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2015 se aproxima, um ano novo inteirinho para nós. Para que possamos buscar fazer deste próximo ano um período de paz, união e amor ao próximo.

2015 já nos brinda e espera que façamos nossa parte para que ao final possamos olhar para trás orgulhosos de tudo que fizemos. Com certeza não conseguiremos tudo que desejamos, mas podemos ter a certeza de olhar para trás e ver que tentamos, que buscamos, que batalhamos, isto só depende de nós!

E mesmo com todos os obstáculos que a vida nos prepara, conseguimos superar as barreiras e passar para este outro ano que com certeza será melhor

A todos os amigos e leitores do site agradecemos o carinho e confiança até aqui depositados.

Desejamos um feliz 2015 com paz no coração e amor ao próximo.

Equipe Nos dias de Noé

2015...


2015 se aproxima, um ano novo inteirinho para nós. Para que possamos buscar fazer deste próximo ano um período de paz, união e amor ao próximo.

2015 já nos brinda e espera que façamos nossa parte para que ao final possamos olhar para trás orgulhosos de tudo que fizemos. Com certeza não conseguiremos tudo que desejamos, mas podemos ter a certeza de olhar para trás e ver que tentamos, que buscamos, que batalhamos, isto só depende de nós!

E mesmo com todos os obstáculos que a vida nos prepara, conseguimos superar as barreiras e passar para este outro ano que com certeza será melhor

A todos os amigos e leitores do site agradecemos o carinho e confiança até aqui depositados.

Desejamos um feliz 2015 com paz no coração e amor ao próximo.

Equipe Nos dias de Noé


Página da ICA - International Chemtrail Association, Facebook
 Uma boa notícia: Talvez a geoengenharia (tal como está pintada na internet) não exista. Noticia boa? Bem, imagino que para aqueles que querem acreditar numa conspiração global de pulverização, essa não seja uma noticia tão boa assim. Na verdade para muitos dos que estão há anos criando e divulgando material baseado nessa perspectiva, essa notícia pode vir como uma verdadeira rasteira, pois obriga os ativistas a reverem todos os seus conceitos acerca dos chemtrails e, principalmente, abandonar a maioria deles . Mesmo muitos não conseguindo lidar com essa realidade, a verdade mais aproximada é a de que não estamos diante de uma mega operação clandestina global de pulverização, e sim diante de uma anomalia na atmosfera que tem provocado novos padrões na condensação de motores a jato.

Nossa equipe, rastreou, filmou e fotografou algumas centenas de aeronaves num período de mais de dois anos nos estados de São Paulo e Santa Catarina e em 90% dos casos os aviões identificados eram comerciais e de empresas brasileiras, como TAM e GOL. Em outros casos eram aviões comerciais internacionais, como da Lufthansa e Emirates. Aquele 1% de aeronaves que não são possíveis de serem rastreadas, constituem áreas da aviação que foge do âmbito da logística comercial de passageiros. Tal como o âmbito militar ou privado, dentre inúmeros outros. Isso torna claro o fato de que se existe uma operação clandestina de pulverização global, ela supre menos de 1% do total de rastros vistos no céu. O grande montante está sendo gerado pelo trafego aéreo ordinário, principalmente o comercial.

A partir do momento que se tem claro que estamos diante de aviões a jato comuns gerando contrails anômalas (persistentes) e não aviões clandestinos borrifando químicos, conclui-se que, se existe alguma química, ela só pode estar na atmosfera. É interessante observar que essa ideia muda de forma drástica, não só a nossa concepção do que sejam chemtrails, mas toda a pesquisa e investigação que se tem feito acerca do fenômeno. O agente causador dos rastros permanentes não está nos aviões. Mas afinal, se não está nos aviões, está a onde? Bem, é isso que nós temos que descobrir, antes de sairmos por aí falando de conspirações globais, aliens e genocídios. Há de se focar aqui na questão X do problema! E deixar de lado todo o resto de especulações subjetivas que povoam a internet nos dias de hoje. Sim, grande parte do que existe na internet a respeito do assunto trata-se de desinformação. Nos links abaixo, por exemplo, estão contidas duas postagens feitas por nós, onde são desbancadas quase todas as supostas “evidencias” sobre chemtrails que circulam na internet nos últimos anos.

Os Mais Conhecidos Hoax da Geoengenharia, Desbancados! Confira!
http://chemtrailbrasil.blogspot.com.br/2014/11/os-mais-conhecidos-hoax-da.html

Fotos da parte interna dos aviões borrifadores, são FAKES! CONFIRA O HOAX!
http://chemtrailbrasil.blogspot.com.br/2014/11/fotos-da-parte-interna-dos-avioes.html

Mesmo os Hoax apresentados nos links acima não são páreo para ICA – um agente profissional de desinformação – que atua com uma página no Facebook. A ICA (International Chemtrail Association) apresenta-se como uma mega multinacional do ramo da Engenharia Climática que atua no mundo aplicando métodos de Gerenciamento de Radiação Solar (SRM) através da dispersão de aerossóis estratosféricos. Apresentam-se também como uma instituição filantrópica e humanitária, compromissada com o meio ambiente e a qualidade de vida. Mas a grande verdade é que essa suposta instituição não existe fora de sua página no Facebook. Não há somente um registro acerca desta instituição dentro e fora da internet. Trata-se somente de uma página de Facebook criada exclusivamente para desinformar ativistas da geoengenharia. As postagens do ICA, em sua maioria são HOAX extremamente sofisticados, onde são aplicados conhecimentos que vão desde meteorologia e climatologia a marketing e propaganda. Tudo isso para criar a ilusão de que existe uma corporação internacional de pulverização estratosférica.

Nesse contexto a ICA ainda faz questão de dizer em suas postagens que possui ligação com o clube de Bilderberg, e com isso cria-se o cenário conspiratório clássico que vemos na internet acerca da geoengenharia.

Veja um vídeo onde a ICA é totalmente desbancada:



Fonte:Chemtrail Brasil

ICA - um HOAX criado para enganar Ativistas da Geoengenharia!

Página da ICA - International Chemtrail Association, Facebook
 Uma boa notícia: Talvez a geoengenharia (tal como está pintada na internet) não exista. Noticia boa? Bem, imagino que para aqueles que querem acreditar numa conspiração global de pulverização, essa não seja uma noticia tão boa assim. Na verdade para muitos dos que estão há anos criando e divulgando material baseado nessa perspectiva, essa notícia pode vir como uma verdadeira rasteira, pois obriga os ativistas a reverem todos os seus conceitos acerca dos chemtrails e, principalmente, abandonar a maioria deles . Mesmo muitos não conseguindo lidar com essa realidade, a verdade mais aproximada é a de que não estamos diante de uma mega operação clandestina global de pulverização, e sim diante de uma anomalia na atmosfera que tem provocado novos padrões na condensação de motores a jato.

Nossa equipe, rastreou, filmou e fotografou algumas centenas de aeronaves num período de mais de dois anos nos estados de São Paulo e Santa Catarina e em 90% dos casos os aviões identificados eram comerciais e de empresas brasileiras, como TAM e GOL. Em outros casos eram aviões comerciais internacionais, como da Lufthansa e Emirates. Aquele 1% de aeronaves que não são possíveis de serem rastreadas, constituem áreas da aviação que foge do âmbito da logística comercial de passageiros. Tal como o âmbito militar ou privado, dentre inúmeros outros. Isso torna claro o fato de que se existe uma operação clandestina de pulverização global, ela supre menos de 1% do total de rastros vistos no céu. O grande montante está sendo gerado pelo trafego aéreo ordinário, principalmente o comercial.

A partir do momento que se tem claro que estamos diante de aviões a jato comuns gerando contrails anômalas (persistentes) e não aviões clandestinos borrifando químicos, conclui-se que, se existe alguma química, ela só pode estar na atmosfera. É interessante observar que essa ideia muda de forma drástica, não só a nossa concepção do que sejam chemtrails, mas toda a pesquisa e investigação que se tem feito acerca do fenômeno. O agente causador dos rastros permanentes não está nos aviões. Mas afinal, se não está nos aviões, está a onde? Bem, é isso que nós temos que descobrir, antes de sairmos por aí falando de conspirações globais, aliens e genocídios. Há de se focar aqui na questão X do problema! E deixar de lado todo o resto de especulações subjetivas que povoam a internet nos dias de hoje. Sim, grande parte do que existe na internet a respeito do assunto trata-se de desinformação. Nos links abaixo, por exemplo, estão contidas duas postagens feitas por nós, onde são desbancadas quase todas as supostas “evidencias” sobre chemtrails que circulam na internet nos últimos anos.

Os Mais Conhecidos Hoax da Geoengenharia, Desbancados! Confira!
http://chemtrailbrasil.blogspot.com.br/2014/11/os-mais-conhecidos-hoax-da.html

Fotos da parte interna dos aviões borrifadores, são FAKES! CONFIRA O HOAX!
http://chemtrailbrasil.blogspot.com.br/2014/11/fotos-da-parte-interna-dos-avioes.html

Mesmo os Hoax apresentados nos links acima não são páreo para ICA – um agente profissional de desinformação – que atua com uma página no Facebook. A ICA (International Chemtrail Association) apresenta-se como uma mega multinacional do ramo da Engenharia Climática que atua no mundo aplicando métodos de Gerenciamento de Radiação Solar (SRM) através da dispersão de aerossóis estratosféricos. Apresentam-se também como uma instituição filantrópica e humanitária, compromissada com o meio ambiente e a qualidade de vida. Mas a grande verdade é que essa suposta instituição não existe fora de sua página no Facebook. Não há somente um registro acerca desta instituição dentro e fora da internet. Trata-se somente de uma página de Facebook criada exclusivamente para desinformar ativistas da geoengenharia. As postagens do ICA, em sua maioria são HOAX extremamente sofisticados, onde são aplicados conhecimentos que vão desde meteorologia e climatologia a marketing e propaganda. Tudo isso para criar a ilusão de que existe uma corporação internacional de pulverização estratosférica.

Nesse contexto a ICA ainda faz questão de dizer em suas postagens que possui ligação com o clube de Bilderberg, e com isso cria-se o cenário conspiratório clássico que vemos na internet acerca da geoengenharia.

Veja um vídeo onde a ICA é totalmente desbancada:



Fonte:Chemtrail Brasil

Assim, agora estabelecemos dois pontos importantes:

Pai Natal não existe (espero não ter criado traumas com esta afirmação)
Pai Natal (Santa Claus) foi criado nos Estados Unidos, mas não é o herdeiro de São Nicolau

Se Pai Natal não derivou de São Nicolau, pode encontrar as suas próprias origens numa outra tradição?

Existia alguém parecido com Pai Natal antes da figura de São Nicolau?
Sim, existia.
Era Thor.

Thor

Quase todos os pesquisadores concordam que a personagem de Papi Natal foi um emprestimo da mitologia nórdica (escandinava).

Encyclopedia Britannica:

Sinterklaas foi adoptado pelos Países de língua inglesa com o nome de Santa Claus e o mito de um gentil homem idoso foi unida com alguns contos de fadas nórdicos, nos quais um mágico punia as crianças desobedientes e premiava as boas com presentes.

R. Crichton, em Who is Santa Claus? The Truth Behind a Living Legend ("Quem é o Pai Natal? A Verdade por trás de uma Lenda Viva"), aponta Odin como a origem de Santa Claus :

Alguns pesquisadores associam Pai Natal ao deus nórdico Odin ou Wotan, o deus que voa pelo céu nas costas de um cavalo branco com oito patas chamado Sleipnir (o carro do Pai Natal era originariamente puxado por oito renas). Odin mora no Valhalla (o Norte) e tem uma longa barba branca. Odin voa pelo céu durante o solstício de Inverno (desde 21 ate 25 de Dezembro), recompensa os filhos bons e pune as crianças desobedientes.

A mitologa da última metade de 800, Helene Adeline Guerber, por sua vez, apresenta argumentos bastante convincentes sobre as semelhanças entre Pai Natal e o deus nórdico Thor:

Thor é o deus das pessoas comuns . Era representado como um homem jovial e amigável, de construção pesada, com uma longa barba branca. O seu elemento é o fogo, a sua cor o vermelho. O rugido dos trovões era causada pelo barulho do seu carro. Thor também é o único deus que não monta um cavalo, mas viaja num carro puxado por dois bodes brancos (Cracker e Gnasher). Thor vive nas terra do Norte, onde é dono de um palácio entre os icebergs. É considerado um deus alegre e amigável, bem-humorado e protector dos seres humanos. Além disso, a tradição diz que a chaminé é particularmente sagrada para Thor, pois ele pode ver as pessoas descendo pela chaminé através do seu elemento, ou seja: o fogo.

M.E.Winge: Tohr (1872)
As semelhanças entre Thor e Pai Natal são demasiado óbvias para ser ignoradas:

  • Um homem jovial e amigável, de construção pesada
  • Com uma longa barba branca
  • O seu elemento é o fogo e a sua cor é o vermelho
  • Conduz um carro puxado por dois bodes brancos chamados Cracker e Gnasher
  • É considerado o deus da Yule (Yule é a época do Natal)
  • Vive na Terras do Norte (Pólo Norte)
  • É considerado um deus benevolente para com os seres humanos
  • A lareira é um dos seus objectos sagrados
  • Desce pela chaminé através do seu elemento, o fogo

E ainda hoje, na Suécia, Thor representa Pai Natal.
E. Barth em Holly, Reindeer, and Colored Lights, The Story of the Christmas Symbols ("Azevinho, rena, e luzes coloridas, A História dos Símbolos de Natal"):

As crianças suecas esperam ansiosamente Jultomten, o gnomo que viaja num trenó puxado pelo Julbocker, ou seja, as cabras do deus do trovão Thor. Com fato e chapéu vermelhos e um saco nas costas, é muito parecido com o Pai Natal americano.

Thor é provavelmente o mais famoso e reverenciado deus pagão da história. A sua ampla influência é evidente no nome do quinto dia da semana na língua inglesa: Thursday (aka Dia de Thor).

É irônico que o símbolo de Thor seja um martelo, porque o martelo também é o instrumento simbólico do carpinteiro Pai Natal. Também vale a pena mencionar que os ajudantes de Thor eram Elfos, exactamente como os assistentes de Santa Claus. Os Elfos de Thor eram artesãos e foram eles que criam o martelo mágico do deus.

F.Weiser em Handbook of Christian Feasts and Custom ("Manual de Festas Cristãs e Costumes"):

Pai Natal é na verdade o deus germânico pagão Thor.

Depois de ter listado algumas das características que unem Thor e Santa Claus, Weiser conclui:

Com o santo cristão do qual tem o nome, no entanto, Pai Natal não tem nada em comum.

Outra característica interessante do Thor é realçada por H.R. Ellis Davidson, no seu Scandinavian Mythology ("Mitologia Escandinava"):
Era apenas Thor, nos últimos dias do paganismo, o primeiro antagonista de Cristo.
E "antagonista" significa inimigo, adversário, concorrente...
O obscuro ajudante

Há um elemento pouco conhecido da tradição de São Nicolau que foi estranhamente apagado.

Segundo a lenda. para grande parte da sua existência, São Nicolau (Sinter Klaas) foi acompanhado por um esquisito ajudante. Este misterioso companheiro teve muitos nomes: era conhecido como Knecht Rupprecht, Pelznickle, Ru-Klas, Obscuro, Tenebroso, Obscuro Ajudante, Ajudante Negro, Black Peter, Hans Trapp, Krampus, Grampus, Zwarte Piets, Furry Nicholas, Ruvid Nicholas, Julebuk.

Embora o nome variasse de acordo com o contexto cultural, a personagem era sempre a mesma. Algumas outras definições, bem conhecidas, eram atribuídas ao ajudante de São Nicolau: demónio, maligno, diabo e Satanás. Uma das suas tarefas era punir as crianças e "alegremente arrastá-las para o inferno".

O "diabo" que acompanhava St. Nicholas é um facto bem documentado: em cada precursor de Pai Natal aparece essa personagem escura.
G. e P. Del Re em The Christmas Almanack ("O Almanaque de Natal"):

É Christkind [Menino Jesus em português, ndt] que traz os presentes, acompanhados por um dos seus companheiros do mal, Knecht Rupprecht, Pelznickle, Ru-Klas.
[...]
Em muitas regiões da Alemanha, Hans Trapp é o demónio que acompanha Christkind durante a troca de presentes.
[...]
Na tradição da Baixa Áustria, um demónio chamado Krampus ou Grampus acompanha São Nicolau no dia 6 de Dezembro.

Krampus, primeiros anos 900
T. Van Renterghem em When Santa Was a Shaman ("Quando pai Natal era um Shaman"):

Como Pai Natal, Sinterklaas e o seu escuro ajudante entram pela chaminé.

P. Siefker em Santa Claus, Last of the Wild Men: The Origins and Evolution of Saint Nicholas ("Santa Claus, o Último dos Homens Selvagens: as Origens e a Evolução de São Nicolau"):

Ruprecht desempenha o papel de bicho-papão, um escuro, peludo, canibal pesadelo com chifres, armado com uma vara. Interpreta o mal supremo, o horror final que poderia voltar-se contra as crianças negligentes.

O historiador do Natal, Clemente Miles, afirma no seu Christmas in Ritual and Tradition Christian and Pagan ("Natal no Ritual e na Tradição Cristã e Pagã"):

Nenhuma explicação satisfatória foi ainda encontrada sobre as origens desses demónios e diabos que aparecem na legenda em conjunto com São Nicolau.

Talvez seja mesmo assim. Ou talvez não.
Em qualquer caso, fica para a terceira parte.


Ipse dixit.

Relacionado: À procura de Pai Natal - Parte I
Bibliografia:
R. Crichton, Who is Santa Claus? The Truth Behind a Living Legend - Bath Press, 1987, pág. 55-56
H.A. Guerber, Myths of Northern Lands - American Book Company, 1895, pág. 61
E. Barth, Holly, Reindeer, and Colored Lights, The Story of the Christmas Symbols - Clarion Books, 1971, pág. 49
F.Weiser, Handbook of Christian Feasts and Customs - Harcourt, Brace & World, 1952, pág. 113-114
H.R.E. Davidson, Scandinavian Mythology - Peter Bedrick Books, 1982, pág. 133
G. e P. Del Re, The Christmas Almanack - Random House, 2004, pág. 70, 75, 94
P. Siefker, Santa Claus, Last of the Wild Men: The Origins and Evolution of Saint Nicholas - McFarland & Company, Inc., 1997, pág. 155
Miles Clement, Christmas in Ritual and Tradition Christian and Pagan - Frederick A. Stokes Company, 1912, pág. 232

Fonte: Informação Incorrecta

À procura de Pai Natal - Parte II

Assim, agora estabelecemos dois pontos importantes:

Pai Natal não existe (espero não ter criado traumas com esta afirmação)
Pai Natal (Santa Claus) foi criado nos Estados Unidos, mas não é o herdeiro de São Nicolau

Se Pai Natal não derivou de São Nicolau, pode encontrar as suas próprias origens numa outra tradição?

Existia alguém parecido com Pai Natal antes da figura de São Nicolau?
Sim, existia.
Era Thor.

Thor

Quase todos os pesquisadores concordam que a personagem de Papi Natal foi um emprestimo da mitologia nórdica (escandinava).

Encyclopedia Britannica:

Sinterklaas foi adoptado pelos Países de língua inglesa com o nome de Santa Claus e o mito de um gentil homem idoso foi unida com alguns contos de fadas nórdicos, nos quais um mágico punia as crianças desobedientes e premiava as boas com presentes.

R. Crichton, em Who is Santa Claus? The Truth Behind a Living Legend ("Quem é o Pai Natal? A Verdade por trás de uma Lenda Viva"), aponta Odin como a origem de Santa Claus :

Alguns pesquisadores associam Pai Natal ao deus nórdico Odin ou Wotan, o deus que voa pelo céu nas costas de um cavalo branco com oito patas chamado Sleipnir (o carro do Pai Natal era originariamente puxado por oito renas). Odin mora no Valhalla (o Norte) e tem uma longa barba branca. Odin voa pelo céu durante o solstício de Inverno (desde 21 ate 25 de Dezembro), recompensa os filhos bons e pune as crianças desobedientes.

A mitologa da última metade de 800, Helene Adeline Guerber, por sua vez, apresenta argumentos bastante convincentes sobre as semelhanças entre Pai Natal e o deus nórdico Thor:

Thor é o deus das pessoas comuns . Era representado como um homem jovial e amigável, de construção pesada, com uma longa barba branca. O seu elemento é o fogo, a sua cor o vermelho. O rugido dos trovões era causada pelo barulho do seu carro. Thor também é o único deus que não monta um cavalo, mas viaja num carro puxado por dois bodes brancos (Cracker e Gnasher). Thor vive nas terra do Norte, onde é dono de um palácio entre os icebergs. É considerado um deus alegre e amigável, bem-humorado e protector dos seres humanos. Além disso, a tradição diz que a chaminé é particularmente sagrada para Thor, pois ele pode ver as pessoas descendo pela chaminé através do seu elemento, ou seja: o fogo.

M.E.Winge: Tohr (1872)
As semelhanças entre Thor e Pai Natal são demasiado óbvias para ser ignoradas:

  • Um homem jovial e amigável, de construção pesada
  • Com uma longa barba branca
  • O seu elemento é o fogo e a sua cor é o vermelho
  • Conduz um carro puxado por dois bodes brancos chamados Cracker e Gnasher
  • É considerado o deus da Yule (Yule é a época do Natal)
  • Vive na Terras do Norte (Pólo Norte)
  • É considerado um deus benevolente para com os seres humanos
  • A lareira é um dos seus objectos sagrados
  • Desce pela chaminé através do seu elemento, o fogo

E ainda hoje, na Suécia, Thor representa Pai Natal.
E. Barth em Holly, Reindeer, and Colored Lights, The Story of the Christmas Symbols ("Azevinho, rena, e luzes coloridas, A História dos Símbolos de Natal"):

As crianças suecas esperam ansiosamente Jultomten, o gnomo que viaja num trenó puxado pelo Julbocker, ou seja, as cabras do deus do trovão Thor. Com fato e chapéu vermelhos e um saco nas costas, é muito parecido com o Pai Natal americano.

Thor é provavelmente o mais famoso e reverenciado deus pagão da história. A sua ampla influência é evidente no nome do quinto dia da semana na língua inglesa: Thursday (aka Dia de Thor).

É irônico que o símbolo de Thor seja um martelo, porque o martelo também é o instrumento simbólico do carpinteiro Pai Natal. Também vale a pena mencionar que os ajudantes de Thor eram Elfos, exactamente como os assistentes de Santa Claus. Os Elfos de Thor eram artesãos e foram eles que criam o martelo mágico do deus.

F.Weiser em Handbook of Christian Feasts and Custom ("Manual de Festas Cristãs e Costumes"):

Pai Natal é na verdade o deus germânico pagão Thor.

Depois de ter listado algumas das características que unem Thor e Santa Claus, Weiser conclui:

Com o santo cristão do qual tem o nome, no entanto, Pai Natal não tem nada em comum.

Outra característica interessante do Thor é realçada por H.R. Ellis Davidson, no seu Scandinavian Mythology ("Mitologia Escandinava"):
Era apenas Thor, nos últimos dias do paganismo, o primeiro antagonista de Cristo.
E "antagonista" significa inimigo, adversário, concorrente...
O obscuro ajudante

Há um elemento pouco conhecido da tradição de São Nicolau que foi estranhamente apagado.

Segundo a lenda. para grande parte da sua existência, São Nicolau (Sinter Klaas) foi acompanhado por um esquisito ajudante. Este misterioso companheiro teve muitos nomes: era conhecido como Knecht Rupprecht, Pelznickle, Ru-Klas, Obscuro, Tenebroso, Obscuro Ajudante, Ajudante Negro, Black Peter, Hans Trapp, Krampus, Grampus, Zwarte Piets, Furry Nicholas, Ruvid Nicholas, Julebuk.

Embora o nome variasse de acordo com o contexto cultural, a personagem era sempre a mesma. Algumas outras definições, bem conhecidas, eram atribuídas ao ajudante de São Nicolau: demónio, maligno, diabo e Satanás. Uma das suas tarefas era punir as crianças e "alegremente arrastá-las para o inferno".

O "diabo" que acompanhava St. Nicholas é um facto bem documentado: em cada precursor de Pai Natal aparece essa personagem escura.
G. e P. Del Re em The Christmas Almanack ("O Almanaque de Natal"):

É Christkind [Menino Jesus em português, ndt] que traz os presentes, acompanhados por um dos seus companheiros do mal, Knecht Rupprecht, Pelznickle, Ru-Klas.
[...]
Em muitas regiões da Alemanha, Hans Trapp é o demónio que acompanha Christkind durante a troca de presentes.
[...]
Na tradição da Baixa Áustria, um demónio chamado Krampus ou Grampus acompanha São Nicolau no dia 6 de Dezembro.

Krampus, primeiros anos 900
T. Van Renterghem em When Santa Was a Shaman ("Quando pai Natal era um Shaman"):

Como Pai Natal, Sinterklaas e o seu escuro ajudante entram pela chaminé.

P. Siefker em Santa Claus, Last of the Wild Men: The Origins and Evolution of Saint Nicholas ("Santa Claus, o Último dos Homens Selvagens: as Origens e a Evolução de São Nicolau"):

Ruprecht desempenha o papel de bicho-papão, um escuro, peludo, canibal pesadelo com chifres, armado com uma vara. Interpreta o mal supremo, o horror final que poderia voltar-se contra as crianças negligentes.

O historiador do Natal, Clemente Miles, afirma no seu Christmas in Ritual and Tradition Christian and Pagan ("Natal no Ritual e na Tradição Cristã e Pagã"):

Nenhuma explicação satisfatória foi ainda encontrada sobre as origens desses demónios e diabos que aparecem na legenda em conjunto com São Nicolau.

Talvez seja mesmo assim. Ou talvez não.
Em qualquer caso, fica para a terceira parte.


Ipse dixit.

Relacionado: À procura de Pai Natal - Parte I
Bibliografia:
R. Crichton, Who is Santa Claus? The Truth Behind a Living Legend - Bath Press, 1987, pág. 55-56
H.A. Guerber, Myths of Northern Lands - American Book Company, 1895, pág. 61
E. Barth, Holly, Reindeer, and Colored Lights, The Story of the Christmas Symbols - Clarion Books, 1971, pág. 49
F.Weiser, Handbook of Christian Feasts and Customs - Harcourt, Brace & World, 1952, pág. 113-114
H.R.E. Davidson, Scandinavian Mythology - Peter Bedrick Books, 1982, pág. 133
G. e P. Del Re, The Christmas Almanack - Random House, 2004, pág. 70, 75, 94
P. Siefker, Santa Claus, Last of the Wild Men: The Origins and Evolution of Saint Nicholas - McFarland & Company, Inc., 1997, pág. 155
Miles Clement, Christmas in Ritual and Tradition Christian and Pagan - Frederick A. Stokes Company, 1912, pág. 232

Fonte: Informação Incorrecta

Uma série de artigos acerca do Pai Natal? Mas não há coisas mais interessantes?
O que há para contar ainda do velhote que entrega prendas às crianças?

Na verdade há. Mais do que um artigo, esta é uma investigação: quem é Pai Natal?

E desde já, fica o recado: nada de espírito natalício por aqui, pois as conclusões podem ser bem surpreendentes...


A história "oficial"

Segundo a versão normalmente aceite, a pessoa real que inspirou a figura de Pai Natal foi um bispo católico que viveu no século IV d.C., São Nicolau. O culto de São Nicolau foi um dos movimentos religiosos mais populares de todos os tempos.

De acordo com Charles W. Jones (medievalista norte-americanos do século passado):

Antes da Reforma, São Nicolau era dos santos mais queridos do cristianismo bíblico [...]. Antes do ano 1500, eram 2.137 as dedicatórias eclesiásticas atribuídas a S. Nicolau entre França, Alemanha e Holanda.

O popular livro The Christam Almanack afirma:

Na Idade Média, S. Nicolau foi provavelmente a figura mais citada nas orações cristãs, com excepção da Virgem Maria e do próprio Cristo.

S. Nicolau é rodeado por uma aura tanto mítica quanto misteriosa. Entre as lendas mais populares, há uma segundo a qual teria salvo três meninas pobres da prostituição. Essas meninas não tinham qualquer dote para casar-se: São Nicolau salvou as meninas duma vida de vergonha, dando-lhes presentes de ouro para que elas pudessem casar-se.

S. Nicolau, ícone russo do séc. XIX

Outro milagre atribuído a São Nicolau diz respeito a três meninos sadicamente mortos por um estalajadeiro mau, o qual teria rasgado em pedaços e armazenados em barris de salmoura os corpos, com a intenção de servi-los como comida para os inocentes clientes. S. Nicolau reconstituiu os corpos mutilados e ressuscitou os três rapazes.

Além disso, assim como o Pai Natal, São Nicolau trazia geralmente presentes caros para as crianças pobres, donde a sua veneração no papel do santo padroeiro das crianças. Durante a Idade Média, centenas de jogos e pinturas repetiam as obras do Santo.

Em meados do século 17, na Holanda, nasceu oficialmente a lenda de Sinter Klaas. As crianças holandesas começaram a tradição de pendurar meias na lareira, na noite de 5 de Dezembro, para celebrar a memória do bispo São Nicolau. Na manhã seguinte, as crianças encontravam presentes e guloseimas nas meias, deixados durante a noite por Sinter Klaas, tal como o actual Pai Natal que desce pela chaminé.

Em holandês, São Nicolau traduz-se Sint Nikolass, depois reduzida em Sinter Klaas: a versão anglicizada é Santa Claus.

Agora um passo atrás. No ano 1626, até o Novo Mundo chamado América.
Em busca do "Sonho Americano", os colonos holandeses partiram da Holanda e desembarcaram nas Américas, onde construíram a primeira colónia, baptizada New Amsterdam (a actual New York), e importar os seus costumes, incluindo o amado Sinter Klaas.

Em Dezembro de 1809, o escritor americano Washington Irving publicou uma sátira popular acerca da fundação de New York, intitulada A Knickerbocker History of New York. E mais do que qualquer outro elemento, parece ter sido a obra de Irving a criar a moderna figura de Pai Natal.

A causa? Os seguintes passos, que inauguraram oficialmente a entrada da Santa Claus na cultura de massa:

E o sábio Oloffe teve um sonho em que o bom São Nicolau veio num carro, por cima das copas das árvores, o mesmo carro no qual carrega as suas prendas anuais para as crianças. [...]

São Nicolau fumava um cachimbo, colocou um dedo ao lado do seu nariz, então voltou novamente ao seu carro e desapareceu sobre as copas das árvores. [...]

Naqueles primeiros dias, foi instituída uma piedosa cerimónia, ainda religiosamente observada em cada antiga família na nossa cultura, para pendurar uma meia na lareira, na noite de São Nicolau, de modo que de manhã possa encontrar-se milagrosamente preenchida com os presentes trazidos pelo bom São Nicolau, especialmente para as crianças.


O primeiro Pai Natal, de Thomas Nast
Agora um salto até 1822, quando um professor de teologia em New York, de nome Clement Clarke Moore, inspirado no retrato de São Nicolau descrito no popular livro de Irving, escreveu como presente de Natal para os seus filhos um poema intitulado: A Visit from St. Nicholas (Uma visita de São Nicolau).

O Dr. Moore não tinha intenção de publicar a obra, mas em 1823 um dos seus amigos decidiu apresentá-la de forma anónima ao jornal Troy Sentinel. O poema de Moore foi publicado e tornou-se tão popular ao ponto de atravessar todos os Estados Unidos, mais tarde conhecido com o título de The Night Before Christmas.

Os últimos retoques para a personagem de Papai Natal foram dados em 1863, pelo cartoonista Thomas Nast, que desenhou muitas versões do Santa Claus na revista Harper's Weekly.

Foi assim que ao mundo inteiro foi apresentada oficialmente a figura de Pai Natal.
O primeiro modelo de Nast era uma espécie de anão robusto, coberto por uma espessa pele cinzenta: bem diferente das versões alegres e coloridas que as décadas (e a Coca Cola) redesenharam mais tarde.

Incongruências

Esta relatada até aqui é a versão geralmente aceite da origem de Pai Natal; mas não é de todo a versão apoiada pelos historiadores. Para explicar as razões, vamos ler novamente a história, desta vez com uma lupa.

Existiu?

A primeira estranheza digna de nota na saga de Pai Natal é devida a dúvidas sobre a existência do bispo São Nicolau. Na realidade, temos bem poucas provas de que ele realmente existiu.
Encyclopedia Britannica:

A existência de St. Nicolau não é atestada por qualquer documento histórico, então não são conhecidos detalhes sobre a sua figura, a não ser que, talvez, fosse o bispo de Myra, no século IV d.C. [...]

Microsoft Encyclopedia Encharta:

São Nicolau (4º séc.), prelado cristão, padroeiro da Rússia, tradicionalmente associado às celebrações de Natal. Os episódios da sua vida estão confusos e historicamente não confirmados.

G. e P. Del Re, The Christmas Almanack, p 130:

Infelizmente, pouco se sabe sobre o real São Nicolau. Inúmeras lendas têm sido desenvolvidas em torno deste Santo muito popular, mas os registos históricos são escassos.

Em 1969, o Vaticano "desligou-se" oficialmente da lenda de São Nicolau . Apesar de estar entre os Santos mais populares e reverenciados do catolicismo romano, o Papa Paulo VI decretou a remoção da festa de São Nicolau do calendário católico romano, juntamente com as de 40 outros Santos, por causa da ausência de provas quanto à sua existência.

Microsoft Encyclopedia Encharta:

Dada a falta de documentação disponível sobre a vida do Santo, o Papa Paulo VI ordenou que a festa de São Nicolau fosse anulada do calendário oficial católico romano em 1969.

Pai Natal, 1875
Holandeses?


A segunda "estranheza" histórica no mito oficial de Papai Natal encontra-se nos escritos de Irving, o autor que apontou os holandeses como os primeiros que importaram na América a lenda de Sinter Klaas. Na verdade, esta é uma informação historicamente falsa.

Em 1954, o eminente historiador de São Nicolau, Charles W. Jones, publicou no New York Society Historical Quarterly uma refutação conclusiva da versão de Irving.

Demonstrou que os primeiros colonos holandeses de New Amsterdam pertenciam à Reforma Holandesa, a qual considera como herético o culto de todos os Santos, mas especialmente o de São Nicolau.

Jones produziu documentos em primeira mão que pertenciam aos primeiros colonos holandeses, documentos que lista as leis que proibiam expressamente qualquer festa de São Nicolau. Jones acrescentou que "não há elementos que alimente a ideia de que as leis fossem ignoradas".
Sempre Jones:

E - para ser mais preciso - Santa Claus não é um nome mutuado do idioma holandês. A expressão foi cunhada muito antes na Suíça e no sul da Alemanha.

São Nicolau e Santa Claus

Mais: muitos elementos levam a acreditar de que não haja nenhuma real conexão entre São Nicolau e Pai Natal. Algo que qualquer bom mitólogo sério poderá confirmar.
A seguir, algumas fontes, entre as muitas disponíveis.

P. Siefker em Santa Claus, Last of the Wild Men: The Origins and Evolution of Saint Nicholas:

Anos de pesquisa confirmaram a validade da dúvida inicial: Pai Natal é uma americanização, tudo bem, mas não um santo católico ( ... ) Apesar de um século de repetição, esta história é simplesmente falsa.

Santa Claus, T. Nast, 1881

F. Weiser em Handbook of Christian Feasts and Customs:

O dilema foi resolvido transferindo para Natal a tradicional 'visita' do 5 de Dezembro que os
holandeses recebiam da figura de Sinter Klaas, e introduzindo uma mudança radical na figura dele. Não foi uma coisa pequena, o antigo santo foi completamente substituído por um novo personagem. Santa Claus não tem nada a ver com o santo cristão do qual ainda leva o nome.

G. e P. Del Re, The Christmas Almanack:

Apesar de, no século 17, os holandeses terem importado o personagem de Sinter Klaas para o Novo Mundo, Santa Claus não nasceu antes do século 19 e foi uma criação toda americana e não holandesa.

Outro obstáculo na comparação entre São Nicolau a Santa Claus é a data da comemoração: São Nicolau era (e ainda é!) comemorado no dia 6 de Dezembro (alegada data da sua morte), não no 25 de Dezembro.

E até no mundo cristão não há unanimidade acerca de São Nicolau.

Na Grécia, São Nicolau é substituído por São Basílio Magno (Vasilis), bispo de Cesareia no IV século d.C., que traz presentes no dia de Ano Novo. E em algumas zonas da Flandres, na Bélgica, é comemorada a figura de St. Martin de Tours (Sint-Maarten).

E ainda antes da era cristã na Europa havia um Pai Natal.
Mas disso vamos falar na segunda parte.


Ipse dixit.

Bibliografia:
C.W. Jones, Knickerbocker: Santa Claus, The New York Historical Society Quarterly, Outubro 1954:
Vol. 28, n. 4, pág. 357, pág. 366
Del Re, Gerard e Patricia: The Christmas Almanack, Random House, 2004, pág. 131, pág. 141
W. Irving, A Knickerbocker History of New York, F. Ungar Publishing, 1928, pág. 68
Encyclopedia Britannica
P. Siefker, Santa Claus, Last of the Wild Men: The Origins and Evolution of Saint Nicholas, McFarland & Company, Inc., 1997, pág. 57
F. Weiser, Handbook of Christian Feasts and Customs, Brace & World, Inc., 1952, pág. 114

Fonte: Informação Incorrecta

À procura de Pai Natal - Parte I

Uma série de artigos acerca do Pai Natal? Mas não há coisas mais interessantes?
O que há para contar ainda do velhote que entrega prendas às crianças?

Na verdade há. Mais do que um artigo, esta é uma investigação: quem é Pai Natal?

E desde já, fica o recado: nada de espírito natalício por aqui, pois as conclusões podem ser bem surpreendentes...


A história "oficial"

Segundo a versão normalmente aceite, a pessoa real que inspirou a figura de Pai Natal foi um bispo católico que viveu no século IV d.C., São Nicolau. O culto de São Nicolau foi um dos movimentos religiosos mais populares de todos os tempos.

De acordo com Charles W. Jones (medievalista norte-americanos do século passado):

Antes da Reforma, São Nicolau era dos santos mais queridos do cristianismo bíblico [...]. Antes do ano 1500, eram 2.137 as dedicatórias eclesiásticas atribuídas a S. Nicolau entre França, Alemanha e Holanda.

O popular livro The Christam Almanack afirma:

Na Idade Média, S. Nicolau foi provavelmente a figura mais citada nas orações cristãs, com excepção da Virgem Maria e do próprio Cristo.

S. Nicolau é rodeado por uma aura tanto mítica quanto misteriosa. Entre as lendas mais populares, há uma segundo a qual teria salvo três meninas pobres da prostituição. Essas meninas não tinham qualquer dote para casar-se: São Nicolau salvou as meninas duma vida de vergonha, dando-lhes presentes de ouro para que elas pudessem casar-se.

S. Nicolau, ícone russo do séc. XIX

Outro milagre atribuído a São Nicolau diz respeito a três meninos sadicamente mortos por um estalajadeiro mau, o qual teria rasgado em pedaços e armazenados em barris de salmoura os corpos, com a intenção de servi-los como comida para os inocentes clientes. S. Nicolau reconstituiu os corpos mutilados e ressuscitou os três rapazes.

Além disso, assim como o Pai Natal, São Nicolau trazia geralmente presentes caros para as crianças pobres, donde a sua veneração no papel do santo padroeiro das crianças. Durante a Idade Média, centenas de jogos e pinturas repetiam as obras do Santo.

Em meados do século 17, na Holanda, nasceu oficialmente a lenda de Sinter Klaas. As crianças holandesas começaram a tradição de pendurar meias na lareira, na noite de 5 de Dezembro, para celebrar a memória do bispo São Nicolau. Na manhã seguinte, as crianças encontravam presentes e guloseimas nas meias, deixados durante a noite por Sinter Klaas, tal como o actual Pai Natal que desce pela chaminé.

Em holandês, São Nicolau traduz-se Sint Nikolass, depois reduzida em Sinter Klaas: a versão anglicizada é Santa Claus.

Agora um passo atrás. No ano 1626, até o Novo Mundo chamado América.
Em busca do "Sonho Americano", os colonos holandeses partiram da Holanda e desembarcaram nas Américas, onde construíram a primeira colónia, baptizada New Amsterdam (a actual New York), e importar os seus costumes, incluindo o amado Sinter Klaas.

Em Dezembro de 1809, o escritor americano Washington Irving publicou uma sátira popular acerca da fundação de New York, intitulada A Knickerbocker History of New York. E mais do que qualquer outro elemento, parece ter sido a obra de Irving a criar a moderna figura de Pai Natal.

A causa? Os seguintes passos, que inauguraram oficialmente a entrada da Santa Claus na cultura de massa:

E o sábio Oloffe teve um sonho em que o bom São Nicolau veio num carro, por cima das copas das árvores, o mesmo carro no qual carrega as suas prendas anuais para as crianças. [...]

São Nicolau fumava um cachimbo, colocou um dedo ao lado do seu nariz, então voltou novamente ao seu carro e desapareceu sobre as copas das árvores. [...]

Naqueles primeiros dias, foi instituída uma piedosa cerimónia, ainda religiosamente observada em cada antiga família na nossa cultura, para pendurar uma meia na lareira, na noite de São Nicolau, de modo que de manhã possa encontrar-se milagrosamente preenchida com os presentes trazidos pelo bom São Nicolau, especialmente para as crianças.


O primeiro Pai Natal, de Thomas Nast
Agora um salto até 1822, quando um professor de teologia em New York, de nome Clement Clarke Moore, inspirado no retrato de São Nicolau descrito no popular livro de Irving, escreveu como presente de Natal para os seus filhos um poema intitulado: A Visit from St. Nicholas (Uma visita de São Nicolau).

O Dr. Moore não tinha intenção de publicar a obra, mas em 1823 um dos seus amigos decidiu apresentá-la de forma anónima ao jornal Troy Sentinel. O poema de Moore foi publicado e tornou-se tão popular ao ponto de atravessar todos os Estados Unidos, mais tarde conhecido com o título de The Night Before Christmas.

Os últimos retoques para a personagem de Papai Natal foram dados em 1863, pelo cartoonista Thomas Nast, que desenhou muitas versões do Santa Claus na revista Harper's Weekly.

Foi assim que ao mundo inteiro foi apresentada oficialmente a figura de Pai Natal.
O primeiro modelo de Nast era uma espécie de anão robusto, coberto por uma espessa pele cinzenta: bem diferente das versões alegres e coloridas que as décadas (e a Coca Cola) redesenharam mais tarde.

Incongruências

Esta relatada até aqui é a versão geralmente aceite da origem de Pai Natal; mas não é de todo a versão apoiada pelos historiadores. Para explicar as razões, vamos ler novamente a história, desta vez com uma lupa.

Existiu?

A primeira estranheza digna de nota na saga de Pai Natal é devida a dúvidas sobre a existência do bispo São Nicolau. Na realidade, temos bem poucas provas de que ele realmente existiu.
Encyclopedia Britannica:

A existência de St. Nicolau não é atestada por qualquer documento histórico, então não são conhecidos detalhes sobre a sua figura, a não ser que, talvez, fosse o bispo de Myra, no século IV d.C. [...]

Microsoft Encyclopedia Encharta:

São Nicolau (4º séc.), prelado cristão, padroeiro da Rússia, tradicionalmente associado às celebrações de Natal. Os episódios da sua vida estão confusos e historicamente não confirmados.

G. e P. Del Re, The Christmas Almanack, p 130:

Infelizmente, pouco se sabe sobre o real São Nicolau. Inúmeras lendas têm sido desenvolvidas em torno deste Santo muito popular, mas os registos históricos são escassos.

Em 1969, o Vaticano "desligou-se" oficialmente da lenda de São Nicolau . Apesar de estar entre os Santos mais populares e reverenciados do catolicismo romano, o Papa Paulo VI decretou a remoção da festa de São Nicolau do calendário católico romano, juntamente com as de 40 outros Santos, por causa da ausência de provas quanto à sua existência.

Microsoft Encyclopedia Encharta:

Dada a falta de documentação disponível sobre a vida do Santo, o Papa Paulo VI ordenou que a festa de São Nicolau fosse anulada do calendário oficial católico romano em 1969.

Pai Natal, 1875
Holandeses?


A segunda "estranheza" histórica no mito oficial de Papai Natal encontra-se nos escritos de Irving, o autor que apontou os holandeses como os primeiros que importaram na América a lenda de Sinter Klaas. Na verdade, esta é uma informação historicamente falsa.

Em 1954, o eminente historiador de São Nicolau, Charles W. Jones, publicou no New York Society Historical Quarterly uma refutação conclusiva da versão de Irving.

Demonstrou que os primeiros colonos holandeses de New Amsterdam pertenciam à Reforma Holandesa, a qual considera como herético o culto de todos os Santos, mas especialmente o de São Nicolau.

Jones produziu documentos em primeira mão que pertenciam aos primeiros colonos holandeses, documentos que lista as leis que proibiam expressamente qualquer festa de São Nicolau. Jones acrescentou que "não há elementos que alimente a ideia de que as leis fossem ignoradas".
Sempre Jones:

E - para ser mais preciso - Santa Claus não é um nome mutuado do idioma holandês. A expressão foi cunhada muito antes na Suíça e no sul da Alemanha.

São Nicolau e Santa Claus

Mais: muitos elementos levam a acreditar de que não haja nenhuma real conexão entre São Nicolau e Pai Natal. Algo que qualquer bom mitólogo sério poderá confirmar.
A seguir, algumas fontes, entre as muitas disponíveis.

P. Siefker em Santa Claus, Last of the Wild Men: The Origins and Evolution of Saint Nicholas:

Anos de pesquisa confirmaram a validade da dúvida inicial: Pai Natal é uma americanização, tudo bem, mas não um santo católico ( ... ) Apesar de um século de repetição, esta história é simplesmente falsa.

Santa Claus, T. Nast, 1881

F. Weiser em Handbook of Christian Feasts and Customs:

O dilema foi resolvido transferindo para Natal a tradicional 'visita' do 5 de Dezembro que os
holandeses recebiam da figura de Sinter Klaas, e introduzindo uma mudança radical na figura dele. Não foi uma coisa pequena, o antigo santo foi completamente substituído por um novo personagem. Santa Claus não tem nada a ver com o santo cristão do qual ainda leva o nome.

G. e P. Del Re, The Christmas Almanack:

Apesar de, no século 17, os holandeses terem importado o personagem de Sinter Klaas para o Novo Mundo, Santa Claus não nasceu antes do século 19 e foi uma criação toda americana e não holandesa.

Outro obstáculo na comparação entre São Nicolau a Santa Claus é a data da comemoração: São Nicolau era (e ainda é!) comemorado no dia 6 de Dezembro (alegada data da sua morte), não no 25 de Dezembro.

E até no mundo cristão não há unanimidade acerca de São Nicolau.

Na Grécia, São Nicolau é substituído por São Basílio Magno (Vasilis), bispo de Cesareia no IV século d.C., que traz presentes no dia de Ano Novo. E em algumas zonas da Flandres, na Bélgica, é comemorada a figura de St. Martin de Tours (Sint-Maarten).

E ainda antes da era cristã na Europa havia um Pai Natal.
Mas disso vamos falar na segunda parte.


Ipse dixit.

Bibliografia:
C.W. Jones, Knickerbocker: Santa Claus, The New York Historical Society Quarterly, Outubro 1954:
Vol. 28, n. 4, pág. 357, pág. 366
Del Re, Gerard e Patricia: The Christmas Almanack, Random House, 2004, pág. 131, pág. 141
W. Irving, A Knickerbocker History of New York, F. Ungar Publishing, 1928, pág. 68
Encyclopedia Britannica
P. Siefker, Santa Claus, Last of the Wild Men: The Origins and Evolution of Saint Nicholas, McFarland & Company, Inc., 1997, pág. 57
F. Weiser, Handbook of Christian Feasts and Customs, Brace & World, Inc., 1952, pág. 114

Fonte: Informação Incorrecta

Olá, sejam bem vindos ao blog “Chemtrail Brasil”.

Este grupo, a partir de hoje, se estabelecerá como o primeiro blog a tratar a geoengenharia através de um novo prisma. Diferentemente da grande maioria dos internautas, aqui a geoengenharia será tratada de forma objetiva e realista, desconsiderando seus elementos folclóricos e apofênicos.

Tentamos aqui encontrar elementos substanciais acerca da geoengenharia, baseados em fatos observáveis e não em especulações oriundas do caos de informações propagados na internet.

Para compreendermos o que está sendo colocado aqui, precisamos distinguir a "geoengenheria folclore" da "geoengenharia observável".

A Geoengenharia Folclórica:

A geoengenharia folclórica é esta que está aí veiculada na Internet, e que agrega um vasto universo de situações que em sua maioria não condizem com a realidade, pois são fruto da desinformação e caos de informações gerados através da Internet devido justamente ao seu caráter multifacetado, imprevisível e imediatista. Bem, é nesta roupagem folclórica da geoengenharia que encontramos temas como:

1) A existência de um mega projeto global que através de aviões clandestinos especializados visa pulverizar agentes químicos na atmosfera de todo o planeta.

2) Pulverização deliberada de agentes químicos em grandes centros populacionais visando genocídio em massa e redução da população.

3) Pulverização deliberada de agentes biológicos sobre os centros populacionais visando a pandemia e o lucro dos monopólios da vacina.

4) O decréscimo da saúde geral das pessoas devido a ingestão e respiração diária de metais pesados oriundos da pulverização.

5) Evergreen Aviation seria uma das principais responsáveis pela execução da pulverização global

6) O uso de aparatos orgônicos (chembusters) e afins para bloquear a dispersão das trilhas químicas no céu.

7) O envolvimento de raças alienígenas nas operações de engenharia climática.

Todos estes elementos constituem a face folclórica da geoengenharia.

A Geoengenharia Observável

A "geopengenharia observável" descarta todos estes agregados apresentados acima. Trata-se de uma visão mais objetiva e pontual do que realmente seja a geoengenharia, baseada na observação empírica e analise de dados. Nesta visão são rechaçados alguns dos pontos que formam a versão folclórica, gerando assim uma nova concepção acerca do real carácter da geoengenharia. Baseado nisso, algumas das novas prerrogativas são:

1) Os aviões responsáveis por deixar as trilhas no céu não são aviões militares ou aviões comerciais adaptados. São na verdade aeronaves comerciais comuns levando passageiros.

2) As trilhas, ora chamadas de chemtrails (trilhas químicas) não são trilhas de aerossol deliberadamente pulverizadas, mas tratam-se de condensações permanentes oriundas dos motores da aeronave. Ou seja, o termo chemtrail deve ser substituído pelo termo "permanent contrail" (trilha de condensação permanente).

3) As trilhas estão se tornando permanentes não pelo fato de serem aerossóis aspergidos no céu, mas devido possivelmente a um outro fator ainda desconhecido, que altera a condição da atmosfera a nível electromagnético, ou físico-químico, propiciando a condensação permanente das trilhas dos aviões comerciais.

Lembramos que as conclusões expostas acima são passiveis de também estarem equivocadas... trabalhamos com verdades provisórias, ou seja, sabemos que com as novas informações que estão sempre surgindo, a possibilidade de mutação do conhecimento é inevitável.

O que é a geoengenharia? Nós não sabemos, mas a cada dia chegamos a novas conclusões. Esperamos um dia desvendar por fim este mistério.

Saiba o que é em detalhes a Geoengenharia Observável no documentário abaixo:



Fonte: Chemtrail Brasil

A Geoengenharia Observável! Conheça em detalhes o real caráter da geoengenharia

Olá, sejam bem vindos ao blog “Chemtrail Brasil”.

Este grupo, a partir de hoje, se estabelecerá como o primeiro blog a tratar a geoengenharia através de um novo prisma. Diferentemente da grande maioria dos internautas, aqui a geoengenharia será tratada de forma objetiva e realista, desconsiderando seus elementos folclóricos e apofênicos.

Tentamos aqui encontrar elementos substanciais acerca da geoengenharia, baseados em fatos observáveis e não em especulações oriundas do caos de informações propagados na internet.

Para compreendermos o que está sendo colocado aqui, precisamos distinguir a "geoengenheria folclore" da "geoengenharia observável".

A Geoengenharia Folclórica:

A geoengenharia folclórica é esta que está aí veiculada na Internet, e que agrega um vasto universo de situações que em sua maioria não condizem com a realidade, pois são fruto da desinformação e caos de informações gerados através da Internet devido justamente ao seu caráter multifacetado, imprevisível e imediatista. Bem, é nesta roupagem folclórica da geoengenharia que encontramos temas como:

1) A existência de um mega projeto global que através de aviões clandestinos especializados visa pulverizar agentes químicos na atmosfera de todo o planeta.

2) Pulverização deliberada de agentes químicos em grandes centros populacionais visando genocídio em massa e redução da população.

3) Pulverização deliberada de agentes biológicos sobre os centros populacionais visando a pandemia e o lucro dos monopólios da vacina.

4) O decréscimo da saúde geral das pessoas devido a ingestão e respiração diária de metais pesados oriundos da pulverização.

5) Evergreen Aviation seria uma das principais responsáveis pela execução da pulverização global

6) O uso de aparatos orgônicos (chembusters) e afins para bloquear a dispersão das trilhas químicas no céu.

7) O envolvimento de raças alienígenas nas operações de engenharia climática.

Todos estes elementos constituem a face folclórica da geoengenharia.

A Geoengenharia Observável

A "geopengenharia observável" descarta todos estes agregados apresentados acima. Trata-se de uma visão mais objetiva e pontual do que realmente seja a geoengenharia, baseada na observação empírica e analise de dados. Nesta visão são rechaçados alguns dos pontos que formam a versão folclórica, gerando assim uma nova concepção acerca do real carácter da geoengenharia. Baseado nisso, algumas das novas prerrogativas são:

1) Os aviões responsáveis por deixar as trilhas no céu não são aviões militares ou aviões comerciais adaptados. São na verdade aeronaves comerciais comuns levando passageiros.

2) As trilhas, ora chamadas de chemtrails (trilhas químicas) não são trilhas de aerossol deliberadamente pulverizadas, mas tratam-se de condensações permanentes oriundas dos motores da aeronave. Ou seja, o termo chemtrail deve ser substituído pelo termo "permanent contrail" (trilha de condensação permanente).

3) As trilhas estão se tornando permanentes não pelo fato de serem aerossóis aspergidos no céu, mas devido possivelmente a um outro fator ainda desconhecido, que altera a condição da atmosfera a nível electromagnético, ou físico-químico, propiciando a condensação permanente das trilhas dos aviões comerciais.

Lembramos que as conclusões expostas acima são passiveis de também estarem equivocadas... trabalhamos com verdades provisórias, ou seja, sabemos que com as novas informações que estão sempre surgindo, a possibilidade de mutação do conhecimento é inevitável.

O que é a geoengenharia? Nós não sabemos, mas a cada dia chegamos a novas conclusões. Esperamos um dia desvendar por fim este mistério.

Saiba o que é em detalhes a Geoengenharia Observável no documentário abaixo:



Fonte: Chemtrail Brasil

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