hospedagem de site

4/19/2014

Mosquistos transgênicos são aprovados, mas pesquisadores temem riscos

Um importante, e perigoso, passo foi dado na última semana pela Comissão Técnica Nacional de Biossegurança (CTNBio), que aprovou o projeto de liberação de mosquitos geneticamente modificados no Brasil. Os mosquitos transgênicos serão usados para pesquisa e combate a dengue no país. O projeto, que permite a comercialização dos mosquitos pela empresa britânica Oxitec, foi considerado tecnicamente seguro pela CTNBio e, agora, só necessita de um registro da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) para ser, de fato, liberado.

Para o professor da Universidade Federal de São Carlos (SP) e ex- membro da CTNBio, José Maria Ferraz, em entrevista à Adital, a resposta positiva dada ao projeto, pela Comissão, é um forte indicativo de que o mesmo será feito pela Anvisa. “Com certeza será aprovado, o próprio representante do Ministério da Saúde estava lá e disse que, frente às epidemias de dengue, era favorável à aprovação do projeto.”

Ferraz faz duras críticas à aprovação concedida pela CTNBio e ao projeto. “Não existe uma só política de enfrentamento à dengue, mas sim um conjunto de ações, além disso, não há garantias de que os mosquitos liberados também não carreguem a doença, ou seja, vão liberar milhões de mosquitos em todo o país, sem antes haver um estudo sério sobre o projeto. É uma coisa extremamente absurda o que foi feito. É uma insanidade, eu nunca vi tanta coisa errada em um só projeto.”

Outro grande problema apontado por Ferraz é o risco de se alterar, drasticamente, o número de mosquitos Aedes Aegypti. Uma possível redução pode aumentar a proliferação de outro mosquito, ainda mais nocivo, o Aedes Albopictus, que transmite não só a Dengue como outras doenças, a Malária por exemplo. Além disso, ele denuncia que falhas no projeto podem desencadear ainda a liberação de machos não estéreis e fêmeas, dificultando o controle das espécies. “O país está sendo cobaia de um experimento nunca feito antes no mundo. Aprovamos esse projeto muito rápido, de forma irresponsável.”

Os resultados prometidos pelo projeto podem ser afetados, por exemplo, caso haja o contato do mosquito com o antibiótico tetraciclina, que é encontrado em muitas rações para gatos e cachorros. “Basta que os mosquitos entrem em contato com as fezes dos animais alimentados com a ração que contenham esse antibiótico para que todo o experimento falhe.”, revela Ferraz.

Entenda o projeto

De acordo com a Oxitec, a técnica do projeto consiste em introduzir dois novos genes em mosquitos machos, que, ao copularem com as fêmeas do ambiente natural, gerariam larvas incapazes de chegar à fase adulta, ou seja, estas não chegariam à fase em que podem transmitir a doença aos seres humanos. Além disso, as crias também herdariam um marcador que as torna visíveis sob uma luz específica, facilitando o seu controle.

Fonte: Pratos LimposAdital G1 , Portal Brasil
Leia Mais →

A imagem ruim força a Monsanto a mudar de estratégia

A gigante agrícola tenta se aproximar do consumidor para reverter a rejeição aos transgênicos e destina milhões para evitar que seja obrigatório rotular os alimentos modificados geneticamente

O futuro dos alimentos geneticamente modificados está nas mãos da opinião pública. A batalha entre partidários e opositores dos transgênicos é feroz e a Monsanto está muito consciente disso. Depois de anos acumulando uma má reputação, a maior empresa de sementes do mundo decidiu mudar de estratégia: se aproximar mais do consumidor para tentar convencer os céticos e críticos sobre a segurança de seus produtos e os seus efeitos positivos sobre a agricultura mundial.

“Nos últimos vinte anos, quase todas as nossas atividades de comunicação e educação têm sido focadas nos agricultores, e foram muito bem. Mas o erro que cometemos é que não nos esforçamos o suficiente no lado do consumidor. Pensamos que este era um trabalho da indústria de alimentos”, admitiu o vice-presidente executivo e responsável tecnológico da Monsanto, Robert Fraley, em um recente encontro com jornalistas europeus na sede central da empresa, em Saint Louis, nos Estados Unidos. A visita, organizada pela gigante agrícola, é um reflexo do seu crescente interesse na divulgação de suas atividades.

Em 2011, a multinacional norte-americana, especializada há duas décadas no desenvolvimento de sementes geneticamente modificadas para resistir a herbicidas e repelir insetos, foi considerada a empresa “mais malvada” do mundo em uma pesquisa online. E a profunda rejeição gerada por suas práticas em camadas da população em todo o mundo foi amplamente percebida em maio do ano passado quando em um mesmo dia foram feitas manifestações contra a Monsanto em 436 cidades de 52 países. A iniciativa foi organizada por uma única pessoa no Facebook e após o sucesso na convocação será repetida em 24 de maio. Para fechar o círculo, as pesquisas indicam que três quartos dos americanos expressam sua preocupação com a presença de transgênicos em sua alimentação – que estão amplamente autorizados e presentes em cerca de 80% de todos os alimentos – a maioria por medo de efeitos adversos. Na Europa, que só permite um tipo de milho, a rejeição é de 61%, enquanto que na Espanha esse número gira em torno de 53 %, de acordo com pesquisas recentes, de 2010.

Tudo isso levou a Monsanto no ano passado a repensar a sua estratégia por completo. “Os consumidores nos veem como o primeiro escalão da cadeia alimentar e querem ouvir mais de nós [...] Nós temos que fazê-lo melhor”, disse o executivo. A empresa, que produz principalmente sementes modificadas de soja, milho, algodão e canola, além de outras convencionais, intensificou a sua comunicação em redes sociais, onde os adversários são muito fortes, e forneceu mais informações em seu site.

Em paralelo, no fim de 2013, a empresa expandiu seu relacionamento com a Fleishman Hillard, uma das principais empresas de relações públicas, para promover uma nova campanha internacional, de acordo com Holmes Report, uma plataforma que analisa o setor. Um porta-voz da Monsanto confirmou que é cliente desta agência, mas evitou entrar em detalhes. Além disso, a Monsanto, com uma forte presença na América Latina, com a soja e o milho transgênicos, à margem dos Estados Unidos, desenvolveu em setembro, juntamente a outros grupos grandes de biotecnologia, um site com informações detalhadas sobre esses alimentos.

Especialistas alertam, no entanto, que a imagem ruim não desaparece da noite para o dia. “Nunca é fácil. É como correr uma maratona, não um Sprint”, disse Aaron Perlut, por telefone, sócio da Elasticity, uma consultoria de Saint Louis especializada em reputação corporativa. Enquanto isso, as organizações contrárias aos produtos transgênicos acreditam que a mudança conciliadora e mais transparente da Monsanto é falsa e denota nervosismo. “Perceberam que a era da genética terminou. O público não vai aceitar uma tecnologia imprevisível e perigosa”, clama Ronnie Cummins, da Associação dos Consumidores Orgânicos. “Ao mesmo tempo, está gastando milhões para lutar contra o direito dos consumidores de saber, por isso não importa quanto destinarão para atualizar sua marca. É suspeito”, diz Colin O’Neil, do Centro de Segurança Alimentar.

Ele se refere à multimilionária ofensiva da Monsanto, junto a outras empresas, para coibir iniciativas em 27 dos 50 Estados dos Estados Unidos para que seja obrigatório – como ocorre em mais de sessenta países, entre eles os da União Europeia e o Brasil – especificar em embalagens de alimentos se contêm componentes geneticamente modificados. É aí que está a verdadeira batalha entre partidários e opositores dos transgênicos, pois o produto rotulado poderia supor um ponto de inflexão na percepção do consumidor. Nas próximas semanas, a Câmara dos Deputados de Vermont poderá aprovar uma lei nesse sentido, podendo se tornar o primeiro Estado com rotulagem obrigatória nos EUA. A Califórnia, em 2012, e Washington, em 2013, realizaram consultas populares sobre o assunto em que o “não” venceu por estreia margem. As multinacionais investiram 46 milhões (100 milhões de reais) e 22 milhões de dólares (48 milhões de reais), respectivamente, na campanha contra a rotulagem obrigatória, duas e três vezes mais que os grupos favoráveis.

“Não há estudos que examinem em longo prazo os riscos potenciais dos transgênicos à saúde. Na falta destas informações, os consumidores deveriam poder escolher se querem ou não comê-los”, diz O’Neil. Os ativistas lembram que 93 % dos americanos são a favor da rotulagem e que, em 2007, Barack Obama fez uma promessa neste sentido antes de se tornar presidente dos EUA. A Monsanto argumenta que “não há dúvida” de que os alimentos transgênicos são igualmente seguros aos convencionais e que, por isso, foram certificados por cientistas e órgãos reguladores. Os opositores, como a Cummins, reagem denunciando as ligações entre a Monsanto e as autoridades americanas. Por exemplo, o caso de Michael Taylor, que trabalhou na Agência de Controle de Alimentos e Medicamentos (FDA), entrou na Monsanto onde foi vice-presidente e agora está novamente na FDA, segundo mostram os registros oficiais compilados pelo Centro para Políticas Responsáveis, uma organização civil. Não é um caso único: 72% dos lobistas da Monsanto em 2013 já haviam trabalhado no governo ou no Capitólio, de acordo com o centro. Trata-se de uma prática comum entre as grandes corporações.

A gigante agrícola defende a rotulagem voluntária dos transgênicos porque “põe o foco nas empresas que querem usá-la como uma vantagem de marketing”, afirma Fraley, mas opõe-se a que seja obrigatória porque a considera discriminatória ao ser equiparada com informações negativas sobre gorduras e sais de um alimento. Neste sentido, a Monsanto apoia, através de uma coalizão de centenas de empresas, o projeto de lei apresentado na quarta-feira por um parlamentar republicano que busca proibir a rotulagem obrigatória, de modo a coibir tentativas dos Estados e dar mais poder à FDA, que está inclinada à rotulagem voluntária. O projeto tem pouca chance de sucesso, dada a divisão no Capitólio em relação ao tema.

Mas, para sanar uma má reputação, é preciso, primeiro, investigar as causas. “Realmente não posso explicar”, admitiu Fraley, que a atribuiu principalmente ao fato de ser vista como uma empresa dos EUA e a “difamação” da agricultura e produção de alimentos. Mas também, com relutância, ao passado obscuro da Monsanto, como a sua produção do herbicida agente laranja que os EUA usaram na guerra do Vietnã ou a contaminação por componentes químicos no Alabama. “Sem dúvida, o legado do passado é um desafio para qualquer empresa”, admitiu. Embora em seu relatório anual advirta que “a aceitação do público” possa afetar suas vendas, os lucros da Monsanto continua a crescer no momento: até fevereiro, a empresa ganhou 1,67 bilhão de dólares (3,6 bilhões de reais), 13% a mais que no ano anterior. Agora, seu desafio é limpar a sua imagem e ganhar a batalha da opinião pública, mas isso parece ser muito mais complexo.

Fonte: Pratos Limpos , El País Brasil
Leia Mais →

4/17/2014

Brasil: Um olhar de quem vem de fora


 
Você alguma vez parou para olhar realmente o que acontece à sua volta no Brasil? Alguma vez já parou para repensar a realidade do país? Por que o Brasil, com toda sua riqueza e diversidade, não consegue evoluir e se igualar a um país de primeiro mundo?

Se eu me fizesse essas perguntas há alguns anos, certamente responderia que é culpa da corrupção, dos altos impostos, da burocracia, da desigualdade social, da falta de educação, infraestrutura, saúde, empregos etc. Hoje, depois de passar um ano e meio fora do Brasil, vejo que a realidade do país é outra. As situações absurdas, que de tão comuns já haviam me anestesiado, agora já me causam repulsa novamente. Aquele modo automático de ignorar o que eu não queria ver se reverteu. O efeito da anestesia passou.

Ficam registradas nesse post minhas impressões ao voltar ao Brasil e vê-lo pela primeira vez.

Descaso, desorganização e caos
A primeira coisa que eu notei ao sair do aeroporto foi o caos do trânsito de veículos e pessoas. As ruas de várias cidades estão abandonadas, não há pintura do meio-fio, há somente resquícios das faixas de pedestre, é raro encontrar uma sinaleira pra pedestres (exceto nas grandes avenidas da capital), faltam placas, sinalização de lombadas e iluminação. Até a novíssima rodovia do Parque tinha longos trechos sem iluminação 7 dias após sua inauguração. Como se não bastassem as péssimas condições de circulação, os motoristas e transeuntes brasileiros não ajudam em nada.

Uma das características mais marcantes e irritantes do nosso trânsito são os pedestres cruzando ruas fora da faixa de segurança, mesmo que esta esteja a 5 metros de distância. Como se não bastasse, eles ainda atravessam em esquinas, cruzamentos, rotatórias, pontos de difícil visualização para o motorista e até quando o semáforo está verde para os carros. Pior ainda é que eles fazem isso não só sozinhos, mas também acompanhados por crianças (pra ensinar errado pras próximas gerações), em grupos (que são mais lentos), carregando coisas (imagina meu susto quando 4 pessoas carregando uma geladeira se jogaram na frente do meu carro semana passada), etc. Depois as pessoas são atropeladas e a culpa é do motorista…

O caos se intensifica ainda mais com motocicletas e ciclistas. O problema das motocicletas já é assunto conhecido para qualquer um que dirija no Brasil. Elas cortam na frente, circulam em alta velocidade, não respeitam as faixas de sinalização, etc.

Agora, os ciclistas estão demais. Eu concordo que faltam ciclovias nas cidades e que, na falta delas, os ciclistas devem ser respeitados tanto quanto carros e motocicletas. Agora, para ser respeitado, tem que respeitar. Todo ciclista quer que os carros os ultrapassem com distância segura e que respeitem sua passagem nas vias preferenciais. Mas qual ciclista faz sinal com a mão quando vai dobrar em uma esquina? Qual finalização quando vai parar? Qual nunca cruzou um sinal vermelho porque “não vinha ninguém” do outro lado? Qual nunca andou nas calçadas de pedestres? Sem falar nos que andam na contramão. O código de trânsito é claro, e aquele que o desconhece deve ser multado não só pela infração cometida, mas também por atestar o desconhecimento da própria lei.

Sobre os carros não tenho muito a acrescentar. Continuam dirigindo agressivamente ao invés de defensivamente, não usam as setas para indicar se, onde e quando vão dobrar ou parar, estacionam e param em locais proibidos ou em fila dupla atrapalhando os motoristas atrás deles, etc. Em suma, o trânsito brasileiro tem muito a ver com a dinâmica da população em geral: falta respeito, educação e consideração pelo próximo.

A desorganização e o caos também se instalam em locais com grande concentração de pessoas. Parece que existe um botão de liga/desliga para a civilidade. As pessoas transformam-se em animais para entrar em um trem ou ônibus lotado, para conseguir o último item em uma promoção, para pegar um lugar bom na fila, no estádio, no teatro, no restaurante (vide restaurante universitário).

Às vezes me sinto na dança das cadeiras, aquela brincadeira infantil. O cúmulo foi o voo que peguei de Lisboa para o Brasil em dezembro. A maioria dos passageiros eram brasileiros, então as pessoas corriam, se empurravam e tentavam furar as filas do raio-X, do controle de imigração, do check-in, e do embarque. O cúmulo em questão foi o pessoal ter ficado 1h30 em pé na fila de embarque do avião pra ser o primeiro a entrar. Alguém me explica isso?

Egoísmo e desrespeito
Acho que logo depois dos exemplos acima, vale falar sobre como somos individualistas, egoístas e desrespeitosos em relação ao próximo. Brasileiro tenta tirar vantagem em tudo. Tem que estar sempre à frente, tem que ter o melhor e, mais importante, tem que se mostrar (afinal, não é por isso que o facebook fez tanto sucesso no país?).

Falta de educação
Ainda em 2014 se vê pessoas jogando lixo na rua. Eu ainda vi uma mãe mandando o filho jogar o papel de bala pela janela do carro para não melecar o lixo do veículo. E não era um carro ruim, era uma caminhonete SUV com teto solar e tudo. O absurdo é tanto que criaram uma lei explicitamente proibindo espalhar detritos, com direito à multa (embora eu tenha certeza de que isso já se encontra nas leis de respeito ao patrimônio público). Essa iniciativa já nasceu morta, assim como a regra de esticar a mão pra atravessar a rua.

Num país onde faltam policiais e agentes de trânsito, quem vai ficar de plantão abordando quem jogar lixo no chão e mandando multa por e-mail? O problema está na falta de educação das pessoas. Não porquê elas não sabem que é errado, é porque são imbecis mesmo. Cabe ao governo e aos meios de comunicação tratar as pessoas como crianças de pré-escola e conscientizá-las constantemente. No mesmo balaio cabe o uso das “palavras mágicas”. 

Me surpreendeu quão pouco as pessoas pedem por favor, licença, agradecem ou simplesmente sorriem umas às outras. No supermercado, vi uma mulher bater com o carrinho numa prateleira com shampoos, que caíram todos pelo chão. Em vez de pelo menos colocar os produtos de volta na prateleira, em qualquer lugar, a mulher olhou a bagunça, virou-se e seguiu adiante. Fiquei pasma.
Outro exemplo são os motoristas que estacionam em vagas para deficientes físicos. Está faltando a mínima noção de convívio em sociedade.

Abuso de poder
Depois de ver a cena no supermercado, fiquei pensando nos motivos que poderiam ter levado a mulher a agir com tanta estupidez. Será que ela pensou que era trabalho dos funcionários do mercado limpar sua bagunça? Aí fica aquela máxima: você, que joga lixo no chão pra não tirar o emprego dos garis, aproveita e morre pra não tirar o emprego dos coveiros. É uma noção irreal de superioridade e, quando associada a uma posição social ou profissional, ao abuso de poder.

Minha mãe, por exemplo, foi multada no estacionamento por ter deixado o ticket de estacionamento expirar 1 minuto. A agente de trânsito agiu com prepotência e arrogância, ignorou-nos totalmente e emitiu a multa no momento em que colocávamos a chave na porta do carro. E quem nunca se irritou com um funcionário tomando cafezinho, falando no celular ou passeando no facebook em horário de trabalho enquanto uma fila gigante se forma no atendimento? Só faltava levantar a cabeça e rir dos palhaços esperando ali, muitos deles até usando seu curto horário de almoço pra pagar uma conta. Isso acontece com muita frequência e, ironicamente, as pessoas com os poderes mais insignificantes são os que mais abusam dele. Talvez por serem mal-pagos, infelizes e quererem descontar nas outras pessoas.

Agora, outra situação que muitos de vocês (inclusive eu) nunca tinham percebido como abuso é praticado pelas pessoas supostamente mais frágeis e vulneráveis. O melhor exemplo são os “idosos” (isso mesmo!). Coloquei aqui idosos entre aspas porque me refiro ao que a legislação considera como idoso: pessoas com mais de 60/65 anos de idade. Pra mim, idoso mesmo é aquela pessoa com dificuldades físicas e/ou psíquicas decorrentes do envelhecimento, como dificuldade pra caminhar ou ficar em pé.

Pessoas de rua
Me deu uma dor no coração de ver pessoas idosas, jovens, de meia-idade, enfim, qualquer pessoa abandonada na rua, dormindo em caixas de papelão, com os pés pretos de sujeira. E são muitas pessoas assim. Acho que quando a gente passa muito tempo vivendo no Brasil acaba se acostumando com essas situações e fica “cego” em relação a elas. Gente, pensem bem: é um ABSURDO alguém morar na rua! Onde está a assistência social? Os programas de inclusão? Os programas de reabilitação e de combate às drogas? Por que não temos albergues públicos em número suficiente? O pior é que nós, a sociedade, somos tão responsáveis quanto o governo pelo que está acontecendo. Nós não cobramos. Nós não nos envolvemos. Nós não defendemos os direitos dos mais fracos porque não queremos nos incomodar e sair da nossa zona de conforto. Nós não vemos as pessoas que precisam de nossa ajuda. Nós escolhemos não vê-las.

Agora, coloca uma foto de um cachorro abandonado nas redes sociais pra ver se não vai ter 100,000 compartilhamos… Somos todos hipócritas.

Jeitinho brasileiro
Eu acho que muita gente tem orgulho do “jeitinho brasileiro”. Eu também tinha há até pouco tempo, quando me dei conta do que isso realmente significa. O jeito brasileiro é o jeito “malandro”, o “atalho” pra uma solução mais rápida e que exija menos esforço. Concordo que muitas vezes somos forçados a usar o jeitinho brasileiro para escapar da maldita burocracia (que deveria ser um capítulo à parte), mas isso não o torna menos inaceitável. O jeito brasileiro incluiu fazer as coisas de qualquer jeito, fazê-las só pra dizer que foram feitas, fugir dos caminhos legais, “molhar” a mão de alguém, furar a fila, deixar que a próxima pessoa lide com o problema, improvisar uma “gambiarra” porque requer menos esforço do que fazer do jeito certo. É um reflexo do nosso egoísmo, da nossa falta de consideração com o próximo.

Não, eu não tenho orgulho do “jeitinho brasileiro”. Eu tenho vergonha.
No final, eu fiz esse post por um só motivo: eu amo meu país (apesar de tudo). Eu realmente AMO ser brasileira e eu acredito na capacidade de cada brasileiro (eu, você, e todos!) de ser uma pessoa melhor, uma pessoa que faz decisões pensando no bem comum, que não se aliena face aos problemas da nossa sociedade.

Espero que esse post tenha feito você re-pensar a realidade à sua volta e parar de aceitar aquilo que, no fundo, todos nós sabemos que está errado. Você não precisa mudar o país de um dia.
Comece mudando o seu comportamento em relação às outras pessoas e pare de fazer coisas absurdas só porque todo mundo o faz. Você pode fazer a diferença mudando a si mesmo.
Lembre-se: tudo começa com um ponto (e se você não viu esse vídeo ainda, por favor, assista!).

Fonte: Real Agenda|
Leia Mais →

Reflexão - O Trem

Existia um homem, que tinha um filho que ele amava extremamente.

O homem trabalhava no controle da ponte do trem. Seu filho amava observar os trens. As pessoas que viajavam neles eram solitárias, com ira no coração, orgulhosas, frustradas e viciadas. Mas um trágico erro leva o homem a uma terrivel escolha.

O trem chegou numa hora não planejada e a ponte estava levantada. Seu filho estava brincando de baixo da ponte e se ele decesse ele seria esmagado. O homem tinha duas escolhas: deixar que todos no trem morram

ou puxar a alavanca e deixar que seu filho fosse esmagado pela ponte. Ele escolheu puxar a alavanca e salvar a todos do trem...

A salvação de todos requereu o sacrificio de um mais querido, o sacrificio de um, trouxe esperança para o futuro daqueles naquele no trem.

"Por que Deus amou o mundo de tal maneira, que deu seu filho unigenito, para que todo aquele que nele crer não pereça, mas tenha a vida eterna..."

João 3:16



Fonte: Youtube - Kayros Atemporal
Leia Mais →

Nanopartículas em Produtos Comuns Podem Estar Danificando seu DNA

Presentes em cosméticos, roupas e em uma grande variedade de produtos com objetivos variados, nanopartículas destinadas a prolongar datas de validade ou matar micro-organismos podem estar danificando nosso DNA. Segundo uma pesquisa conduzida pelo MIT e pela Universidade de Harvard, o maior perigo nesse sentido é representado por elementos comuns, como o óxido de zinco e a prata. Para chegar a essa conclusão, os pesquisadores utilizaram tecnologias de triagem de alta velocidade para analisar o dano progressivo que essas nanopartículas provocam no DNA. Segundo o estudo, partículas de óxido de zinco, prata, óxido de ferro e dióxido de silício são responsáveis por gerar grandes danos quando presentes em concentrações iguais ou superiores a 10 microgramas por milímetro.
Pesquisa conduzida pelo MIT e por Harvard indica que elementos presentes em roupas, cosméticos e outros itens comuns têm o potencial de prejudicar nossa saúde

Apesar do alerta, são necessários mais estudos antes que possam ser determinados os danos que a exposição constante a essas nanopartículas podem trazer ao organismo humano. “O principal desafio que temos é detectar quando algo é perigoso ou seguro tomando como base uma dose determinada. Em baixos níveis, provavelmente tudo isso é seguro. A questão é: em qual nível isso se torna problemático e quanto tempo é necessário para determinar esses efeitos”, afirma Bevin Engelward, professor de engenharia tecnológica do MIT.

Fontes: TecmundoA Nova Ordem Mundial
Leia Mais →

4/16/2014

Estudiosos comentam como o futebol é usado pelo governo para manipular a população

Imagem: Fábio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil
Futebol e ditadura andaram muito próximos na América Latina. São muitos os casos em que governos se utilizaram do esporte para se promover. Mas a utilização do esporte para fins políticos não parou na década de 1970 e pode ser percebido também na democracia. Sob o tema Futebol e Ditaduras na América Latina, o assunto foi discutido na 2ª Bienal Brasil do Livro e da Leitura.

"A gente constata que futebol e ditadura andaram muito próximos. As ditaduras se valeram muito do futebol, em vários momentos, como propaganda. Mas isso ocorre no regime democrático. Nas ditaduras, é claro, é um processo mais objetivo e danoso, mas também acontece na democracia", disse o historiador e jornalista Lúcio de Castro.

A Copa do Mundo, que começa em dois meses, é um exemplo disso. "Em alguns campos, a gente está vivendo um estado muito preocupante, próximo ao estado de exceção. Quando a gente fala em remoções de favelas, a gente vive casos muito preocupantes", disse.

Castro comentou também as manifestações que ocorreram em meados de 2013, durante a Copa das Confederações. Ele criticou a forma como o governo está lidando com o assunto. "Me preocupo muito: a partir dos protestos, se discutiu uma série de leis que inclusive lembram o estado de exceção, nas quais você pode ser preso só por estar se manifestando. Espero que a gente possa viver nas ruas o que é um pais democrático".

Também presente no debate, o escritor e jornalista uruguaio Eduardo Galeano não quis comentar especificamente as manifestações ou a Copa, mas defendeu o futebol como esporte. "O futebol não tem a culpa dos pecados cometidos em seu nome". Galeano é autor do livro Futebol ao Sol e à Sombra, no qual mostra que o futebol tornou-se um negócio lucrativo. Galeano descreve que, para além das paixões, mitos, heróis, glórias e tragédias, o jogo tem um lado sombrio, que envolve poderosos interesses políticos e financeiros.

Por outro lado, os debatedores ressaltaram que não apenas as ditaduras utilizaram os jogos, mas também a população. Galeano citou o Uruguai como exemplo. Foi em um estádio, a primeira manifestação contra o golpe no seu país. "O povo estava mudo pela agressão. Mas foi num estádio lotado, não tinha nenhum lugarzinho, nem microscópico, que começaram a gritar pela primeira vez: Se vá a acabar, se vá a acabar la dictadura militar".

Comumente, também o estado de letargia e conformidade com a própria situação econômica e social costuma ser associado ao fanatismo pelo futebol, expondo uma forma de alienação de problemas relevantes, além de um escape à realidade.

Mariana Tokarnia
Edição: Davi Oliveira
Agência Brasil
Editado e acrescentado por Folha Política

Fontes: Folha Política , Liberte Sua Mente , Semeando
Leia Mais →

Novos termos de serviço da Google avisam que eles estão vigiando você

Por Paulo Guilherme

 Empresa explica sobre sistema automatizado que analisa o conteúdo que você acessa e para quê ele é usado

Já não deve ser surpresa para ninguém que a Google analisa tudo o que você faz online, seja ao mandar emails, ver sites ou acessar outros tipos de conteúdo, para saber que tipos de propaganda enviar para sua conta. Mas a novidade é que agora a gigante de Mountain View deixa isso bem claro em seus termos de serviço – ao menos para o público norte-americano.

Confira logo abaixo o trecho que foi adicionado na página dos termos de serviço (em inglês), que também explica, de maneira simples, como a análise é feita e para quê ela serve:

“Nossos sistemas automatizados analisam seu conteúdo (incluindo emails) para prover a você características de produtos pessoalmente relevantes, como resultados de busca customizados, propagandas adaptadas, e detecção de spam e malwares. Esta análise ocorre enquanto o conteúdo é enviado e recebido, e quando ele é armazenado.”

E quanto à versão brasileira dos termos? Por enquanto, não temos nada de diferente. Mas é provável que o conteúdo seja adicionado em breve.

Fontes: Tecmundo , Google/Termos de Serviço
Leia Mais →

Curta-nos no Facebook Siga-nos no Twitter Assine os Feeds Entre em contato

Parceiros