhas de vacinação.

"Nós usamos fotos de satélite para determinar onde as pessoas vivem, usamos o GPS com telefones móveis para ver se as equipes de vacinação estão indo em todos os lugares que precisam ir, fazemos uma análise estatística para ver se alguma criança não foi atendida", explica.

"As novas tecnologias inovadoras vão nos permitir ver o que está acontecendo, a um custo muito mais baixo", disse ele. Bill Gates também diz estar orgulhoso de ter incentivado outros bilionários americanos, como Warren Buffett, a dedicar uma parcela significativa de sua riqueza à caridade.

Ele diz que quer levar esta mensagem para a Europa, Índia e China, "onde quer que eu vá, eu digo às pessoas o quanto eu me deleito na filantropia e eu encorajo outros a se envolver."
Por Deborah Cole - Berlim, Alemanha

Fontes: Revelação Final , Tecmundo , EmResumo

Tribuna do Advogado
OAB-RJ, 12/02/2015




As comissões de Direito Ambiental (CDA) e de Bioética e Biodireito (CBB) da OAB/RJ receberam, na última semana, membros da Associação Brasileira de Saúde Coletiva (Abrasco), que recentemente se manifestaram criticamente à forma como a Comissão Técnica Nacional de Biossegurança (CTNBio) aprovou a produção de mosquitos geneticamente modificados para o combate ao Aedes aegypti , inseto transmissor do vírus da dengue.

Na reunião, os pesquisadores Hermano Castro, diretor da Escola Nacional de Saúde Pública, da Fiocruz; Lia Giraldo da Silva Augusto, professora na Universidade Federal de Pernambuco (UFPE); e Carlos dos Santos Silva, que é secretário executivo da Abrasco, relataram estar sofrendo pressão da empresa Oxitec, que produz os mosquitos, em razão de uma nota técnica que a associação teria soltado sobre a questão.

De acordo com o texto, que reflete a posição dos cientistas que integraram o grupo de trabalho para estudo do tema na Abrasco, não foram realizados os estudos dos impactos ambientais da inserção de tal espécime no ambiente, causando surpresa não só a falta de estudos como a rapidez na aprovação.

Representando a OAB/RJ, o presidente da CDA, Flávio Ahmed; a vice-presidente e o membro da CBB, Fernanda Bianco e Gabriel Bianconi Fernandes, respectivamente, manifestaram repúdio a qualquer tentativa de inibir posicionamentos científicos em relação a meio ambiente e saúde pública.

“O direito à informação e a participação são fundamentais quanto tratamos do direito ao meio ambiente ecologicamente equilibrado, bem constitucionalmente protegido e de titularidade difusa, exigindo as discussões que envolvem seu uso ampla reverberação. Daí porque a censura à discussão envolve também a violação ao livre acesso à informação e ao próprio direito ambiental como direito humano fundamental”, afirmou Ahmed. Segundo ele, as comissões pretendem realizar uma série de discussões sobre o tema.

Após o encontro, a Abrasco decidiu publicar uma segunda nota, em que ratifica alguns pontos da original e retifica outros: “Há questões que realmente não precisamos discutir, mas outras reforçamos, porque entendemos que é dever da Abrasco mostrar o posicionamento de seus cientistas”, explicou Lia.

Segundo os pesquisadores da entidade, os dados colhidos nos testes realizados nas cidades de Jacobina e Juazeiro, do estado da Bahia, seriam “insuficientes para um posicionamento consistente e qualquer órgão de pesquisa, muito mais, para a CTNBio”. Eles também alertam para o fato de não existem ainda normas adequadas de liberação planejada para avaliação de insetos e que a alteração na reprodução do Aedes aegypti pode atrair outros insetos, como o A. albopictus, espécie selvagem existente no Brasil e com capacidade vetorial para o vírus da dengue.

OAB-RJ acompanhará alerta da Abrasco sobre mosquitos transgênicos

Tribuna do Advogado
OAB-RJ, 12/02/2015




As comissões de Direito Ambiental (CDA) e de Bioética e Biodireito (CBB) da OAB/RJ receberam, na última semana, membros da Associação Brasileira de Saúde Coletiva (Abrasco), que recentemente se manifestaram criticamente à forma como a Comissão Técnica Nacional de Biossegurança (CTNBio) aprovou a produção de mosquitos geneticamente modificados para o combate ao Aedes aegypti , inseto transmissor do vírus da dengue.

Na reunião, os pesquisadores Hermano Castro, diretor da Escola Nacional de Saúde Pública, da Fiocruz; Lia Giraldo da Silva Augusto, professora na Universidade Federal de Pernambuco (UFPE); e Carlos dos Santos Silva, que é secretário executivo da Abrasco, relataram estar sofrendo pressão da empresa Oxitec, que produz os mosquitos, em razão de uma nota técnica que a associação teria soltado sobre a questão.

De acordo com o texto, que reflete a posição dos cientistas que integraram o grupo de trabalho para estudo do tema na Abrasco, não foram realizados os estudos dos impactos ambientais da inserção de tal espécime no ambiente, causando surpresa não só a falta de estudos como a rapidez na aprovação.

Representando a OAB/RJ, o presidente da CDA, Flávio Ahmed; a vice-presidente e o membro da CBB, Fernanda Bianco e Gabriel Bianconi Fernandes, respectivamente, manifestaram repúdio a qualquer tentativa de inibir posicionamentos científicos em relação a meio ambiente e saúde pública.

“O direito à informação e a participação são fundamentais quanto tratamos do direito ao meio ambiente ecologicamente equilibrado, bem constitucionalmente protegido e de titularidade difusa, exigindo as discussões que envolvem seu uso ampla reverberação. Daí porque a censura à discussão envolve também a violação ao livre acesso à informação e ao próprio direito ambiental como direito humano fundamental”, afirmou Ahmed. Segundo ele, as comissões pretendem realizar uma série de discussões sobre o tema.

Após o encontro, a Abrasco decidiu publicar uma segunda nota, em que ratifica alguns pontos da original e retifica outros: “Há questões que realmente não precisamos discutir, mas outras reforçamos, porque entendemos que é dever da Abrasco mostrar o posicionamento de seus cientistas”, explicou Lia.

Segundo os pesquisadores da entidade, os dados colhidos nos testes realizados nas cidades de Jacobina e Juazeiro, do estado da Bahia, seriam “insuficientes para um posicionamento consistente e qualquer órgão de pesquisa, muito mais, para a CTNBio”. Eles também alertam para o fato de não existem ainda normas adequadas de liberação planejada para avaliação de insetos e que a alteração na reprodução do Aedes aegypti pode atrair outros insetos, como o A. albopictus, espécie selvagem existente no Brasil e com capacidade vetorial para o vírus da dengue.

O Brasil entrou em 2015 com um panorama econômico complicado, porém também corre um sério risco de ter dificuldades de abastecer metade dos seus municípios com a quantidade adequada de água. O diagnóstico feito pela Agência Nacional de Águas (ANA) mapeou as tendências de demanda e oferta de água nos 5.565 municípios brasileiros e estimou em R$ 22 bilhões o total de investimentos necessários para evitar a escassez, e como sabemos, o Brasil não tem fama de ser eficiente em seus projetos.

Estamos falando de possível racionamento para cerca de 125 milhões de brasileiros. O uso desmedido e a falta de água nas regiões mais populosas cria um cenário potencialmente perigoso que pode afetar não só a hidratação das pessoas como também toda a economia e disposição demográfica do país.

Algumas regiões já estão em situação preocupante, como vocês podem acompanhar nesta notícia. A questão é: O que você pode fazer para se preparar? Vamos começar pelos planejamentos de curto, médio e longo prazo.
Curto prazo 
Aqui estamos falando do que você pode armazenar e irá gastar no primeiro momento. Vamos as alternativas:
  • Água engarrafada. A maioria das pessoas tem água engarrafada “jogada” em algum lugar em casa ou no carro, mas é interessante ir até o mercado e comprar uma quantidade razoável para deixar armazenada;
  • Galões de grande capacidade para armazenar maior quantidade, só certifique-se que os galões são apropriados para água;
  • Caixa d’agua extra. Se o seu orçamento permitir, investir em uma caixa adicional em sua residência lhe dará maior segurança e capacidade de estoque;
Uma nota importante aqui! O maior erro das pessoas em cenários de racionamento é querer utilizar a água da mesma forma como em um cenário normal de abastecimento. A forma como você racionará o seu estoque é mais importante do que ter enormes quantidades e gastá-las de maneira desmedida.
Médio prazo
Se a água não voltar após o primeiro momento, você precisará desenvolver meios de encontrar e purificar a água que conseguir. Algumas ideias:
  • Marque os lagos, córregos e poços artesianos na sua região. Ter um mapa com todas estas possíveis fontes anotadas poderá lhe ajudar a conseguir o que você precisa. Como a maioria das pessoas não se planejará para isso você terá a vantagem de chegar as fontes sem que estas estejam esgotadas ou demasiadamente contaminadas;
  • Adquira sistemas de filtragem. Aqui qualquer filtro é bem vindo, desde os portáteis (Life Straw e afins) até os estáticos como os filtros de barro e purificadores de água semelhante;
  • Estoque purificadores de água. Filtrar não basta, você precisa também eliminar os microorganismos nocivos que podem estar na água. Lembre-se que em cenários de falta de água a diarréia torna-se quase que epidêmica exatamente pela falta de purificação. Procure comprar pílulas como a Aquatabs ou até mesmo água sanitária para ter em seu estoque.
Longo Prazo
Aqui entramos em um ponto mais complicado, afinal, longos prazo sem água podem desencadear caos social e uma série de complicações que vão muito além da sede. Ainda assim, existem algumas alternativas que podem te ajudar:
  • Cisternas. Coletar água da chuva é uma alternativa barata e fácil de ser gerenciada. Um simples sistemas de calhas no seu telhado com direcionamento para uma cisterna ou até mesmo barris/baldes poderá lhe propiciar enormes quantidades de água quando haver chuva na sua região;
  • Poços artesianos. Apesar de ser algo difícil de ser feito e igualmente difícil de se conseguir permissão, os poços artesianos lhe darão um estoque virtualmente ilimitado de água. Claro que depende diretamente da sua região, em alguns lugares o lençol freático é fundo demais para ser alcançado;
  • Abandono da região. Como dissemos, a falta de água provavelmente causará caos social onde pessoas literalmente vão matar para conseguir uma garrafa de água. Caso você resida em uma região densamente populosa talvez esta seja a alternativa mais segura para ser levada em conta.
Como eu sempre digo, não gosto de discursos catastróficos ou apocalípticos… Mas a falta de água está causando preocupação e já está impactando diretamente na vida de muitos brasileiros. Nós, Sobrevivencialistas, precisamos ficar prontos caso o cenário não mudar, pois com certeza haverão impactos socioeconômicos severos: problemas com produções de alimento, êxodo de áreas urbanas em direção a outros estados e áreas rurais, aumento de violência e muitos outros pontos entrarão em cena.
Onde você mora está havendo racionamento? Qual a perspectiva para a sua região durante esse ano em relação ao abastecimento de água? O que você está fazendo para se preparar?
Até.

Sobrevivencialismo Como se preparar para a falta de água?

O Brasil entrou em 2015 com um panorama econômico complicado, porém também corre um sério risco de ter dificuldades de abastecer metade dos seus municípios com a quantidade adequada de água. O diagnóstico feito pela Agência Nacional de Águas (ANA) mapeou as tendências de demanda e oferta de água nos 5.565 municípios brasileiros e estimou em R$ 22 bilhões o total de investimentos necessários para evitar a escassez, e como sabemos, o Brasil não tem fama de ser eficiente em seus projetos.

Estamos falando de possível racionamento para cerca de 125 milhões de brasileiros. O uso desmedido e a falta de água nas regiões mais populosas cria um cenário potencialmente perigoso que pode afetar não só a hidratação das pessoas como também toda a economia e disposição demográfica do país.

Algumas regiões já estão em situação preocupante, como vocês podem acompanhar nesta notícia. A questão é: O que você pode fazer para se preparar? Vamos começar pelos planejamentos de curto, médio e longo prazo.
Curto prazo 
Aqui estamos falando do que você pode armazenar e irá gastar no primeiro momento. Vamos as alternativas:
  • Água engarrafada. A maioria das pessoas tem água engarrafada “jogada” em algum lugar em casa ou no carro, mas é interessante ir até o mercado e comprar uma quantidade razoável para deixar armazenada;
  • Galões de grande capacidade para armazenar maior quantidade, só certifique-se que os galões são apropriados para água;
  • Caixa d’agua extra. Se o seu orçamento permitir, investir em uma caixa adicional em sua residência lhe dará maior segurança e capacidade de estoque;
Uma nota importante aqui! O maior erro das pessoas em cenários de racionamento é querer utilizar a água da mesma forma como em um cenário normal de abastecimento. A forma como você racionará o seu estoque é mais importante do que ter enormes quantidades e gastá-las de maneira desmedida.
Médio prazo
Se a água não voltar após o primeiro momento, você precisará desenvolver meios de encontrar e purificar a água que conseguir. Algumas ideias:
  • Marque os lagos, córregos e poços artesianos na sua região. Ter um mapa com todas estas possíveis fontes anotadas poderá lhe ajudar a conseguir o que você precisa. Como a maioria das pessoas não se planejará para isso você terá a vantagem de chegar as fontes sem que estas estejam esgotadas ou demasiadamente contaminadas;
  • Adquira sistemas de filtragem. Aqui qualquer filtro é bem vindo, desde os portáteis (Life Straw e afins) até os estáticos como os filtros de barro e purificadores de água semelhante;
  • Estoque purificadores de água. Filtrar não basta, você precisa também eliminar os microorganismos nocivos que podem estar na água. Lembre-se que em cenários de falta de água a diarréia torna-se quase que epidêmica exatamente pela falta de purificação. Procure comprar pílulas como a Aquatabs ou até mesmo água sanitária para ter em seu estoque.
Longo Prazo
Aqui entramos em um ponto mais complicado, afinal, longos prazo sem água podem desencadear caos social e uma série de complicações que vão muito além da sede. Ainda assim, existem algumas alternativas que podem te ajudar:
  • Cisternas. Coletar água da chuva é uma alternativa barata e fácil de ser gerenciada. Um simples sistemas de calhas no seu telhado com direcionamento para uma cisterna ou até mesmo barris/baldes poderá lhe propiciar enormes quantidades de água quando haver chuva na sua região;
  • Poços artesianos. Apesar de ser algo difícil de ser feito e igualmente difícil de se conseguir permissão, os poços artesianos lhe darão um estoque virtualmente ilimitado de água. Claro que depende diretamente da sua região, em alguns lugares o lençol freático é fundo demais para ser alcançado;
  • Abandono da região. Como dissemos, a falta de água provavelmente causará caos social onde pessoas literalmente vão matar para conseguir uma garrafa de água. Caso você resida em uma região densamente populosa talvez esta seja a alternativa mais segura para ser levada em conta.
Como eu sempre digo, não gosto de discursos catastróficos ou apocalípticos… Mas a falta de água está causando preocupação e já está impactando diretamente na vida de muitos brasileiros. Nós, Sobrevivencialistas, precisamos ficar prontos caso o cenário não mudar, pois com certeza haverão impactos socioeconômicos severos: problemas com produções de alimento, êxodo de áreas urbanas em direção a outros estados e áreas rurais, aumento de violência e muitos outros pontos entrarão em cena.
Onde você mora está havendo racionamento? Qual a perspectiva para a sua região durante esse ano em relação ao abastecimento de água? O que você está fazendo para se preparar?
Até.


Published at: By Luis R. Miranda

O Brasil vem vivendo em dois mundos paralelos nos últimos 16 anos. (Foto: abril.com.br)
Os brasileiros estão começando a sentir o aperto da segunda  administração Dilma Rousseff, o mais recente governo em um total de 4 em quase 16 anos de controle do PT.

PORTO ALEGRE - Mesmo as pessoas que são apolíticas ou que realmente não dão a mínima para a política agora estão falando sobre um inicio de ano não muito promisor.

A mais recente lista de medidas governamentais dá a razão aos brasileiros no inicio do segundo governo de Dilma Rousseff: aumentos de impostos, inflação fora de controle, aumento no preço dos serviços públicos, menos financiamento para a educação, taxas de juros mais elevadas e por último, mas não menos importante, o mais novo escândalo político na Petrobras.

Dadas as circunstâncias, o início de 2015 não parece muito bom.

O que acontece é que o Brasil vem vivendo em dois mundos paralelos nos últimos 16 anos. Em um deles, um mundo de fantasia, os políticos falam sobre as grandes realizações alcançadas sob o socialismo do PT.

No outro mundo, o verdadeiro, é o lugar onde os brasileiros tiveram mais aumentos de impostos, maior inflação, aumento no preço dos serviços públicos, menos financiamento para a educação,  taxas de juros mais altas, o colapso da infra-estrutura básica, piores serviços de saúde e assim por diante.

Depois de manter-se no poder na última eleição e sem nada a perder em seu segundo mandato, a presidente Dilma Rousseff parece pronta para dizer como ela pretende governar.

Depois de ter a confiança de milhões de brasileiros, Dilma e o PT perderam a maioria dessa confiança nos últimos 5 anos, com escândalo após escândalo apontando para a liderança política como administradores de corrupção.

É a esta situação que Dilma precisa oferecer esperança, uma vez que parece que o início de 2015 só trouxe desilusão e medo de ter que lidar com um momento amargo de austeridade econômica.

Um país que, durante a última eleição foi dividido apenas por alguns milhões de votos, ainda não é um país dilacerado, mas está bem encaminhado para se tornar um. É o mesmo Brasil que o mundo conhecia antes da Copa das Confederações em 2013.

Aqueles que deram o seu voto para outros candidatos têm o mesmo sonho de aqueles que votaram de novo pelo PT: um país melhor para si e para seus futuros filhos. O problema é que o Partido dos Trabalhadores tem se recusado a trabalhar pelo país e por esse objetivo por quase 16 anos.

Pode ser uma divisão entre duas formas de governo, entre duas idéias políticas, mas ambos os blocos sociais, os partidários de políticas neoliberais e aqueles que preferem o socialismo querem mudar o Brasil de hoje pelo Brasil do século 21, o mesmo que Lula e Dilma anunciaram há alguns anos, mas que nunca chegou.

Os brasileiros parecem estar cansados da corrupção, da hipocrisia, da mediocridade e da falta de ética que não deve ser a regra, porque eles confiaram em seus líderes para trabalhar de uma forma diferente.

Brasileiros de ambos os lados pensam o mesmo sobre a corrupção política, a deslealdade, os abusos de poder e a falta de participação da sociedade civil noo governo.

Dilma precisa entender que ela agora está governando para um público cada vez mais informado cujos números aumentam diariamente. Mais pessoas lêem de forma diferente, não com as lentes da apatia política e do conformismo.

Cada novo presidente, a partir de agora, terá maior dificuldade para governar porque os brasileiros despertaram de um longo sono e, ao fazê-lo, não aceitam passivamente as ordens pois adquiriram maior capacidade para monitorar seus governantes.

Pode ser mais difícil e complexo para os governantes. Neste caso, para Dilma, nos próximos quatro anos, ela vai ser observada por uma oposição política mais ativa com a qual ela tem que viver sem estigmatizá-la.

A líder de 200 milhões de brasileiros tem a tarefa e a obrigação de tomar decisões que são consistentes com as promessas de campanha e ser capaz de corrigir os erros que negaram uma vitória mais ampla.

A pergunta é: Será que ela vai fazer isso? Será que ela pode? Infelizmente, a resposta a estas duas perguntas é não. A presidente não pode e não vai acabar com a corrupção, a desigualdade e a injustiça, quando ela participa da corrupção, da desigualdade e da injustiça e quando sua ética tem sido comprometida.

Embora a sabedoria comum diz que não deve ser difícil governar um país onde tudo o que as pessoas querem é ser amadas, reconhecidas pela sua dignidade e respeitadas, nenhuma figura política que tomou parte no escândalo do Mensalão ou a extorsão na Petrobras tem a posição política ou moral para fazer o trabalho bem feito.

Além dos escândalos políticos, os brasileiros têm que lidar com a crise econômica iminente causada pela pobre gestão dos dinheiros públicos, uma infra-estrutura em colapso, o crescimento da pobreza, uma moeda fortemente desvalorizada, um salário mínimo insuficiente e a acumulação acelerada de riqueza nas mãos das elites políticas e econômicas.

A sociedade brasileira satisfeita com pouco e feliz de seguir o seu “jeitinho” está morrendo. O que está emergindo é um país mais exigente, talvez menos cordial e ainda mais violento, mas mais moderno e realista.

Talvez o renomado antropólogo Roberto da Matta, que desvendou como poucos as idiossincrasias do brasileiro, que se divide entre a casa e a rua, fala sobre a nova sociedade que está surgindo, onde muitas portas e janelas estão entrando em colapso. “Os brasileiros encontraram uma nova maneira de viver, usando as redes sociais para serem mais políticos, as pessoas começam a ser mais políticas e a fazer mais política do que nos gabinetes da Presidência.”

O Brasil está começando a andar, mas ainda na ponta dos pés, caminhando em direção a novas formas de modernidade que assustam a velha guarda. Dilma vai governar estes quatro anos com sua orelha e cabeça colada aos anseios dos novos brasileiros.

Hoje, a elite política sabe que os brasileiros estão conscientes de sua escravidão pelos governos democraticamente eleitos. A questão é, então, será que as elites políticas e econômicas entendem o que significa essa consciência?

Brasil abriu 2015 com a inauguração de Dilma Rousseff como presidente, que será o quarto mandato consecutivo do Partido dos Trabalhadores (PT), a mais longa da democracia brasileira.

Em seu discurso de posse em Brasília, Dilma defendeu sua política e disse que continuará abrindo espaço para ganhos sociais e mais responsabilidade econômica.

“Nós vamos provar que você pode fazer ajustes na economia sem perder os direitos adquiridos“, disse ela depois do passeio cerimonial em um Rolls Royce conversível que a levou ao Congresso.

Ela poderia ter mostrado os contrastes entre o que diz e o que faz de forma mais clara andando de Rolls Royce e avisando sobre ajustes econômicos?

Rousseff passou os primeiros minutos de seu discurso falando sobre a recente transformação social do país que, segundo ela, tem resgatado 36 milhões de pessoas da pobreza extrema“, especialmente durante as administrações do seu partido.

A crença de Dilma é que é aceitável que existam pessoas em situação de pobreza e que, enquanto eles estão em situação de pobreza e não em pobreza extrema, isso significa que as coisas estão melhores.

No meu primeiro mandato superamos a pobreza extrema. Vivemos a primeira geração de brasileiros que não sofreu a tragédia da fome. Nunca antes existem tantos empregos formais. Nunca antes tantos brasileiros tornaram-se proprietários de casas, disse a presidente sob os aplausos de seus convidados.

A realidade está, no entanto, longe do discurso político de Dilma. Os políticos vivem em um mundo de fantasia paralelo, lembra? Enquanto Dilma se elogia e elogia o seu partido pelo que ela considera grandes realizações, sob as linhas de pobreza internacionais, o número de pobres no Brasil chega a 7%, que é aproximandamente 14 milhões de pessoas que vivem com menos de 2 dólares por dia. Em 2013, quase 15% dos brasileiros viviam abaixo da linha nacional de pobreza no Brasil.

O discurso da Dilma continuou a reafirmar a nova direção econômica que o país seguirá depois que seu discurso confirmou a seleção do banqueiro Joaquim Levy como novo Ministro das Finanças.

Como já informamos em 2014, Levy é um ex-gerente de ativos do conglomerado bancário Bradesco. “Ele é um defensor do neoliberalismo ortodoxo, tendo ganho um PhD na Universidade de Chicago, a mesma instituição na qual formou-se o ex-ditador chileno Augusto Pinochet“, escreve Bill Van Auken, um jornalista, ativista e político.

As promessas de austeridade e ajustes têm despertado a ira dos eleitores do Partido dos Trabalhadores (PT), que não acham que Levy seja o campeão de seus ideais econômicos socialistas.

“A presidente conhece o Levy muito bem. Se ela o escolheu é porque ela sabe da necessidade de uma nova abordagem“, defendeu o ex-ministro da Fazenda Antônio Palocci.

Um dos principais desafios para Rousseff é melhorar as condições econômicas através da recuperação da economia, do comércio internacional e da política fiscal sem criar despesas desnecessárias.

Em um país onde o governo controla quase tudo, vai ser muito mais difícil cortar gastos desnecessários, a menos que o governo acabe com milhares de CCs ou cargos de confiança, cujos titulares ganham três ou quatro vezes mais do que aqueles que são pagos o salário mínimo.

As contas, no entanto, não serão a única preocupação de Rousseff. A presidente de 67 anos começou seu segundo mandato com um PT dividido, uma máfia política enfraquecida por alegações que prejudicam a imagem e ações - ou inações - vistas no escândalo Petrobras.

A suspeita de que a rede corrupta desvia dinheiro e suborna funcionários do governo agora é bem conhecida, pois é de conhecimento público que tais esquemas de corrupção foram estabelecidos durante a administração Lula da Silva e Dilma Rousseff para beneficiar seus aliados políticos.

Como qualquer outro político, a presidente anunciou em seu discurso a criação de um novo pacote de leis para combater a corrupção. Isso é exatamente o que os políticos que não sabem nada sobre como governar fazem: criam mais burocracia para lidar com a corrupção que decorre de estruturas burocráticas existentes.

Será que o Brasil pode sobreviver mais quatro anos?

Luis Miranda é um jornalista premiado e fundador e editor-chefe do The Real Agenda News. Durante seus 18 anos de carreira jornalísitica ele trabalhou em quase todas as formas de mídia. Seus artigos incluem temas como o ambientalismo, a Agenda 21, a mudança climática, a geopolítica, a globalização, a saúde, as vacinas, a segurança alimentar, o controle corporativo dos governos, imigração e os cartéis bancários, entre outros. Luis trabalhou como repórter e apresentador de programas de notícias ao vivo. Ele também trabalhou como roteirista, produtor e co-produtor de notícias.

Fonte: Real Agenda  

O Brasil pode sobreviver mais quatro anos?

Published at: By Luis R. Miranda

O Brasil vem vivendo em dois mundos paralelos nos últimos 16 anos. (Foto: abril.com.br)
Os brasileiros estão começando a sentir o aperto da segunda  administração Dilma Rousseff, o mais recente governo em um total de 4 em quase 16 anos de controle do PT.

PORTO ALEGRE - Mesmo as pessoas que são apolíticas ou que realmente não dão a mínima para a política agora estão falando sobre um inicio de ano não muito promisor.

A mais recente lista de medidas governamentais dá a razão aos brasileiros no inicio do segundo governo de Dilma Rousseff: aumentos de impostos, inflação fora de controle, aumento no preço dos serviços públicos, menos financiamento para a educação, taxas de juros mais elevadas e por último, mas não menos importante, o mais novo escândalo político na Petrobras.

Dadas as circunstâncias, o início de 2015 não parece muito bom.

O que acontece é que o Brasil vem vivendo em dois mundos paralelos nos últimos 16 anos. Em um deles, um mundo de fantasia, os políticos falam sobre as grandes realizações alcançadas sob o socialismo do PT.

No outro mundo, o verdadeiro, é o lugar onde os brasileiros tiveram mais aumentos de impostos, maior inflação, aumento no preço dos serviços públicos, menos financiamento para a educação,  taxas de juros mais altas, o colapso da infra-estrutura básica, piores serviços de saúde e assim por diante.

Depois de manter-se no poder na última eleição e sem nada a perder em seu segundo mandato, a presidente Dilma Rousseff parece pronta para dizer como ela pretende governar.

Depois de ter a confiança de milhões de brasileiros, Dilma e o PT perderam a maioria dessa confiança nos últimos 5 anos, com escândalo após escândalo apontando para a liderança política como administradores de corrupção.

É a esta situação que Dilma precisa oferecer esperança, uma vez que parece que o início de 2015 só trouxe desilusão e medo de ter que lidar com um momento amargo de austeridade econômica.

Um país que, durante a última eleição foi dividido apenas por alguns milhões de votos, ainda não é um país dilacerado, mas está bem encaminhado para se tornar um. É o mesmo Brasil que o mundo conhecia antes da Copa das Confederações em 2013.

Aqueles que deram o seu voto para outros candidatos têm o mesmo sonho de aqueles que votaram de novo pelo PT: um país melhor para si e para seus futuros filhos. O problema é que o Partido dos Trabalhadores tem se recusado a trabalhar pelo país e por esse objetivo por quase 16 anos.

Pode ser uma divisão entre duas formas de governo, entre duas idéias políticas, mas ambos os blocos sociais, os partidários de políticas neoliberais e aqueles que preferem o socialismo querem mudar o Brasil de hoje pelo Brasil do século 21, o mesmo que Lula e Dilma anunciaram há alguns anos, mas que nunca chegou.

Os brasileiros parecem estar cansados da corrupção, da hipocrisia, da mediocridade e da falta de ética que não deve ser a regra, porque eles confiaram em seus líderes para trabalhar de uma forma diferente.

Brasileiros de ambos os lados pensam o mesmo sobre a corrupção política, a deslealdade, os abusos de poder e a falta de participação da sociedade civil noo governo.

Dilma precisa entender que ela agora está governando para um público cada vez mais informado cujos números aumentam diariamente. Mais pessoas lêem de forma diferente, não com as lentes da apatia política e do conformismo.

Cada novo presidente, a partir de agora, terá maior dificuldade para governar porque os brasileiros despertaram de um longo sono e, ao fazê-lo, não aceitam passivamente as ordens pois adquiriram maior capacidade para monitorar seus governantes.

Pode ser mais difícil e complexo para os governantes. Neste caso, para Dilma, nos próximos quatro anos, ela vai ser observada por uma oposição política mais ativa com a qual ela tem que viver sem estigmatizá-la.

A líder de 200 milhões de brasileiros tem a tarefa e a obrigação de tomar decisões que são consistentes com as promessas de campanha e ser capaz de corrigir os erros que negaram uma vitória mais ampla.

A pergunta é: Será que ela vai fazer isso? Será que ela pode? Infelizmente, a resposta a estas duas perguntas é não. A presidente não pode e não vai acabar com a corrupção, a desigualdade e a injustiça, quando ela participa da corrupção, da desigualdade e da injustiça e quando sua ética tem sido comprometida.

Embora a sabedoria comum diz que não deve ser difícil governar um país onde tudo o que as pessoas querem é ser amadas, reconhecidas pela sua dignidade e respeitadas, nenhuma figura política que tomou parte no escândalo do Mensalão ou a extorsão na Petrobras tem a posição política ou moral para fazer o trabalho bem feito.

Além dos escândalos políticos, os brasileiros têm que lidar com a crise econômica iminente causada pela pobre gestão dos dinheiros públicos, uma infra-estrutura em colapso, o crescimento da pobreza, uma moeda fortemente desvalorizada, um salário mínimo insuficiente e a acumulação acelerada de riqueza nas mãos das elites políticas e econômicas.

A sociedade brasileira satisfeita com pouco e feliz de seguir o seu “jeitinho” está morrendo. O que está emergindo é um país mais exigente, talvez menos cordial e ainda mais violento, mas mais moderno e realista.

Talvez o renomado antropólogo Roberto da Matta, que desvendou como poucos as idiossincrasias do brasileiro, que se divide entre a casa e a rua, fala sobre a nova sociedade que está surgindo, onde muitas portas e janelas estão entrando em colapso. “Os brasileiros encontraram uma nova maneira de viver, usando as redes sociais para serem mais políticos, as pessoas começam a ser mais políticas e a fazer mais política do que nos gabinetes da Presidência.”

O Brasil está começando a andar, mas ainda na ponta dos pés, caminhando em direção a novas formas de modernidade que assustam a velha guarda. Dilma vai governar estes quatro anos com sua orelha e cabeça colada aos anseios dos novos brasileiros.

Hoje, a elite política sabe que os brasileiros estão conscientes de sua escravidão pelos governos democraticamente eleitos. A questão é, então, será que as elites políticas e econômicas entendem o que significa essa consciência?

Brasil abriu 2015 com a inauguração de Dilma Rousseff como presidente, que será o quarto mandato consecutivo do Partido dos Trabalhadores (PT), a mais longa da democracia brasileira.

Em seu discurso de posse em Brasília, Dilma defendeu sua política e disse que continuará abrindo espaço para ganhos sociais e mais responsabilidade econômica.

“Nós vamos provar que você pode fazer ajustes na economia sem perder os direitos adquiridos“, disse ela depois do passeio cerimonial em um Rolls Royce conversível que a levou ao Congresso.

Ela poderia ter mostrado os contrastes entre o que diz e o que faz de forma mais clara andando de Rolls Royce e avisando sobre ajustes econômicos?

Rousseff passou os primeiros minutos de seu discurso falando sobre a recente transformação social do país que, segundo ela, tem resgatado 36 milhões de pessoas da pobreza extrema“, especialmente durante as administrações do seu partido.

A crença de Dilma é que é aceitável que existam pessoas em situação de pobreza e que, enquanto eles estão em situação de pobreza e não em pobreza extrema, isso significa que as coisas estão melhores.

No meu primeiro mandato superamos a pobreza extrema. Vivemos a primeira geração de brasileiros que não sofreu a tragédia da fome. Nunca antes existem tantos empregos formais. Nunca antes tantos brasileiros tornaram-se proprietários de casas, disse a presidente sob os aplausos de seus convidados.

A realidade está, no entanto, longe do discurso político de Dilma. Os políticos vivem em um mundo de fantasia paralelo, lembra? Enquanto Dilma se elogia e elogia o seu partido pelo que ela considera grandes realizações, sob as linhas de pobreza internacionais, o número de pobres no Brasil chega a 7%, que é aproximandamente 14 milhões de pessoas que vivem com menos de 2 dólares por dia. Em 2013, quase 15% dos brasileiros viviam abaixo da linha nacional de pobreza no Brasil.

O discurso da Dilma continuou a reafirmar a nova direção econômica que o país seguirá depois que seu discurso confirmou a seleção do banqueiro Joaquim Levy como novo Ministro das Finanças.

Como já informamos em 2014, Levy é um ex-gerente de ativos do conglomerado bancário Bradesco. “Ele é um defensor do neoliberalismo ortodoxo, tendo ganho um PhD na Universidade de Chicago, a mesma instituição na qual formou-se o ex-ditador chileno Augusto Pinochet“, escreve Bill Van Auken, um jornalista, ativista e político.

As promessas de austeridade e ajustes têm despertado a ira dos eleitores do Partido dos Trabalhadores (PT), que não acham que Levy seja o campeão de seus ideais econômicos socialistas.

“A presidente conhece o Levy muito bem. Se ela o escolheu é porque ela sabe da necessidade de uma nova abordagem“, defendeu o ex-ministro da Fazenda Antônio Palocci.

Um dos principais desafios para Rousseff é melhorar as condições econômicas através da recuperação da economia, do comércio internacional e da política fiscal sem criar despesas desnecessárias.

Em um país onde o governo controla quase tudo, vai ser muito mais difícil cortar gastos desnecessários, a menos que o governo acabe com milhares de CCs ou cargos de confiança, cujos titulares ganham três ou quatro vezes mais do que aqueles que são pagos o salário mínimo.

As contas, no entanto, não serão a única preocupação de Rousseff. A presidente de 67 anos começou seu segundo mandato com um PT dividido, uma máfia política enfraquecida por alegações que prejudicam a imagem e ações - ou inações - vistas no escândalo Petrobras.

A suspeita de que a rede corrupta desvia dinheiro e suborna funcionários do governo agora é bem conhecida, pois é de conhecimento público que tais esquemas de corrupção foram estabelecidos durante a administração Lula da Silva e Dilma Rousseff para beneficiar seus aliados políticos.

Como qualquer outro político, a presidente anunciou em seu discurso a criação de um novo pacote de leis para combater a corrupção. Isso é exatamente o que os políticos que não sabem nada sobre como governar fazem: criam mais burocracia para lidar com a corrupção que decorre de estruturas burocráticas existentes.

Será que o Brasil pode sobreviver mais quatro anos?

Luis Miranda é um jornalista premiado e fundador e editor-chefe do The Real Agenda News. Durante seus 18 anos de carreira jornalísitica ele trabalhou em quase todas as formas de mídia. Seus artigos incluem temas como o ambientalismo, a Agenda 21, a mudança climática, a geopolítica, a globalização, a saúde, as vacinas, a segurança alimentar, o controle corporativo dos governos, imigração e os cartéis bancários, entre outros. Luis trabalhou como repórter e apresentador de programas de notícias ao vivo. Ele também trabalhou como roteirista, produtor e co-produtor de notícias.

Fonte: Real Agenda  

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